ATAQUE CIBERNÉTICO
SES confirma ataque hacker e aciona polícia para investigar
Secretaria de Saúde afirma que incidente ocorreu em março, não interrompeu serviços e não houve pagamento de resgate aos criminosos
POLÍTICA
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético contra sua infraestrutura tecnológica. O caso ocorreu em março deste ano e já é investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos.
Segundo a pasta, a invasão atingiu parte dos ambientes digitais da secretaria, mas não comprometeu a base principal de dados nem causou interrupção dos serviços prestados à população.
De acordo com a SES, os dados afetados representam menos de 1 terabyte do volume total de informações armazenadas pela instituição. O conteúdo impactado teria sido recuperado por meio dos sistemas de contingência e redundância existentes na estrutura tecnológica do órgão.
Assim que identificou o incidente, a secretaria registrou boletim de ocorrência e comunicou formalmente a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em situações que possam envolver informações pessoais.
A SES informou ainda que atuou em conjunto com a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) para conter o ataque, analisar os sistemas atingidos, restaurar os ambientes afetados e reforçar os mecanismos de proteção digital.
Embora não tenha detalhado a autoria nem a modalidade da invasão, a secretaria confirmou que houve uma suposta exigência financeira por parte dos responsáveis pelo ataque. No entanto, negou que qualquer pagamento tenha sido realizado.
“A informação sobre eventual pagamento de resgate não procede”, informou a pasta em nota.
As equipes técnicas seguem analisando os sistemas para identificar vulnerabilidades exploradas pelos invasores, os vetores utilizados no ataque e a eventual exposição de informações.
A Secretaria de Saúde afirmou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações e que mantém ações para fortalecer a segurança dos seus ambientes digitais.
O caso se soma a uma série de ataques cibernéticos registrados nos últimos anos contra órgãos públicos brasileiros, que têm se tornado alvos frequentes de criminosos especializados em invasão de sistemas e sequestro de dados.
POLÍTICA
Medeiros acusa PSOL de atrasar Ferrogrão e prejudicar MT
Parlamentar alerta que a esquerda usa pautas ambientais para barrar uma obra que reduziria custos logísticos e emissões de carbono
Após anos de impasse judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a lei que viabiliza a construção da Ferrogrão, ferrovia que ligará Mato Grosso aos portos do Norte do país. Para o deputado federal Zé Medeiros (PL), a suspensão do projeto, motivada por uma ação do PSOL, custou caro a Mato Grosso e atrasou o desenvolvimento de uma das regiões mais produtivas do país.
A ferrovia projetada para ligar Sinop aos portos do Pará é considerada uma das principais obras de infraestrutura para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso e é vista como estratégica para o desenvolvimento socioeconômico da região. Para Medeiros, o atraso do projeto causou prejuízos bilionários ao Estado e ao país.
“A Ferrogrão deveria estar pronta ou em fase avançada de construção. É uma obra que reduz o custo do transporte, melhora o escoamento da safra, desafoga a BR-163 e aumenta a competitividade dos produtos brasileiros. Quem paga a conta desse atraso é o produtor, o caminhoneiro e o consumidor”, afirmou.
Medeiros também argumentou que os estudos do projeto apontam benefícios ambientais, com redução na emissão de carbono devido à diminuição do fluxo de caminhões nas rodovias. Para ele, a esquerda não está preocupada com o meio ambiente, mas utiliza essa pauta para penalizar o agronegócio, setor que produz riqueza, gera empregos e movimenta a economia brasileira.
O deputado questionou ainda o momento em que o STF autorizou a retomada dos estudos da ferrovia, sugerindo motivação política na decisão.
“Será que tem a ver com o ano eleitoral, como aconteceu com o fim da taxa das blusinhas? Você sabe que sim. Foram anos de atraso para uma obra estratégica. Agora, às vésperas de mais um processo eleitoral, o projeto volta a avançar. A estratégia de Lula é simples: voltar a falar da Ferrogrão para enganar os desinformados e fazer chantagem com o agro, defendendo a ideia de que, se não for reeleito, a obra nem sairá do papel”, concluiu
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