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MIDR negocia recursos com o BID para acelerar projetos de infraestrutura

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Brasília (DF) — Para aprimorar continuamente a governança, o desenho institucional, as modelagens contratuais e a execução de projetos de infraestrutura, o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Eduardo Tavares, participa da iniciativa internacional de capacitação Infra Leaders 2026. O programa acontece de 19 a 22 de maio, em Toronto, no Canadá, e tem como objetivo preparar lideranças públicas para fortalecer estrategicamente o ambiente de negócios relacionado ao planejamento e estruturação de parcerias público-privadas e concessões.

Como parte da abertura oficial do programa, Tavares participou do painel “Mixed-financed projects”, no qual apresentou a estratégia de captação de recursos com organismos multilaterais para ampliar a carteira de projetos dos Fundos de Desenvolvimento Regional,  destacando a linha de financiamento em construção com o BID.

“É muito importante tratar dessa operação, aqui no Infra Leaders, porque o perfil que estamos trabalhando com o BID é para concessões e PPPs de infraestrutura, sendo logística o foco. E tem um diferencial: estamos com um diálogo muito avançado na questão de garantias para o próprio governo federal”, pontuou o secretário.

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Tavares também acrescentou que o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS) é um mecanismo que conta com um conjunto variado de mecanismos para a cobertura de riscos. “Não podemos fazer operação com garantia soberana para projetos do governo federal, porque isso seria reincidir na discussão do teto de gastos, por isso trabalhamos com a política de garantia do FDIRS”, completou.

O secretário ressaltou, ainda, que a estratégia busca acelerar projetos estruturantes nas três regiões prioritárias da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). “A ideia é acelerar ainda mais essa agenda de concessões, PPPs e infraestrutura para o cidadão, gerando melhoria real na vida dos brasileiros”, afirmou.

A participação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), representada pelo diretor de Gestão de Fundos, Incentivos Fiscais e Atração de Investimentos, Wandemberg de Almeida, também foi destacada. Para o diretor da Sudene, a missão internacional representa um marco regulatório e financeiro para a região. “Minha avaliação sobre essa missão é totalmente positiva. Isso muda o compromisso do governo federal com a região Nordeste, que passará a receber mais recursos, levando desenvolvimento para a cadeia produtiva, gerando emprego e melhorando a renda da população”, celebrou Almeida.

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A agenda de trabalho em Toronto consolida o Banco Interamericano de Desenvolvimento como um dos principais parceiros estratégicos do governo brasileiro na captação de recursos. O foco principal da iniciativa é o fortalecimento dos Fundos de Desenvolvimento Regional para garantir crédito sustentável e acelerar o crescimento econômico do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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Organização criminosa investigada por sextortion movimenta R$ 4 milhões em dois meses

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Curitiba, 21/5/26 – Com apoio estratégico do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab/MJSP), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação Love Hurts. A ação busca desarticular uma organização criminosa especializada em extorsão sexual por meio de sextortion e lavagem de dinheiro. A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

As investigações apontam que o grupo movimentou R$ 4 milhões em apenas dois meses, fazendo mais de 20 vítimas em diferentes regiões do País.

Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar. A operação contou ainda com a colaboração das polícias civis do Espírito Santo (PCES), Goiás (PCGO), Maranhão (PCMA), Paraíba (PCPB) e Rio Grande do Norte (PCRN). O apoio interestadual fortalece a repressão a crimes cibernéticos, fraudes e golpes virtuais.

Do afeto à extorsão

Segundo a investigação, a dinâmica criminosa começou em 2024. Por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, a vítima foi contatada por um perfil falso com o nome “David Green”. O investigado utilizava fotos de terceiros, já identificadas em golpes internacionais, e se apresentava falsamente como médico oncologista em missão de paz na Síria.

Após conquistar a confiança da vítima com manipulação emocional e promessas de casamento — prática que caracteriza, em tese, o chamado romance scam —, o autor induziu a mulher a compartilhar fotos e vídeos íntimos. A partir desse momento, a organização passou a atuar em duas frentes:

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• Estelionato sentimental: solicitação de altas quantias sob falsos pretextos, como passagens aéreas e pagamento de multas fictícias relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil;
• Sextortion: após a vítima demonstrar desconfiança e esgotamento financeiro, o investigado passou a ameaçá-la com a divulgação de imagens íntimas nas redes sociais, exigindo R$ 20 mil.

Ao todo, o prejuízo financeiro da vítima que deu origem às investigações chegou a R$ 63,3 mil, além de grave abalo psicológico.

Atuação do Ciberlab/MJSP

Com suporte estratégico e de inteligência do Ciberlab, a investigação identificou uma divisão estruturada de tarefas em dois núcleos principais:

• Núcleo estrangeiro (operacional): baseado em terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234), país associado a redes especializadas em fraudes afetivas, segundo relatos de vítimas. Esse núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão;
• Núcleo nacional (“conteiras”): formado por operadores financeiros no Brasil responsáveis por ceder contas bancárias para o recebimento, ocultação e dissimulação dos valores ilícitos, mediante conversão em criptoativos para lavagem de dinheiro.

Golpes em todo o Brasil

As transferências feitas pelas vítimas eram rastreadas e direcionadas para contas de brasileiras que já aparecem como beneficiárias em diversos boletins de ocorrência registrados em vários estados. Segundo a investigação, isso demonstra a dimensão e a continuidade do esquema criminoso.

A operação é resultado do trabalho das polícias civis no enfrentamento a crimes cibernéticos associados à violência psicológica, sexual e patrimonial contra mulheres no ambiente digital, especialmente por meio de fraudes afetivas e sextortion.

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O tema recebeu reforço legislativo recente com a sanção, em 20 de maio de 2026, de novas medidas de proteção à mulher e enfrentamento à violência digital. As mudanças ampliam mecanismos previstos na Lei Maria da Penha e fortalecem a atuação integrada dos órgãos de segurança pública.

Apoio do MJSP

A participação do Ciberlab tem sido fundamental para integrar as polícias civis estaduais e sufocar o braço financeiro de organizações criminosas que exploram a vulnerabilidade emocional das vítimas.

“A complexidade dos crimes cibernéticos e o combate às fraudes exigem cooperação entre agências de inteligência altamente especializadas e as polícias civis”, afirmou o delegado da Polícia Civil do Paraná, Kelvin Bressan.

Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão qualificada (art. 158, § 1º, do Código Penal), organização criminosa transnacional (Lei nº 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998). Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Operação Love Hurts

A ação recebeu o nome de “Operação Love Hurts” — expressão em inglês que significa “O amor machuca” — em referência direta ao estelionato sentimental investigado, também conhecido como romance scam.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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