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Sisan 20 anos: MDS destaca papel estratégico do sistema para saída do Brasil do Mapa da Fome
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O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que completa 20 anos em 2026, é o fio que conecta ações públicas para assegurar à população brasileira o direito humano à alimentação adequada. Foi o que destacou a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Burity, na segunda-feira (18.05). Ela reforçou o papel estratégico do sistema para os avanços na garantia da segurança alimentar e nutricional no Brasil durante sua participação no encontro LUPPA LAB, realizado em Caxias do Sul (RS).
“O Sisan é uma estrutura viva. Sem coordenação, os programas não se conectam. Sem articulação, as políticas perdem alcance. Os 20 anos marcam não apenas uma trajetória histórica, mas a retomada de um projeto estratégico para a garantia do direito humano à alimentação adequada no Brasil”, explicou Burity. “Sair do Mapa da Fome é um marco histórico, fruto de uma mobilização nacional — que não se restringe a um único programa ou ministério. Manter e avançar nessa conquista exige governança permanente, fortalecimento de sistemas alimentares justos e sustentáveis e da proteção social”, completou.
Na mesa de abertura do encontro, a secretária apresentou os principais avanços do Sisan a partir de 2023. Entre eles, a criação da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome (SECF) do MDS; a reativação da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), composta atualmente por 24 ministérios; a reinstalação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea); a realização da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; e a aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (III Plansan).
A reestruturação do sistema, responsável por promover uma atuação integrada, intersetorial e participativa, levou ao aumento da adesão de municípios, passando de 536, no final de 2022, para 2.243 em abril de 2026, conforme dados da SECF/MDS. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal já aderiram ao sistema. “A ampliação das adesões significa que mais municípios estão comprometidos com planos, conselhos e câmaras intersetoriais de segurança alimentar e nutricional em seus territórios”, reforçou Valéria Burity.
Desafios
Apesar dos avanços, ainda existem desafios no combate à insegurança alimentar e nutricional que afetam, principalmente, as populações mais vulneráveis, como povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua. Para alcançar esses públicos, o Governo do Brasil trabalha na construção de protocolos intersetoriais integrados.
O Protocolo Brasil Sem Fome é um deles. Trata-se de uma estratégia que concentra esforços na identificação e no atendimento direto das pessoas que ainda vivem em situação de fome, com foco nos territórios onde há maior concentração de domicílios nessa condição. O protocolo busca integrar ações do Sistema Único de Saúde (SUS), Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e Sisan na identificação, atendimento e acompanhamento de famílias em risco de insegurança alimentar e nutricional.
Estão em construção os protocolos de Referência de Ação Integrada de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) para Povos Indígenas; de Ação Integrada do Sisan em situações de desastre, emergência e calamidade pública; e de Atuação Integrada para Compras da Agricultura Familiar.
LUPPA LAB
O LUPPA LAB é o encontro presencial anual do programa LUPPA (Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares) que reúne representantes de governos municipais, sociedade civil e organizações em uma programação voltada ao fortalecimento de políticas públicas municipais para sistemas alimentares sustentáveis, com abordagem sistêmica, intersetorial e participativa.
Assessoria de Comunicação-MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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Atualização e validação cadastral obrigatória entra na reta final para agentes públicos do Executivo Federal
As pessoas agentes públicas do Poder Executivo Federal têm até 31 de maio para realizar a atualização e validação cadastral obrigatória no SouGov.br. O prazo foi estabelecido pela Portaria MGI nº 1.476, de 25 de fevereiro de 2026, e não haverá possibilidade de realizar o procedimento após o encerramento do período oficial.
A atualização deve ser feita exclusivamente pelo aplicativo ou portal SouGov.br. Ao acessar a plataforma, a tela de validação cadastral será apresentada automaticamente ao usuário.
A medida tem como objetivo manter atualizados os dados pessoais e funcionais registrados nos sistemas estruturantes de gestão de pessoas do governo federal, fortalecendo a qualidade das informações, a segurança dos dados e a gestão da força de trabalho no Executivo Federal.
Atualização é obrigatória
A validação cadastral deve ser realizada anualmente por todas as pessoas agentes públicas registradas nos sistemas estruturantes de gestão de pessoal, incluindo servidores públicos civis ativos, ocupantes de cargos em comissão, aposentados, pensionistas, empregados públicos, contratados temporários, anistiados políticos civis, empregados de estatais dependentes e estagiários.
A obrigatoriedade também se aplica a pessoas cedidas, afastadas, licenciadas ou que estejam fora do país.
Agentes que ingressaram entre abril e maio entram no próximo ciclo
Quem ingressou no serviço público durante o período de validação cadastral de 2026, entre 1º de abril e 31 de maio, participará apenas do próximo ciclo, em 2027. Já as pessoas que mudaram de órgão durante o período não precisarão fazer nova validação, desde que o procedimento já tenha sido concluído no órgão de origem.
Quem não fizer poderá ser notificado
A pessoa que não realizar a validação até 31 de maio será notificada eletronicamente. A recusa injustificada em atualizar os dados cadastrais é considerada conduta vedada pela Lei nº 8.112/1990. Caso a pendência não seja regularizada, a unidade de gestão de pessoas poderá comunicar o fato à Corregedoria para apuração disciplinar.
Para aposentados e pensionistas, embora a atualização também seja obrigatória, não há aplicação de penalidade em caso de descumprimento do prazo. O MGI ressalta que a validação cadastral não substitui a prova de vida, que continua sendo obrigatória anualmente para aposentados e pensionistas.
Como fazer
A validação deve ser feita pelo aplicativo ou portal SouGov.br. Ao entrar na plataforma, o usuário será direcionado automaticamente para a atualização dos dados.
Confira os links com orientações específicas:
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servidores ativos: Agente Público Civil Ativo – como validar seus dados cadastrais;
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aposentados: Validação Cadastral – Aposentado;
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pensionistas: Pensionista.
O que mudou
A Portaria MGI nº 1.476/2026 simplificou e padronizou o processo de atualização cadastral. Entre as principais mudanças estão a possibilidade de validação em apenas um vínculo nos casos de acúmulo lícito de cargos, a dispensa de nova validação para quem mudou de órgão após concluir o procedimento e a dispensa para novos ingressos ocorridos durante o período de validação.
A norma também estabelece que não será possível realizar a validação após o encerramento do prazo oficial.
Leia a portaria na íntegra:
Portaria MGI nº 1.476, de 25 de fevereiro de 2026.
Leia também:
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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