AÇÃO POLICIAL
PM resgata jovem sequestrada e prende trio suspeito de tortura em Marcelândia
Mulher de 22 anos foi encontrada dentro de carro durante abordagem na zona rural; suspeitos seriam integrantes de facção criminosa
POLÍCIA
Policiais militares do 15º Comando Regional resgataram uma mulher de 22 anos que teria sido sequestrada e prenderam três homens suspeitos de envolvimento em ameaças e tortura, na noite deste domingo (6.7), na zona rural de Marcelândia.
A ocorrência foi registrada durante patrulhamento realizado por equipes da 5ª Companhia Independente na região do Setor de Chácaras Cachoeirinha. Os policiais perceberam um veículo Corsa Sedan trafegando em alta velocidade e iniciaram o acompanhamento.
Após uma breve perseguição, o carro foi abordado. Dentro do veículo, os militares encontraram a jovem bastante nervosa, chorando e pedindo ajuda. Ela estava acompanhada dos três suspeitos.
A mulher contou aos policiais que havia sido retirada à força de um bar e levada para uma chácara, onde teria sofrido ameaças de morte. Conforme o relato, os envolvidos fizeram uma chamada de vídeo para que ela prestasse esclarecimentos sobre um desentendimento e, posteriormente, planejavam levá-la para outra região.
Durante as buscas realizadas nas proximidades do trajeto percorrido pelo grupo, os policiais encontraram um celular que teria sido jogado fora pelos suspeitos.
As equipes também constataram que o veículo abordado já teria sido empregado em outras ocorrências criminosas registradas no município e relacionadas a integrantes de uma facção criminosa.
Os três suspeitos foram presos e encaminhados à delegacia, onde a ocorrência foi registrada e foram adotadas as medidas cabíveis.
Denúncias
A população pode colaborar com o trabalho da Polícia Militar em qualquer município de Mato Grosso de forma anônima.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 ou pelo 0800 065 3939.
POLÍCIA
Operação Basalto mira facção suspeita de tráfico e extorsão em MT
Polícia Civil cumpre 34 ordens judiciais em quatro municípios e investiga grupo que cobrava mais de 50 comerciantes
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (8.9), a Operação Basalto, com o cumprimento de 34 ordens judiciais contra uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro.
Ao todo, são 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça a partir de investigações conduzidas pela Delegacia de Pedra Preta. As medidas são cumpridas em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências realizadas em unidades prisionais do Estado.
A Justiça também determinou medidas cautelares diferentes da prisão para oito investigados. Entre elas estão o comparecimento periódico em juízo, a proibição de contato com outros envolvidos, a restrição de acesso a locais relacionados às atividades investigadas e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.
Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros ligados a três investigados e a uma pessoa jurídica. Uma empresa suspeita de ter sido usada para movimentar e ocultar recursos oriundos das atividades criminosas teve ainda as atividades econômicas e financeiras suspensas.
Investigação
As apurações tiveram início após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, realizada em fevereiro de 2025, em Pedra Preta. A partir do avanço do trabalho investigativo, os policiais reuniram mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transferências bancárias e planilhas relacionadas à atuação da facção.
A análise do material apontou indícios da existência de uma estrutura organizada, com funções distribuídas entre lideranças, gerentes locais, operadores financeiros, distribuidores de drogas e integrantes encarregados de monitorar as forças de segurança.
As investigações também indicaram que parte das atividades do grupo era coordenada de dentro de unidades prisionais, por meio de aparelhos celulares utilizados clandestinamente.
Segundo a Polícia Civil, os integrantes utilizavam grupos de comunicação para administrar as ações criminosas, controlar recursos financeiros, prestar contas e repassar orientações de segurança. A estratégia tinha como finalidade dificultar a atuação dos órgãos de segurança pública.
Cobrança de comerciantes
Um dos crimes investigados é um esquema de extorsão contra comerciantes de Pedra Preta. Durante as apurações, foram encontrados documentos que faziam referência a mais de 50 estabelecimentos comerciais, acompanhados de registros de cobranças periódicas de valores destinados à facção.
Conforme os elementos reunidos, os comerciantes eram constrangidos a efetuar os pagamentos sob temor de represálias atribuídas aos integrantes do grupo.
Entre as provas obtidas estão diálogos, planilhas, listas de estabelecimentos, valores individualizados e comprovantes de transferências bancárias.
As diligências também apontaram que contas bancárias de terceiros e uma empresa eram utilizadas para receber e movimentar valores supostamente provenientes do tráfico de drogas e das extorsões.
Com base nas informações levantadas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela adoção das medidas judiciais, posteriormente autorizadas pelo Poder Judiciário e cumpridas nesta terça-feira (8).
O trabalho investigativo continua com a análise do material apreendido durante a operação. O objetivo é identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes investigados.
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