30 X 19
União Brasil decide apoiar Pivetta para disputa ao Governo
Convencionais definiram por continuar modelo de gestão que colocou Mato Grosso no rumo certo desde 2019 com eleição de Mauro e Pivetta
POLÍTICA
Por 30 votos a 19 votos, a maioria dos convencionais do Diretório Estadual do União Brasil decidiu apoiar a candidatura do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a eleição ao Governo de Mato Grosso. Um voto foi anulado e um convencional faltou.
Presidente estadual do União Brasil e candidato ao Senado, o ex-governador Mauro Mendes afirmou que o resultado da convenção representa a escolha por continuar um modelo de gestão que tirou Mato Grosso da Série C e colocou na Série A dos estados brasileiros.
Mauro destacou grandes avanços obtidos durante os dois mandatos da atual gestão, como a entrega do Hospital Central, a duplicação da BR-163, os 7 mil quilômetros de rodovias pavimentadas que estarão concluídos até o final do ano e o avanço na Educação, que saiu de 22⁰ para o 8⁰ melhor estado do país na área.
“O Pivetta tem uma trajetória marcada pela seriedade, pela experiência e por demonstrar resultado por onde passou. Colocou Lucas do Rio Verde como referência nacional. E como meu vice e agora como governador nos ajudou a fazer de Mato Grosso um dos estados do país que mais investem no cidadão. Ele tem todas as qualidades para continuar a tocar esse modelo de gestão que tornou Mato Grosso um exemplo de Brasil que dá certo”, ressaltou.
O governador Otaviano Pivetta afirmou que recebe o apoio do União Brasil com gratidão e responsabilidade, destacando que o resultado fortalece um projeto de gestão construído em conjunto ao longo dos últimos anos.
“Essa decisão demonstra maturidade política e compromisso com Mato Grosso. Agradeço aos convencionais pela confiança e pelo reconhecimento de que esse projeto deu certo. Ao lado do Mauro Mendes, recuperamos um Estado que enfrentava enormes dificuldades e construímos uma gestão equilibrada, que investe, gera oportunidades e entrega resultados. Recebo esse apoio com humildade e com a responsabilidade de dar continuidade a um trabalho que colocou Mato Grosso no caminho do desenvolvimento”, declarou.
POLÍTICA
Com Medeiros, PL quer ampliar bancada de 16 para 28 cadeiras
Partido aposta no crescimento da representação na Casa para fortalecer pautas prioritárias, mas ainda dependerá do apoio de outras legendas
O Partido Liberal (PL) pretende ampliar sua bancada no Senado dos atuais 16 para 28 parlamentares nas eleições de outubro e aposta em candidaturas em 24 estados, entre elas a do deputado federal José Medeiros em Mato Grosso. A estratégia faz parte do projeto nacional da legenda para aumentar sua influência no Congresso e reunir votos para pautas defendidas pelo campo bolsonarista, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Medeiros teve a candidatura ao Senado homologada na convenção estadual do PL, realizada na semana passada, e será o nome da legenda para uma das duas cadeiras que estarão em disputa em Mato Grosso. Na mesma composição, o senador Wellington Fagundes deixa o Senado ao fim do atual mandato para concorrer ao Governo do Estado.
A projeção de crescimento foi apresentada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Atualmente, o partido possui 16 dos 81 senadores, sendo que 11 foram eleitos em 2022 e ainda têm quatro anos de mandato pela frente. Pelos cálculos da direção nacional, a sigla pode conquistar aproximadamente 20 cadeiras nesta eleição e terminar o pleito com a maior bancada da Casa.
“Do jeito que estão as avaliações, e mesmo de outros partidos, nós temos oito senadores hoje que não vão disputar [governo], que têm mais quatro anos de mandato. Então, nós devemos fazer mais 20 senadores”, afirmou Valdemar ao Estadão.
A ofensiva pelo Senado é uma das prioridades do PL para 2026. Antes de ser preso, o ex-presidente Jair Bolsonaro já defendia publicamente a necessidade de eleger um número elevado de senadores para aumentar a influência de seu grupo político sobre decisões que passam pela Casa, inclusive indicações para o Supremo e eventuais processos contra ministros da Corte.
Mesmo que a projeção de Valdemar se confirme e o PL chegue aos 28 senadores, porém, o partido continuará distante dos votos necessários para aprovar sozinho algumas de suas principais bandeiras. A legenda precisará construir maioria com parlamentares de outras siglas, inclusive partidos que não integram formalmente o projeto eleitoral bolsonarista para a Presidência da República.
A diferença está nos quóruns exigidos pelo Senado. Projetos de lei podem ser aprovados por maioria simples dos parlamentares presentes, enquanto uma proposta de emenda à Constituição (PEC) precisa de pelo menos 49 dos 81 votos. Para aprovar o impeachment de um ministro do STF ou de um presidente da República são necessários 54 votos, equivalente a dois terços da Casa.
Isso significa que, mesmo alcançando as 28 cadeiras projetadas, o PL ainda precisaria buscar pelo menos outros 21 senadores para aprovar uma mudança constitucional e mais 26 votos para chegar ao número necessário em um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo.
A estratégia eleitoral, por isso, não se limita às candidaturas próprias. O desempenho de partidos e candidatos de direita e centro-direita também será determinante para definir o tamanho do bloco que poderá se formar no Senado a partir de 2027 e a capacidade do PL de avançar com sua agenda.
O partido pretende lançar candidatos ao Senado em 24 estados. No Amapá, não haverá candidatura própria, enquanto Maranhão e Pernambuco ainda têm cenários indefinidos. Em algumas unidades da Federação, a direção nacional trabalha inclusive com a possibilidade de conquistar as duas cadeiras disponíveis.
É o caso do Distrito Federal, onde Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis são apontadas como candidatas da legenda. Valdemar aposta que a ex-primeira-dama pode liderar a disputa e ajudar a puxar a segunda candidatura do partido. Em Santa Catarina, o PL também trabalha para conquistar as duas vagas, com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni.
A projeção nacional, no entanto, enfrenta cenários mais difíceis em outros colégios eleitorais. Levantamentos de intenção de voto citados pelo Estadão mostram candidatos do PL atrás dos principais concorrentes em estados como Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Em São Paulo, maior eleitorado do país, a disputa aparece pulverizada, com nomes de outros campos políticos ocupando as primeiras posições nas pesquisas.
Em Mato Grosso, José Medeiros entra justamente nessa conta nacional do partido. O desempenho do candidato no Estado ajudará a definir até onde o PL conseguirá transformar a força eleitoral do bolsonarismo em uma bancada capaz de influenciar votações estratégicas no Senado a partir de 2027.
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