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VENDA DE SENTENÇAS

PF mira desembargador afastado e deputado em operação

Operação cumpre mandados de busca e quebra de sigilos para aprofundar investigações sobre esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no TJ

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JURÍDICO

A Operação Gemini é uma nova etapa da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de corrupção no Judiciário

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (8), a Operação Gemini, desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do sistema de Justiça em Mato Grosso.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A ação tem como objetivo aprofundar as apurações sobre a suposta venda de decisões judiciais e a ocultação de recursos de origem ilícita.

Entre os alvos da operação estão o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil (PL), além de outras seis pessoas investigadas pela Polícia Federal.

Segundo a PF, as investigações apontam para a atuação de um grupo que teria operado na intermediação e comercialização de decisões judiciais, além de mecanismos destinados a ocultar e dissimular valores supostamente obtidos de forma ilegal.

A Operação Gemini é uma nova etapa da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de corrupção no Judiciário e o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Os investigados poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

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JURÍDICO

Deputado Faissal nega ligação com venda de sentenças no TJMT

Deputado afirma que não possui relação com a investigação sobre venda de decisões judiciais e se coloca à disposição da Justiça

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Ele afirmou que recebeu os agentes com tranquilidade, negou qualquer envolvimento com um suposto esquema

Alvo de mandado de busca e apreensão da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (8), o deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou que recebeu os agentes com tranquilidade, negou qualquer envolvimento com um suposto esquema de venda de decisões judiciais e disse ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos.

A operação é um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga suspeitas de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Entre os alvos está também o desembargador afastado Dirceu dos Santos.

Em rápida conversa com a imprensa na porta de sua residência, Faissal afirmou que ainda não teve acesso ao teor da decisão judicial que motivou a ação da Polícia Federal.

“Recebemos a polícia com muita tranquilidade. Não tem nada a ver com o meu mandato de deputado. Eu estou aqui pronto para esclarecer todos os fatos. Quem não deve, não teme”, declarou.

O parlamentar também rebateu a informação de que teria mantido alguma relação financeira ligada ao suposto esquema investigado.

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“Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso aí não é verdade. Eu sou o mais interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível”, afirmou.

Faissal ressaltou que se afastou completamente do ambiente do Judiciário após assumir o mandato na Assembleia Legislativa.

“Desde que virei deputado e saí do Tribunal de Justiça, perdi todo o meu contato. Eu simplesmente me afastei. Pode investigar o que for. Estou muito tranquilo”, disse.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu o celular do deputado. Segundo ele, o aparelho foi entregue espontaneamente aos investigadores, juntamente com o acesso aos dados armazenados na nuvem.

“Eles queriam o meu celular. Eu entreguei na hora e forneci o acesso ao iCloud. Que façam o melhor uso dele. Quero que a verdade venha à tona o quanto antes”, declarou.

O parlamentar também negou que tenham sido encontrados joias, relógios de luxo ou armas em sua residência, informações que, segundo ele, estariam sendo confundidas com outras operações.

A Operação Gemini cumpre mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo a venda de decisões judiciais. Os investigados poderão responder por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

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