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MIDR capacita municípios do RS para o enfrentamento das mudanças climáticas

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Brasília (DF) – Em uma ação com o objetivo de fortalecer o planejamento público nos estados e nos municípios, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) promoveu a oficina presencial gratuita “Territórios em Transformação: estratégias para fortalecer a resiliência local” no auditório da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), em Porto Alegre (RS), entre os dias 26 e 27 de maio.

A atividade teve como objetivo fomentar estratégias práticas que fortalecem a resiliência territorial, isto é, a capacidade multisetorial dos territórios de se reorganizar diante uma crise, seja ambiental, social, econômica ou até administrativa. Representantes de nove municípios gaúchos, do MIDR, do executivo municipal, da sociedade civil, de universidades e demais atores territoriais participaram da oficina.

Durante os dois dias de atividade, o consultor do MIDR Leandro Lino conduziu reflexões sobre ordenamento e resiliência territorial, articulando conceitos, experiências práticas e desafios enfrentados pelos municípios. A abordagem favoreceu o diálogo entre diferentes agentes e instituições que atuam nos territórios, criando um ambiente de aprendizagem coletiva e de construção de propostas a partir das vivências locais.

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A iniciativa consistiu em exposições dialogadas, debates e dinâmicas de grupo, em que os participantes foram estimulados a identificar problemas concretos dos territórios, propor políticas públicas, discutir indicadores e sugerir mecanismos de cooperação, acompanhamento e monitoramento.

O coordenador de Capacidades dos Entes Federados do MIDR, Manoel Veloso, afirma que o evento em Porto Alegre é a continuidade das ações do governo federal em resiliência territórial após os desastres de 2024 no estado. “[Essa atividade] é importante para a reconstrução e também para a transformação do território, para que ele seja de fato resiliente, para que seja referência no enfrentamento das mudanças climáticas e das consequências para o território e para o cotidiano das pessoas”, afirmou.

A atividade foi fruto de parceria do MIDR com a FAMURS e integra as ações do Programa de Desenvolvimento de Capacidades para Integração e Desenvolvimento Regional (PCDR). A próxima oficina presencial de Territórios em Transformação acontece nos dias 24 e 25 de junho em Vitória, no Espírito Santo.

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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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Leilão na B3 garante moradia popular para 1000 famílias em Recife

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O Governo do Brasil fechou uma parceria estratégica nesta terça-feira (26/5) com vistas à modernização de suas políticas públicas urbana e habitacional. Em leilão realizado na sede da B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo, o projeto “Morar no Centro” foi arrematado pelo consórcio Habitação Social Recife e garantirá a construção de aproximadamente 1.100 unidades habitacionais populares na capital pernambucana. A União garantiu três dos seis imóveis públicos que estruturam o projeto.

É a primeira parceria público-privada (PPP) de locação social vinculada ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na história do país. O projeto tem como objetivo ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda e contribuir para a revitalização do Centro do Recife, aproximando a população de áreas com infraestrutura urbana. Das mais de mil unidades habitacionais previstas, cerca de 600 serão destinadas à locação social para famílias com renda entre um e 3,5 salários-mínimos e as outras serão voltadas à venda ou financiamento para famílias enquadradas nas faixas 2 e 3 do MCMV.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) fez a cessão das áreas públicas ao município. Os imóveis, classificados como terrenos de marinha, somam quase 29 mil metros quadrados e estão localizados no bairro São José — coração histórico da capital pernambucana. Com a destinação, em vez de ficarem ociosos, esses ativos federais ganham função social em uma área já consolidada e dotada de infraestrutura, equipamentos e serviços.

A construção do projeto reflete um esforço conjunto entre diferentes esferas e órgãos:

SPU/MGI: incluiu três terrenos no bairro São José por meio de doação com encargos ao município.

Prefeitura do Recife: recebeu os terrenos da União e entrou com mais dois imóveis próprios. Licitou o projeto, selecionará as famílias a partir de seus cadastros habitacionais e pagará uma contraprestação mensal à concessionária durante os 25 anos de concessão. Ao final, ficará como proprietária dos imóveis.

Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades (SNH/MCID): estruturou a política habitacional que enquadra o projeto no MCMV e garantiu o marco regulatório que permite a locação social dentro do programa.

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Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil: coordenou a estruturação técnica e financeira da PPP, com apoio do Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP).

Caixa: Financiou os estudos de viabilidade e a estruturação do projeto por meio do FEP.

Consórcio Habitação Social Recife: Vencedor do leilão, será responsável por construir ou reformar os seis empreendimentos, mobiliá-los, instalar a linha branca e realizar o acompanhamento técnico-social das famílias durante a concessão. Sua receita virá dos aluguéis, da venda das unidades MCMV faixas 2 e 3, da exploração comercial dos térreos e da contraprestação paga pela prefeitura.

Famílias beneficiárias: Serão selecionadas pela prefeitura do Recife via cadastro habitacional. Pagarão aluguel de até 25% da sua renda mensal e terão direito a moradia segura, mobiliada e bem localizada no Centro da cidade, com acompanhamento social durante todo o período de concessão.

Locação social como política pública

A sessão na B3 contou com a presença da Secretária Adjunta do Patrimônio da União, Alessandra D’ávila Vieira, e do Secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, além de representantes do município e dos demais órgãos envolvidos.

A locação social é uma alternativa para atacar um dos maiores gargalos da habitação no Brasil: o peso do aluguel no orçamento das famílias de baixa renda. Muitas vezes, o custo da moradia consome parte expressiva dos ganhos mensais, inviabilizando tanto o sustento básico quanto a possibilidade de assumir um financiamento imobiliário de longo prazo. Para esse público, alugar um imóvel seguro, bem localizado e com preço acessível é uma solução mais viável do que a compra.  

A secretária-adjunta de Patrimônio da União, Alessandra D’Ávila Vieira, sintetizou o duplo papel da iniciativa — patrimonial e federativo. “Os terrenos públicos têm um papel fundamental para viabilizar as habitações em áreas centrais. Mas o governo federal só consegue realizar boas políticas públicas com entes engajados e comprometidos”, disse.

“Vários países têm como ferramenta pública de política habitacional a locação. Nosso objetivo é diversificar esse instrumento para dar conta de atingir uma quantidade maior de famílias para, com isso, reduzir o déficit”, afirmou Manoel Renato Machado Filho, secretário-adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil.

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Imóvel da Gente: grandes áreas federais a serviço das cidades

A Linha 4 do  Programa Imóvel da Gente promove o aproveitamento de grandes áreas da União para implantação de empreendimentos urbanos de múltiplos usos, em articulação com estados, municípios e outros órgãos e entidades. A iniciativa busca dar função social a imóveis da União localizados em áreas urbanas dotadas de infraestrutura e potencial de desenvolvimento, viabilizando projetos que possam contemplar habitação de interesse social, equipamentos públicos, áreas verdes, regularização fundiária, mobilidade urbana e atividades econômicas compatíveis com as necessidades locais. Atualmente, quatro grandes projetos-piloto da Linha 4 estão em desenvolvimento.

Em Vitória da Conquista (BA), a SPU trabalha com o governo estadual na transformação do antigo aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo — mais de 1,3 milhão de m² — em projeto urbano de múltiplos usos. Em Belo Horizonte (MG), o foco é o antigo aeroporto Carlos Prates, com cerca de 580 mil m², em parceria com a prefeitura municipal. Em Patrocínio (MG), um imóvel da extinta CASEMG receberá unidades do MCMV, parque público, creche, unidade básica de saúde e centro tecnológico. Esses três projetos são financiados pelo FEP.  Já no Rio de Janeiro, com financiamento do BNDES, a antiga Estação Leopoldina será convertida em polo cultural, social e habitacional.

Imóvel da Gente em números

Desde janeiro de 2023, o Programa Imóvel da Gente, incluindo as suas outras três linhas (Habitação de Interesse Social; Regularização Fundiária Urbana – Reurb; Políticas Públicas Estratégicas), já destinou 1.764 imóveis para políticas públicas em 625 municípios, beneficiando aproximadamente 400 mil famílias — superando em 10,3% a meta de 1.600 destinações prevista para até 2026. 

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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