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“Nenhuma instituição é capaz, sozinha, de responder aos desafios do deslocamento forçado”, destaca Isadora Lacava no Dia Mundial do Refugiado

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, nesta segunda-feira (22), da celebração do Dia Mundial do Refugiado, realizada no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). Promovido pelo MJSP, o evento reuniu representantes do Governo Federal, do sistema de justiça, de organismos internacionais e da sociedade civil para debater os desafios e avanços na proteção de pessoas refugiadas, migrantes e apátridas.

Representando o MDHC, a secretária-executiva adjunta, Isadora Lacava, participou da mesa de abertura ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, além de representantes da Polícia Federal, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério Público Federal e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

(Foto: Clarice Castro/MDHC)
(Foto: Clarice Castro/MDHC)

Durante sua fala, Isadora destacou a importância do diálogo na construção de políticas públicas voltadas à garantia de direitos das pessoas em situação de refúgio: “Quando falamos sobre refúgio, falamos sobre pessoas, sobre homens, mulheres, crianças e famílias que precisaram deixar seus países em busca de proteção, segurança e da possibilidade de reconstruir seus projetos de vida. Falamos também de responsabilidade coletiva e da construção de sociedades capazes de acolher, proteger e promover direitos”.

A secretária-executiva adjunta ressaltou ainda que o MDHC tem atuado para ampliar espaços de participação social e fortalecer a articulação entre governo, organismos internacionais e sociedade civil. Como exemplo, citou o Fórum Nacional das Lideranças Migrantes, Refugiadas e Apátridas (FOMIGRA), iniciativa que reúne representantes comunitários, organizações da sociedade civil e órgãos públicos para discutir políticas voltadas a essa população.

“Nenhuma instituição é capaz, sozinha, de responder aos desafios relacionados ao deslocamento forçado. Por isso, iniciativas que reúnem governos, organismos internacionais, sociedade civil, cidades e territórios são tão importantes. Elas fortalecem a cooperação, ampliam o conhecimento disponível e contribuem para a construção de soluções mais efetivas e duradouras”, acrescentou.

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Compromisso com a proteção

Ainda na mesa de abertura, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou os 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados, de 1951, e reafirmou o compromisso brasileiro com a proteção internacional de pessoas deslocadas à força: “A política de refúgio representa a garantia de que ninguém seja privado do direito de ter direitos em razão de perseguições, conflitos ou crises humanitárias”.

(Foto: Clarice Castro/MDHC)
(Foto: Clarice Castro/MDHC)

O ministro também ressaltou o papel do Brasil na implementação de políticas de acolhida e integração, incluindo mecanismos como o reconhecimento da condição de refugiado, os vistos humanitários e programas de acolhimento humanitário. Além disso, lembrou o lançamento da consulta pública para a construção do primeiro Plano Nacional de Migrações e Refúgio, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Histórias que dão rosto ao refúgio

Um dos destaques da programação foi a conversa entre a secretária-executiva adjunta do MDHC, Isadora Lacava, e a cantora iraniana refugiada no Brasil, Mah Mooni. Ao apresentar a convidada, Isadora ressaltou a importância de ouvir diretamente as pessoas refugiadas para compreender os impactos concretos das políticas de proteção internacional: “É por meio de histórias reais que compreendemos o verdadeiro significado da proteção internacional e o impacto concreto que ela tem na vida das pessoas”.

Há 13 anos vivendo no Brasil, Mah compartilhou sua trajetória marcada pela busca por liberdade, especialmente como mulher e artista. Ela destacou que a escolha pelo Brasil esteve ligada à percepção de que o país valoriza os direitos humanos e a diversidade: “Quando soube que o Brasil se posicionava em defesa da vida e dos direitos das mulheres, entendi que poderia encontrar aqui uma oportunidade de recomeçar. Eu queria viver em um lugar onde pudesse realizar meus sonhos e ser quem eu sou”.

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Ao falar sobre sua chegada ao país, Mah lembrou os desafios da integração, especialmente no mercado cultural, mas ressaltou as oportunidades encontradas ao longo do caminho: “A primeira vez que subi ao palco no Brasil foi um sentimento maravilhoso. Eu mandei o vídeo para minha família e amigos e disse: agora todos podem saber que eu sou cantora. Foi a primeira vez que consegui exercer minha arte com liberdade”.

(Foto: Clarice Castro/MDHC)
(Foto: Clarice Castro/MDHC)

A artista também defendeu a ampliação dos espaços para a participação de refugiados e migrantes na vida cultural brasileira: “O Brasil tem uma riqueza cultural enorme e pode ganhar ainda mais com a presença de artistas de diferentes origens. A diversidade também fortalece a arte, amplia o diálogo entre os povos e ajuda a construir uma sociedade mais aberta e acolhedora”.

Dados sobre deslocamento forçado

O evento contou ainda com a apresentação do relatório internacional “Tendências Globais: Deslocamento Forçado em 2025”, elaborado pelo ACNUR, e com o lançamento da nova edição do relatório “Refúgio em Números”, produzido pelo Governo Federal. As publicações trazem dados atualizados sobre a situação das pessoas deslocadas à força no mundo e no Brasil, contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências.

As discussões reforçaram a importância da cooperação entre governos, organismos internacionais e sociedade civil para garantir proteção, inclusão e acesso a direitos para pessoas refugiadas, migrantes e apátridas, em um cenário global marcado pelo aumento dos deslocamentos forçados.

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Texto: E.G.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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MDS e MJSP firmam acordo para integrar Centros Pop à Rede Cais com investimento anual de R$ 50 milhões

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Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.

O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. “A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios”, explicou.

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Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. “Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente”, ressaltou o ministro.

A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. “Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional”, afirmou.

Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. “A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”, complementou Wellington César.

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Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. “Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades”, contextualizou Barroso.

O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. “O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos”, ponderou Barroso. 

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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