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TRÁFICO INTERESTADUAL

Cocaína era escondida em eletrodomésticos para abastecer tráfico

Investigação começou após apreensão de 15 quilos de droga ocultados dentro de um climatizador enviado de Cuiabá para Goiás

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POLÍCIA

Também foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão.

Um esquema de tráfico interestadual de drogas que utilizava eletrodomésticos para esconder carregamentos de cocaína foi descoberto após a apreensão de 15 quilos da droga dentro de um climatizador de ar despachado de Cuiabá para Goiás.

As investigações apontam que o grupo criminoso usava transportadoras para enviar entorpecentes camuflados em mercadorias aparentemente comuns, numa tentativa de driblar a fiscalização e dar aparência de legalidade à atividade ilegal.

A carga que deu origem à investigação foi interceptada no fim de abril. Dentro do equipamento estavam 14 tabletes de cocaína cuidadosamente escondidos e embalados com fita adesiva. A perícia confirmou posteriormente que o material apreendido era cocaína.

A partir da descoberta, os investigadores reconstruíram o caminho da encomenda e identificaram os envolvidos na logística do transporte. Imagens de câmeras de segurança e registros de pagamentos eletrônicos ajudaram a rastrear os responsáveis pelo envio da carga.

Segundo a apuração, o climatizador utilizado para ocultar a droga foi comprado especificamente para o transporte do entorpecente. A investigação também identificou um morador de Aparecida de Goiânia (GO) apontado como destinatário da encomenda.

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De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos atuavam na organização do envio da droga entre estados, utilizando eletrodomésticos e mercadorias comuns para esconder os entorpecentes e dificultar a ação das forças de segurança.

Além da remessa interceptada, os investigadores apuram se o grupo já havia utilizado o mesmo método em outras operações de tráfico interestadual.

A descoberta do esquema levou ao bloqueio de contas e ativos financeiros dos investigados, que podem chegar a R$ 400 mil por suspeito. Também foram expedidas ordens judiciais contra integrantes do grupo em Mato Grosso e Goiás, sendo três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão.

As investigações continuam para identificar a origem da droga, a dimensão da rede criminosa e possíveis conexões com organizações responsáveis pela distribuição de entorpecentes em outros estados.

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POLÍCIA

Servidores são suspeitos de usar Prefeitura para favorecer facção

Investigação aponta ligação de ocupantes de cargos de confiança com o CV e uso de eventos para ampliar influência do grupo criminoso

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As suspeitas surgiram a partir da análise de celulares apreendidos com traficantes em operações anteriore

Uma investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) aponta que integrantes do Comando Vermelho podem ter encontrado apoio dentro da estrutura da Prefeitura de Sinop para ampliar sua atuação no município. Dois servidores com cargos de confiança são suspeitos de manter vínculos com a facção e de facilitar ações que beneficiariam o grupo criminoso.

As suspeitas surgiram a partir da análise de celulares apreendidos com traficantes em operações anteriores. O material revelou indícios de que eventos populares financiados pela facção estavam sendo utilizados como ferramenta para fortalecer a presença da organização criminosa junto à população, especialmente entre jovens.

Segundo a investigação, as festas eram apresentadas como atividades de entretenimento, mas serviriam para promover a imagem do grupo criminoso, ampliar sua aceitação social e consolidar sua influência em comunidades da cidade.

Os investigadores também apuram se servidores municipais teriam utilizado a estrutura pública para favorecer interesses da facção e contribuir para a expansão de suas atividades.

As evidências levaram ao cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. Durante a ação, foram recolhidos celulares, documentos e dispositivos eletrônicos que agora passarão por perícia.

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A suspeita de infiltração de integrantes ou colaboradores de organizações criminosas em órgãos públicos tem sido uma das principais preocupações das forças de segurança nos últimos anos. O objetivo dos grupos é utilizar a máquina pública para obter informações privilegiadas, facilitar operações ilícitas e ampliar sua influência política e social.

No caso investigado em Sinop, a apuração busca esclarecer qual era o grau de participação dos servidores e se outras pessoas ligadas ao poder público também mantinham relações com a facção.

O material apreendido poderá indicar a extensão da atuação do grupo e revelar novos envolvidos. A investigação segue em andamento e não está descartada a adoção de novas medidas judiciais nos próximos dias.

O Comando Vermelho é apontado pelas autoridades como uma das principais organizações criminosas em atuação em Mato Grosso, com forte presença em crimes ligados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e disputas territoriais.

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