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Pronasci Juventude inicia atividades no DF com protagonismo de jovens das periferias
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A programação reuniu jovens de Ceilândia, Estrutural, São Sebastião, Sobradinho e Sol Nascente, territórios contemplados pela iniciativa. O encontro destacou trajetórias, experiências e expressões culturais desenvolvidas pelos participantes, reforçando o papel do programa na promoção da cidadania, da inclusão social e da construção de oportunidades para a juventude.
Durante a cerimônia, os participantes compartilharam relatos sobre o impacto do projeto nas comunidades e suas perspectivas de futuro. A programação também contou com apresentações culturais e com a exposição fotográfica Pronasci Juventude Brasília: Território, Identidade, Dignidade, que retrata os primeiros meses de mobilização social no Distrito Federal.
A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à valorização da juventude e ao fortalecimento dos territórios.
“Segurança pública se constrói de forma sustentável quando o Estado reconhece o potencial dos jovens e investe em oportunidades nos territórios”, afirma.
Educação, cultura e inclusão
Representantes do Ministério da Educação (MEC), da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), da Presidência da República e do IFB integraram a programação e ressaltaram a articulação entre educação, cultura e cidadania para ampliar oportunidades e fortalecer direitos.
A reitora do IFB, Veruska Machado, apresentou o histórico de implementação do programa no Distrito Federal, com ênfase na integração à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT). Já o coordenador sistêmico do Pronasci Juventude no Distrito Federal, André Hope, abordou os avanços alcançados e os desafios das próximas etapas do projeto.
Expressões culturais
Entre outras ações, a programação contou com a apresentação do Hino Nacional Brasileiro em versão percussiva, executada por jovens participantes do programa com instrumentos produzidos a partir de materiais recicláveis. A atividade foi conduzida pelo músico e educador Fred Magalhães, com participação de integrantes do grupo Patubatê.
O encerramento do evento foi marcado por uma Batalha de Rima pela Juventude, em formato freestyle, que abordou temas como cidadania, território, sonhos e futuro. A atividade teve a participação dos MCs Balota, Nimsai e Singelo.
Sobre o Pronasci Juventude
O Pronasci Juventude integra as ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania e busca promover inclusão social, formação cidadã e fortalecimento de vínculos comunitários entre adolescentes e jovens de territórios socialmente vulneráveis. A iniciativa articula educação, cultura, esporte e participação social como estratégias de prevenção da violência e ampliação de oportunidades.
A exposição fotográfica Pronasci Juventude Brasília permanece aberta à visitação no hall da Câmara Legislativa do Distrito Federal até 26 de junho. A cerimônia completa pode ser assistida no canal oficial da Câmara Legislativa no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=pJRB31uvR2Q)
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Senacon instaura processo contra 99 Food para apurar descumprimento da Portaria da Transparência
Brasília, 24/6/2026 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), instaurou processo administrativo sancionador contra a 99 Food nesta quarta-feira (24), para apurar o descumprimento da Portaria nº 61, de 24 de março de 2026, que estabelece regras de transparência para plataformas digitais de entrega e transporte. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
A medida faz parte do acompanhamento realizado pela Senacon para verificar a implementação das novas obrigações pelas empresas abrangidas pela norma, que determina o detalhamento das tarifas cobradas e a apresentação clara da composição dos valores envolvidos nas operações.
O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, destaca que a transparência prevista na regulamentação não representa uma nova obrigação criada pela portaria, mas a aplicação de um direito já assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor.
“A transparência é um direito básico do consumidor previsto no Código de Defesa do Consumidor há 35 anos. Garantir informações claras sobre preços e serviços é fundamental para equilibrar as relações de consumo e permitir que consumidores exerçam a liberdade de escolha”, afirma.
As empresas que, ao final dos processos administrativos sancionadores, tiverem confirmadas infrações às regras previstas na Portaria nº 61/2026 poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas que podem chegar a R$ 14 milhões.
Em maio, a Senacon já havia instaurado processos administrativos contra o iFood e a Keeta após identificar indícios de descumprimento das obrigações previstas na norma.
A fiscalização teve início em 24 de abril, após o encerramento do prazo de 30 dias concedido às plataformas para adaptação às novas regras. Desde então, a Senacon passou a avaliar as informações disponibilizadas pelas empresas e verificar se consumidores têm acesso a dados claros sobre a composição dos valores cobrados e repassados.
Transparência na composição dos valores
A Portaria nº 61/2026 determina que aplicativos de transporte e entrega apresentem, de forma detalhada, a divisão dos valores envolvidos em cada operação. O objetivo é ampliar a transparência e permitir que todos os participantes da relação de consumo compreendam como os preços são formados.
Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão:
- o valor total pago pelo consumidor;
- o valor destinado à plataforma pela intermediação do serviço,
- o valor repassado ao motorista ou entregador, incluindo gorjetas e adicionais;
- no caso dos serviços de entrega, a parcela destinada ao estabelecimento comercial.
Segundo a Senacon, a medida busca reduzir a assimetria de informações no ambiente digital e garantir maior clareza nas relações entre consumidores, trabalhadores e empresas.
Direito à informação
Em nota técnica elaborada pela Secretaria, a Senacon destaca que a Portaria nº 61/2026 regulamenta deveres de transparência já previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito à informação adequada, clara e precisa sobre produtos e serviços.
A avaliação do órgão é de que, em muitos casos, o consumidor tem acesso apenas ao valor final da corrida ou do pedido, sem visualizar como esse montante é distribuído entre a plataforma, o prestador do serviço e, nos casos de delivery, o estabelecimento comercial.
Para a Secretaria, a ausência dessas informações dificulta a comparação entre serviços, limita a capacidade de escolha do consumidor e pode impedir a identificação de eventuais cobranças indevidas ou práticas abusivas.
A Senacon ressalta ainda que medidas semelhantes já são adotadas em outros países, como França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, onde plataformas digitais possuem obrigações de informar a composição dos valores cobrados dos usuários.
Ainda de acordo com a Secretaria, a regulamentação não interfere na liberdade das empresas para definir preços, mas busca assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo e garantir que as decisões dos usuários sejam tomadas com base em informações completas.
A fiscalização permanece em andamento, com análise das medidas adotadas pelas plataformas e acompanhamento contínuo do cumprimento das regras estabelecidas pela Portaria nº 61/2026.
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