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Operação humanitária do Governo do Brasil acolhe 71 brasileiros repatriados dos EUA

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O Governo do Brasil realizou, na quarta-feira (3), mais uma operação de acolhimento a brasileiros repatriados dos Estados Unidos. Ao todo, 71 pessoas desembarcaram por volta das 20h no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG).

A operação de deportação é conduzida pelo governo dos Estados Unidos. No Brasil, a ação de recepção e acolhida é coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com diversos órgãos federais, no âmbito do programa Aqui é Brasil, iniciativa lançada para assegurar um atendimento digno, humanizado e com garantia de direitos às pessoas que retornam ao país em situação de repatriação ou deportação.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Após a recepção inicial, parte do grupo foi encaminhada para um hotel com estrutura preparada para o atendimento emergencial. No local, os repatriados receberam alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial, acompanhamento médico e psicológico, além de orientações e suporte logístico para o deslocamento até suas cidades de origem.

Para o assistente de projetos do programa Aqui é Brasil e porta-voz da operação, Bryan Rodas, a ação foi mais uma vez bem-sucedida: “Contamos com a presença da equipe multidisciplinar do programa Acolhida Humanitária, além da equipe de saúde do Ministério da Saúde, que realizou atendimentos relacionados às demandas apresentadas pelos beneficiários”.

Segundo Bryan, a equipe recebeu diversos relatos de gratidão durante a chegada. Os repatriados demonstraram emoção e destacaram o acolhimento recebido, ressaltando a importância do suporte oferecido pelo Governo Federal nesse processo de retorno ao Brasil.

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“Algumas histórias chamaram a atenção. Uma delas foi a de um dos idosos que chegaram ao país. Ele afirmou que, agora de volta ao Brasil, especialmente neste mês de junho, poderá retomar uma atividade que lhe traz muita alegria: tocar sua sanfona. Esse processo de acolhimento também possibilita que as pessoas se reconectem com sua cultura, seu território e seus vínculos afetivos, retomando espaços de pertencimento e acolhida em seu retorno ao país”, concluiu.

Perfil

O grupo de 71 brasileiros repatriados é formado por 65 homens, quatro mulheres e dois membros de uma mesma família.

Aqui é Brasil

O Aqui é Brasil é um programa de acolhimento humanitário coordenado pelo MDHC, em parceria com os ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de governos estaduais, Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e organismos internacionais, como a OIM.

Para mais informações, acesse: Aqui é Brasil. (link)

A iniciativa tem como foco garantir assistência emergencial e acompanhamento continuado, assegurando acesso a serviços essenciais e a proteção da dignidade e dos direitos humanos de todos os brasileiros atendidos.

Como parte do compromisso com a transparência e o aprimoramento das políticas públicas, o MDHC e a OIM lançaram um painel informativo que amplia o acesso da sociedade a informações atualizadas sobre as operações, fortalecendo o controle social e a formulação de políticas baseadas em evidências.

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Também está em funcionamento o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), instalado no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG). O espaço oferece atendimento interdisciplinar em direitos humanos, realizado por equipe técnica especializada, com foco na qualificação da escuta, na identificação adequada das demandas e na promoção da cidadania.

Operações anteriores

Desde sua criação, no ano passado, o programa Aqui é Brasil já contabiliza 55 operações realizadas, possibilitando o retorno de mais de 4,4 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade, majoritariamente oriundos dos Estados Unidos.

Em 2026, as ações de repatriação seguem de forma contínua e articulada, com operações realizadas nos dias 7, 14 e 30 de janeiro; 5, 11, 16 e 28 de fevereiro; 6, 11, 18 e 26 de março; 2, 8, 15 e 29 de abril; 6, 13, 20 e 29 de maio; e 4 de junho, reforçando o compromisso permanente do Estado brasileiro com a recepção humanizada e a proteção de seus cidadãos no processo de retorno ao país.

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Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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BRASIL & MUNDO

Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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