Search
Close this search box.

Geral

Companhias elétricas e de telecomunicações estão obrigadas a compartilhar postes

Publicados

Geral

A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer para resolver a controvérsia jurídica sobre a compulsoriedade do compartilhamento de postes entre companhias elétricas e de telecomunicações. O documento, assinado pelo advogado-geral da União substituto, Flavio Roman, reforça que o artigo 16 do Decreto 12.068/2024, que regulamenta o modelo de gestão da infraestrutura dos postes, estabelece a obrigatoriedade — e não voluntariedade — da cessão de espaço para exploração comercial. O parecer foi produzido pela Consultoria-Geral da União (CGU), unidade da AGU, a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), com o objetivo de destravar políticas públicas para o setor.

O artigo 16 do decreto presidencial prevê que “as concessionárias de distribuição de energia elétrica deverão ceder a pessoa jurídica distinta o espaço em infraestrutura de distribuição, as faixas de ocupação e os pontos de fixação dos postes das redes aéreas de distribuição destinados ao compartilhamento com o setor de telecomunicações”.

O ponto central da divergência é a interpretação da expressão “deverão ceder” na redação do artigo. Para o MME, Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o dispositivo implicaria na obrigatoriedade da cessão, enquanto para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na mera possibilidade.

Leia Também:  Programa de Gestão de Desempenho une eficiência e cuidado no trabalho de servidoras mães

No parecer, a CGU expõe que o entendimento que defende a não obrigatoriedade decorre da distinção entre cessão do espaço físico e cessão da exploração comercial. A diferenciação, no entanto, não está prevista pelo Decreto 12.068/2024 e,” além disso, tal perspectiva incorre no risco de relativização do comando normativo e de esvaziamento de sua efetividade”.

Para a CGU, a expressão “deverão ceder” exprime um “comando imperativo, de literalidade inequívoca, que traz obrigação de fazer, sem que haja no texto qualquer condicionante que possa remeter a uma eventual discricionariedade da concessionária”. A CGU afirma ainda que o texto não “deixa margem para interpretações” e conduz a uma “conclusão clara”: “as concessionárias de distribuição de energia elétrica são obrigadas a ceder o espaço em infraestrutura de distribuição a pessoa jurídica distinta”.

Contexto

A infraestrutura dos postes é um elo essencial da prestação dos serviços de energia elétrica e de telecomunicações no Brasil. Conforme a CGU, no entanto, o atual modelo de gestão compartilhada “produziu um cenário de ocupação desordenada, que pode gerar riscos de segurança, além de desestimular a concorrência e comprometer a expansão da conectividade”.

Leia Também:  Mapa dos Eventos Literários registra crescimento de 14,5% no primeiro mês e amplia visibilidade do setor no país

O Decreto 12.068/2024, como explica a CGU, foi pensado para fomentar o reordenamento jurídico-econômico do setor. “E seu artigo 16 surge como uma decisão estrutural de política pública para enfrentar o problema da ocupação desordenada dos postes. Expõe, portanto, a escolha política sobre o novo modelo de gestão da infraestrutura dos postes”.

Nesse sentido, o parecer da CGU sustenta que “a interpretação do dispositivo deve, primeiramente, considerar o decreto como o instrumento jurídico que busca corrigir as atuais falhas de mercado e impor um novo modelo de exploração de infraestrutura, que busca proporcionar condições mais eficientes de funcionamento do mercado e superar o impasse regulatório estrutural que vem se prolongando entre as agências”.

 

Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU

Fonte: Advocacia-Geral da União

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Geral

Atenção, moradores do Mato Grosso! Faltam 30 dias para solicitar sua antena parabólica digital gratuita

Publicados

em

Termina daqui a 30 dias o prazo para que famílias do Mato Grosso solicitem antenas parabólicas digitais gratuitas. Com a nova tecnologia, a população passará a contar com mais de 100 canais de informação, cultura e entretenimento. A ação faz parte do Brasil Antenado, programa que distribui kit da nova parabólica digital a famílias de baixa renda que vivem em municípios com baixa ou nenhuma cobertura de TV. 

“O Brasil Antenado é um compromisso do governo federal com a inclusão digital e assegura que milhões de brasileiros não fiquem desconectados da informação e do conteúdo gratuito oferecido pela TV aberta. Estamos garantindo que a população, especialmente a mais vulnerável, acompanhe e seja incluída na evolução tecnológica do país”, destaca o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

A iniciativa é uma parceria do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com execução da Entidade Administradora da Faixa (EAF). A Fase C do programa termina em junho de 2026 e contempla 108 municípios, em oito estados, incluindo Mato Grosso, com mais de 222 mil famílias aptas ao recebimento.

Leia Também:  MJSP regulamenta índices nacionais de elucidação de homicídios e feminicídios

Em Mato Grosso, os 23 municípios contemplados no programa são: Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Colniza, Cotriguaçu, Figueirópolis D’Oeste, General Carneiro, Itanhangá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Ponte Branca, Querência, Reserva do Cabaçal, Rondolândia, Salto do Céu, Santa Cruz do Xingu, Santa Rita do Trivelato, Santo Afonso, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Serra Nova Dourada e União do Sul.

Ao final dessa última etapa, a expectativa é alcançar 323 municípios e cerca de 700 mil famílias em todo o país. 

Como solicitar sua antena?

As famílias inscritas no CadÚnico nas cidades contempladas podem agendar a instalação pelo telefone/WhatsApp 0800 729 2404 ou pelo site www.brasilantenado.org.br.

Todo o processo é gratuito, incluindo o fornecimento e a instalação do kit da nova parabólica digital. 

Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628

Fonte: Ministério das Comunicações

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA