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Paraná é o primeiro estado a alcançar 100% de adesão ao Sistema Nacional de Cultura
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O Paraná atingiu um marco histórico na política cultural brasileira. Nesta sexta (3), o estado tornou-se a primeira unidade da federação a ter todos os 399 municípios integrados ao Sistema Nacional de Cultura (SNC).
Mais do que um indicador numérico, os 100% de adesão simbolizam a construção de uma rede de cooperação capaz de ampliar o acesso às políticas culturais, fortalecer o planejamento de longo prazo e garantir maior integração entre os diferentes níveis de governo na promoção da cultura como direito social.
Para o Ministério da Cultura, o resultado alcançado pelo Paraná demonstra o amadurecimento das políticas públicas culturais no estado e evidencia o compromisso dos gestores municipais e estaduais com a consolidação do Sistema Nacional de Cultura.
A conquista também reforça a importância estratégica do SNC para a implementação de políticas nacionais de fomento e desenvolvimento cultural, contribuindo para que os municípios estejam cada vez mais preparados para planejar, executar e monitorar ações culturais de forma articulada e permanente.
“Sem sombra de dúvida celebramos um marco de 100% de adesão de municípios do estado do Paraná ao Sistema Nacional de Cultura como um êxito. Consequência do amadurecimento do pacto federativo na cultura. O Sistema Nacional de Cultura estruturado, como nos outros sistemas de políticas sociais, por exemplo o SUS e o SUAS, pode ser a grande fortaleza para garantir os direitos culturais de todos os brasileiros”, celebrou a secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, Roberta Martins.
Mobilização
A estrutura descentralizada do Ministério da Cultura, que conta com escritórios estaduais em todas as Unidades da Federação, orienta as cidades no processo de institucionalização de suas políticas locais. Esse esforço integrado busca alcançar a cobertura total do território para promover uma governança sólida.
O diretor do Sistema Nacional de Cultura no MinC, Junior Afro, destaca a relevância desse acompanhamento técnico:
“O processo de adesão do Sistema Nacional de Cultura é uma das coisas mais importantes para a institucionalização do sistema no território. Com 100% dos municípios paranaenses aderindo ao SNC, com dados sendo atualizados na plataforma do Sistema, o Ministério da Cultura pode acompanhar e ajudar esses municípios a organizar seus sistemas locais”, declarou.
A marca de 100% de adesão no Paraná é resultado de uma ampla articulação institucional, envolvendo a Diretoria do Sistema Nacional de Cultura e o Escritório Estadual do MinC no Paraná. O trabalho contou também com parceria da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, a Rede Estadual de Gestores Municipais de Cultura, o Fórum de Gestores de Cultura do Paraná, a Associação dos Municípios do Paraná (AMP), os Agentes Territoriais da Cultura e o Comitê de Cultura do Paraná, além de gestores públicos, agentes culturais, parlamentares, entidades e representantes da sociedade civil.
A coordenadora do Escritório Estadual do MinC no Paraná, Loa Campos, celebra o engajamento da rede: “Ver o trabalho desenvolvido pelo MinC, junto a uma ampla rede de parceiros, é uma grande realização. Essa grande articulação que nos levou a esse marco expressa a construção coletiva de um sistema que tem fortalecido a gestão cultural em todo o território e aproximado os entes federados, criando as condições necessárias para avançarmos na consolidação das políticas culturais por meio do SNC”.
SNC
O Sistema Nacional de Cultura é o principal instrumento de organização e gestão compartilhada das políticas públicas de cultura no Brasil. Ele cria um modelo de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, tornando todos responsáveis pela consolidação das políticas culturais.
A adesão garante o fortalecimento de instrumentos de gestão nas cidades, como conselhos de política cultural, planos de cultura e fundos de cultura. O SNC também amplia o acesso às políticas culturais e garante a integração entre os diferentes níveis de governo.
Fonte: Ministério da Cultura
BRASIL & MUNDO
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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