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Senacon realiza 38ª Reunião com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor

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Belo Horizonte, 17/4/2026 — A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizou, de 15 a 17 de abril, em Belo Horizonte (MG), a 38ª Reunião do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

O encontro reuniu membros de todo o sistema, como Procons, Ministério Público (MP), Defensorias Públicas estaduais, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entidades civis de defesa do consumidor. O SNDC congrega órgãos federais, estaduais, distritais e municipais, que atuam de forma articulada na proteção do consumidor. O evento reuniu cerca de 400 participantes de todo o País.

Participaram do evento o secretário nacional do consumidor, Ricardo Morishita Wada, e o coordenador-geral de Relações Institucionais e Internacionais da Senacon, Ricardo Suppion.

Ao longo dos três dias de programação, os participantes debateram os próximos passos da proteção do consumidor no Brasil. A iniciativa promove a construção coletiva e o fortalecimento do diálogo entre a Senacon e os órgãos que compõem o SNDC.

A 38ª edição buscou promover a atualização dos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, com foco na excelência no atendimento à população e na resolução de conflitos relacionados à prevenção e ao enfrentamento de golpes e fraudes digitais.

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A programação incluiu painéis sobre ações de fiscalização e enfrentamento à violência contra a mulher nas relações de consumo. O encontro contou com palestras sobre a regulação e a proteção do consumidor-apostador no mercado de apostas de quota fixa, conduzidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda; erotização, consumo e proteção de públicos vulneráveis; superendividamento no Congresso Nacional; e os desafios do crédito consignado, com foco em desregulação, abuso sistêmico e o protagonismo do SNDC.

Também foram debatidos os riscos associados a práticas de predição de ganhos em ambientes digitais, com foco na proteção do consumidor.

Durante a solenidade de abertura, o coordenador-geral de Relações Institucionais e Internacionais da Senacon ressaltou o caráter colaborativo do encontro e a força institucional do sistema de defesa do consumidor.

“Começamos a reunião com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor com uma agenda de construção coletiva. Ver tantos órgãos reunidos aqui mostra a força da defesa do consumidor no Brasil.”

Ricardo Suppion também mencionou atividades realizadas no início do encontro. “Tivemos uma reunião técnica de fiscalização em postos de combustíveis e uma mesa de debate sobre ações de enfrentamento à violência contra a mulher nas relações de consumo.”

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O ponto central da programação foi a Reunião Nacional do SNDC, realizada na quinta-feira (16), que concentra o propósito do encontro: o compartilhamento de experiências, a identificação de desafios comuns e a articulação de estratégias conjuntas em temas como combustíveis, superendividamento e apostas, entre outros.

Na ocasião, foi instituído o grupo de fiscalização do SNDC, reunindo fiscais que atuaram na mobilização nacional de combate à elevação de preços de combustíveis. Na pauta, estão a elaboração de materiais de orientação e o desenvolvimento de cursos especializados para fortalecer a atividade de proteção dos consumidores.

Também foi criada uma articulação nacional para tratamento do superendividamento, que reunirá Procons, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos de todo o Brasil, em Brasília, com o objetivo de mapear as ações em curso e estabelecer prioridades para a proteção dos consumidores endividados.

No âmbito das demandas regionais, a pedido da Associação Gaúcha dos Procons, será realizada uma reunião com a Aegea, responsável pela operação da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), para tratar de reclamações de consumidores relacionadas aos serviços prestados pela companhia.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MDHC articula com 417 municípios da Bahia adesão ao Plano Ruas Visíveis

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Coordenação-Geral de Políticas para os Direitos da População em Situação de Rua (CGDPR), vinculada à Diretoria de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua (DDPR), da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), realizou nesta quinta (16) e sexta-feira (17) reuniões de articulação com os 417 municípios do estado da Bahia, com foco nas tratativas, no alinhamento interfederativo e nos encaminhamentos para a implementação do Plano Nacional Ruas Visíveis.

O encontro, realizado de forma virtual, teve o objetivo de qualificar a compreensão, esclarecer dúvidas e ampliar o número de pactuações do plano, consolidando uma estratégia de atuação conjunta voltada à garantia de direitos da população em situação de rua.

A iniciativa segue o modelo já implementado em estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que, juntos, mobilizaram mais de 160 municípios em encontros realizados entre 2025 e 2026.

Até abril de 2026, nove estados, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Sergipe e Tocantins, e 35 municípios já formalizaram adesão ao Ruas Visíveis por meio do Termo de Compromisso. Outros estados e cidades seguem em processo de pactuação, evidenciando a crescente demanda por apoio técnico e institucional.

Segundo o coordenador-geral de Políticas para os Direitos da População em Situação de Rua (CGDPR/DDPR/SNDH), Cleyton Luiz da Silva Rosa, “o aumento expressivo no número de pactuações, bem como a intensificação das articulações com os entes, evidencia a efetividade da estratégia adotada e a crescente demanda por iniciativas de apoio à implementação de políticas públicas voltadas à população em situação de rua”.
Essas ações contam com apoio e monitoramento direto do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua Nacional).

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Já para o diretor do Departamento de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social do município de Santo Antônio de Jesus (BA), Leonardo Menezes, a reunião foi um passo essencial para qualificar, organizar e fortalecer o debate local: “Foi muito importante para a gente ampliar realmente a compreensão sobre a dimensão do plano e a complexidade dessa política pública tão necessária. Estamos diante de uma realidade muito profunda, que exige mais do que ações pontuais. Exige planejamento estruturado, escuta qualificada e muita articulação entre os entes públicos”.

Como aderir ao Plano Ruas Visíveis

A adesão ao Plano Nacional Ruas Visíveis é realizada por meio do preenchimento de formulário eletrônico específico, que formaliza o interesse do ente federativo em integrar a Política Nacional para a População em Situação de Rua.

Na etapa inicial, devem ser informados os dados do município ou estado, bem como as informações do(a) prefeito(a) ou governador(a), que serão utilizados para a elaboração do Termo de Compromisso. O preenchimento completo de todos os campos é obrigatório para dar continuidade ao processo.

Na fase final, é necessário anexar um ofício oficial que manifeste formalmente o interesse na pactuação ao Plano, documento essencial para viabilizar a tramitação administrativa.

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Em caso de dúvidas durante o preenchimento, os entes federativos podem entrar em contato com a Diretoria de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua (DDPR) pelo e-mail [email protected].

Acesse aqui a lista de adesões ao plano por estados e municípios

Sobre o plano

O Plano Ruas Visíveis – Pelo direito ao futuro da população em situação de rua, lançado em dezembro de 2023 e coordenado pelo MDHC, conta com a mobilização de 11 ministérios e tem a missão de dar assistência à população em vulnerabilidade nas ruas. O projeto é fruto de diálogo com a sociedade civil organizada, representantes dos Três Poderes, setor empresarial e universidades.

Com investimento inicial de R$ 982 milhões, a iniciativa visa promover a efetivação da Política Nacional para a População em Situação de Rua.
Após a pactuação, reuniões periódicas são realizadas para avaliar a implementação, além da aplicação de instrumentos de monitoramento das políticas locais, como o “Índice de Esforço Municipal”, que permite diagnosticar e orientar as ações desenvolvidas nos territórios.

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Texto: P.V.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.

Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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