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Um ano após a tragédia no RS, MDS reitera balanço de ações no estado
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Nesta terça-feira (29.04), completa-se um ano do início das fortes chuvas que devastaram diversos municípios no Rio Grande do Sul, exigindo uma resposta emergencial do Governo Federal. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) teve papel fundamental na promoção da assistência social, segurança alimentar e de medidas relacionadas ao Bolsa Família para dar apoio às famílias vulneráveis.
A Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) atuou na organização da rede de acolhimento e suporte à população afetada, com coordenação de repasses financeiros, estruturação de alojamentos provisórios e mobilização de equipes especializadas da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social no âmbito do Rio Grande do Sul (FORSUAS -RS) para garantir a proteção social aos atingidos pelo desastre.
Ao longo dos meses críticos, a SNAS instalou gabinete de crise permanente no MDS e no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, foram aprovados R$ 101 milhões em crédito extraordinário para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), dos quais aproximadamente R$ 36 milhões foram aplicados na estruturação e manutenção de 1.089 alojamentos provisórios em 101 municípios. Ainda foram antecipados R$ 18,6 milhões em cofinanciamento federal para fortalecer os serviços de Proteção Social Básica e Especial.
FORSUAS
Foi nesse cenário de emergências que nasceu a FORSUAS/RS, instituída pela Portaria MDS nº 991, de 28 de maio de 2024, para dar suporte imediato e coordenar ações em emergência da assistência social, com cooperação entre os entes federados. Por meio da FORSUAS/RS, foi realizada a mobilização e coordenação de recursos materiais, humanos e logísticos para enfrentar a situação de emergência no território gaúcho.
A FORSUAS/RS contou com a atuação de mais de 180 profissionais de diversos estados e do Governo Federal ao longo da emergência, com 52 especialistas ainda em campo. As equipes atuaram diretamente em ações de cadastramento de famílias, apoio técnico a municípios e gestão de recursos.
No decorrer de todo o ano, a SNAS também realizou visitas técnicas a mais de 20 municípios para avaliar danos em unidades da rede socioassistencial e viabilizar a recuperação da infraestrutura. Além disso, promoveu capacitações para equipes de assistência social.
Mais de 400 profissionais receberam formação em coordenação e gestão de alojamentos provisórios em Porto Alegre, Cruzeiro de Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Segredo, Montenegro, Pelotas, Rio Grande e Quarta Colônia. A SNAS segue mobilizada para apoiar a recuperação social do Rio Grande do Sul.
Segurança Alimentar
O MDS também atuou fortemente na promoção da segurança alimentar com a destinação de R$ 55,6 milhões em crédito extraordinário ao Rio Grande do Sul. Os recursos foram mobilizados para a aquisição e distribuição de alimentos, além de apoio à produção e oferta de refeições de cozinhas solidárias e emergenciais.
Pela Ação de Distribuição de Alimentos, houve aquisição de mais de 155 mil cestas. Já pelo Programa de Aquisição de Alimentos foram 2,4 mil toneladas de alimentos. Além disso, foram ofertadas 1,8 milhões de refeições em 33 cozinhas solidárias emergenciais durante seis meses.
Bolsa Família
A partir de maio de 2024, houve a quebra de escalonamento do programa Bolsa Família, ou seja, a disponibilização dos benefícios a partir do primeiro dia do calendário de pagamentos, permitindo que a transferência monetária e o saque ocorressem independentemente do número do último dígito do NIS. Em abril destea no, o pagamento foi unificado para o Bolsa Família e Auxílio Gás para todos os 497 municípios do RS. O investimento foi de mais de R$ 423 milhões.
Além disso, devido aos eventos extremos, muitas famílias foram desalojadas de suas casas, perdendo bens materiais e a documentação. A fim de assegurar acesso efetivo ao benefício, o MDS articulou, junto ao agente operador do programa, a Caixa Econômica Federal, soluções distintas, como a ampliação do cadastramento biométrico, realizado em regime de mutirão, visando a garantir o recebimento dos recursos para as famílias que tenham perdido sua documentação. Também houve a adoção da modalidade do cartão pré-impresso, sem o nome do titular, mas vinculado digitalmente à sua conta bancária.
Entre diversas medidas adotadas, também houve a suspensão das ações de Averiguação e Revisão Cadastral até dezembro de 2024, a fim de garantir que as famílias beneficiárias que estivessem nesses processos não tivessem o pagamento do benefício interrompido ou o cadastro excluído.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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Representantes do MDS debatem proteção social, emergências climáticas e os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+
Os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ em situações de desastres, eventos climáticos extremos e emergências sociais estiveram no centro do debate promovido durante a roda de conversa “Políticas de Proteção Social, Questões Climáticas e Emergenciais e a População LGBTQIA+”, realizada nesta quinta-feira (5.06), na Casa do Professor, no centro da capital paulista.
Laís Mendes, assessora de gabinete do MDS e presidente do Comitê Permanente de Calamidades Públicas e Emergências (CCPE), apresentou os impactos das mudanças climáticas e explicou como esses fenômenos afetam a população LGBTQIA+
“Este debate foi fundamental, pois os desastres climáticos afetam de forma mais intensa os grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles a população LGBTQIA+. O encontro foi uma oportunidade importante para refletirmos sobre estratégias de fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à proteção dessas pessoas”, afirmou.
A atividade reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), de organizações da sociedade civil e de conselhos de participação social para discutir estratégias de proteção, inclusão e garantia de direitos diante do aumento dos eventos climáticos e de seus impactos sobre populações em situação de vulnerabilidade.
Suely Oliveira, diretora de programa do gabinete do ministro do MDS, e conselheira do Conselho Nacional LGBTQIA+, avaliou a experiência como muito positiva para aperfeiçoar ainda mais as políticas assistenciais. “Nossa plenária foi muito interessante porque tivemos pessoas de várias regiões do Brasil. Tivemos a oportunidade de praticar a escuta, explicar mais sobre as ações do MDS. Foi um momento muito feliz e de grande valia para o trabalho que desenvolvemos”, celebrou.
Durante o encontro, os participantes destacaram a importância de incorporar marcadores de diversidade às políticas de gestão de riscos, resposta a emergências e proteção social, considerando as vulnerabilidades específicas enfrentadas por pessoas LGBTQIA+ em contextos de deslocamento, insegurança alimentar, perda de renda e acesso a serviços públicos.
Alex Sandro Lopes Cordeiro, coordenador-geral da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS, destacou o papel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) na construção de um país mais inclusivo, onde as políticas públicas alcancem quem mais precisa. “A assistência social é uma política de proteção que também acolhe e garante direitos à população LGBTQIA+. Estamos aqui para fortalecer esse atendimento e ampliar o acesso a essa rede de proteção”, afirmou.
O debate também abordou a atuação da rede socioassistencial em situações de calamidade pública e a necessidade de fortalecer ações intersetoriais capazes de assegurar acolhimento, proteção e acesso a direitos para toda a população, sem discriminação.
Para Keila Simpson Sousa, conselheira titular da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a atividade foi uma oportunidade para estreitar os laços das políticas públicas na defesa do público LGBTQIA+. “Realizamos uma importante agenda com o MDS que nos dará mais base para defendermos as políticas públicas para o público LGBTQIA+. Foi uma oportunidade de muito proveito no debate das políticas assistenciais”, argumenta.
Promovida no contexto do Mês do Orgulho, a roda de conversa reforçou a importância da construção de políticas públicas inclusivas e preparadas para responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, especialmente para grupos historicamente expostos a diferentes formas de desigualdade social.
Richarlls Martins, presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento da Presidência da República, participou da atividade e apoio a iniciativa do MDS de promover esta discussão. “A roda de conversa promovida pelo MDS com foco no público LGBTQIA+ reforça a visibilidade do público na promoção das políticas de assistência social. É muito importante pensarmos como as questões climáticas afetam o público LGBTQIA+ e pensarmos em alternativas para amenizar este cenário”, detalha.
Proteção social e diversidade
A atividade integrou a programação do Mês do Orgulho e reuniu representantes da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS/MDS), do Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade do MDS, da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD) e do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.
Erika Santos, assessora de gabinete na Assessoria de Participação Social e Diversidade (APSD) do MDS, reforçou que as políticas públicas são feitas a partir do contato com os territórios. “Hoje, trocamos conhecimentos com o público LGBTQIA+, debatemos as questões climáticas e como elas afetam os territórios. Foi muito proveitoso para todos nós”, destacou.
O encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre os efeitos das mudanças climáticas na vida da população LGBTQIA+ e fortalecer a articulação entre governo e sociedade civil na formulação de políticas públicas voltadas à proteção social e à garantia de direitos.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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