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MIMETISMO

Operação da Polícia Civil mira grupo investigado por golpes

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POLÍCIA

Foram cumpridas 9 ordens de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá, visando apreeder celulares, documentos e outros materiais

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (22.7) a Operação Mimetismo, em apoio à Polícia Civil do Estado de São Paulo, para cumprir mandados judiciais contra integrantes de um grupo investigado por aplicar, por meio eletrônico, o golpe do “falso intermediário”.

Em Mato Grosso foram cumpridas 9 ordens de busca e apreensão domiciliar contra alvos na cidade de Cuiabá.

A ação está inserida no contexto da Operação CyberConect 6, coordenada pela 3ª Equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC/DEINTER 5, da Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu 18 mandados judiciais.

O suporte logístico da operação foi realizado pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá em conjunto com as equipes da 2ª e 3ª Delegacia de Polícia Civil de Cuiabá.

Investigação

A trabalho é resultado de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo que apura a atuação de um grupo criminoso especializado na prática do chamado “Golpe do Falso Intermediário”, modalidade de estelionato eletrônico responsável por causar prejuízos milionários às vítimas em diversas regiões do país.

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As investigações tiveram início após um pecuarista de São José do Rio Preto (SP) ser vítima de um golpe superior a R$ 800 mil ao negociar a compra de um lote de gado de corte.

A partir da análise técnica das movimentações financeiras e do rastreamento das contas bancárias utilizadas para receber os valores desviados, os investigadores da DEIC conseguiram identificar os principais suspeitos, todos residentes na capital mato-grossense.

Segundo as apurações, os investigados possuem ligação com uma facção criminosa atuante na região.

O denominado “Golpe do Falso Intermediário” consiste na infiltração de um criminoso nas negociações de compra e venda de bens. Fazendo-se passar por intermediador legítimo, ele mantém contato simultâneo com comprador e vendedor, manipula as informações trocadas entre ambos e induz as vítimas a realizarem a transferência dos valores para contas bancárias pertencentes ao grupo criminoso.

A fraude é estruturada de forma que o autor sequer precise manter contato presencial com as partes, utilizando apenas meios eletrônicos para conduzir toda a negociação.

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Mandados cumpridos

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais civis buscaram apreender aparelhos celulares, documentos, valores e outros materiais de interesse para a investigação, além de identificar novos integrantes da associação criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura do grupo.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, mensurar a extensão da atuação do grupo criminoso e verificar a existência de outras vítimas em diferentes estados da federação.

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POLÍCIA

Polícia Civil desarticula núcleo de facção com 40 mandados

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Grupo criminoso é envolvido com tráfico de drogas, tortura e outros crimes graves

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22.7), a Operação Hórus, com o objetivo de desarticular um núcleo de facção criminosa envolvido com o tráfico de drogas, a prática de tortura, a movimentação financeira ilícita e outros crimes graves em Guarantã do Norte.

A ação é resultado de investigação conduzida pela Delegacia de Guarantã do Norte e envolve o cumprimento simultâneo de 40 ordens judiciais, entre as quais 10 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e de sequestro de valores e bens pertencentes aos investigados.

As decisões judiciais autorizaram o bloqueio patrimonial de mais de R$ 2 milhões, com o objetivo de atingir a estrutura financeira do grupo criminoso e impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas continuem sendo utilizados para financiar a facção.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foram realizadas duas prisões em flagrante, sendo uma pelo crime de tráfico de drogas e outra por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

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As ordens judiciais foram cumpridas em Guarantã do Norte, Novo Mundo e Paranaíta.

Investigação

As investigações apontaram que os alvos integravam uma estrutura organizada, com divisão de funções, atuação coordenada e vínculos com uma facção criminosa. O grupo seria responsável pela comercialização de drogas, arrecadação de valores, apoio logístico e execução de outras atividades destinadas ao fortalecimento da organização criminosa no Guarantã do Norte e na região.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela adoção das medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário após manifestação favorável do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Sinop.

A operação mobilizou aproximadamente 50 policiais, entre delegados, investigadores e escrivães, com o apoio de unidades da Polícia Civil da região. As equipes atuaram simultaneamente nos endereços relacionados aos investigados, buscando assegurar o cumprimento das ordens judiciais e evitar a fuga dos alvos ou a destruição de elementos probatórios.

Os presos foram encaminhados à Delegacia de Guarantã do Norte para a realização dos procedimentos legais e, posteriormente, serão colocados à disposição da Justiça.

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As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente a atuação do grupo, identificar eventuais colaboradores e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira da organização criminosa.

Operação Hórus

O nome da operação faz referência a Hórus, divindade da mitologia egípcia associada à vigilância, à proteção e à justiça.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações por meio dos canais oficiais de denúncia da Polícia Civil de Mato Grosso ou diretamente na Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte.

As informações podem ser prestadas de forma anônima, com garantia de sigilo absoluto.

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