CONTRA O ENDIVIDAMENTO
Pivetta propõe projeto contra bets
Candidato à reeleição quer levar conscientização sobre apostas às escolas, mobilizar bancada federal e criar campanhas contra o endividamento
POLÍTICA
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), é o único postulante ao Governo de Mato Grosso que incluiu em seu plano de governo uma proposta específica para combater a expansão das plataformas de apostas online, as chamadas bets.
A iniciativa prevê uma série de medidas, incluindo ações de conscientização nas escolas, mobilização da bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional para discutir o tema e campanhas educativas voltadas à população.
A preocupação com os impactos das apostas virtuais ganhou força nos últimos anos diante da expansão dessas plataformas e do aumento dos relatos relacionados ao vício em jogos digitais. O assunto passou a ser discutido também entre representantes dos Três Poderes.
CONSCIENTIZAÇÃO NAS ESCOLAS
Uma das principais propostas apresentadas por Pivetta é a criação de ações educativas nas escolas para alertar crianças e adolescentes sobre os riscos associados às apostas online.
A ideia, segundo o plano de governo, é mostrar aos estudantes os possíveis impactos das bets e os prejuízos provocados pelo sistema de apostas no desenvolvimento social.
Em declarações feitas neste ano, o governador também criticou o uso de artistas e personalidades admiradas pelos jovens em campanhas publicitárias de plataformas de apostas. Para ele, a associação das bets a ídolos da juventude aumenta a preocupação com a influência exercida sobre esse público.
“É lamentável. Usam atores e pessoas que a gurizada tem como ídolo. A tragédia é maior quando é requintada com esses detalhes”, afirmou.
Pivetta defendeu ainda que um programa de esclarecimento seja levado às escolas para orientar os estudantes sobre os riscos relacionados às apostas digitais.
MOBILIZAÇÃO NO CONGRESSO
O segundo eixo da proposta prevê a articulação com os deputados federais e senadores que representam Mato Grosso no Congresso Nacional.
De acordo com o plano apresentado pelo candidato, a bancada federal deverá ser mobilizada para discutir medidas que tenham como objetivo restringir ou extinguir as plataformas de apostas virtuais.
A proposta considera que o enfrentamento ao problema depende também de mudanças em âmbito nacional, já que o funcionamento e a regulamentação das bets envolvem legislação federal.
CAMPANHAS CONTRA O ENDIVIDAMENTO
Como terceira frente, Pivetta propõe a realização de campanhas educativas pelo Governo de Mato Grosso para alertar a população sobre os riscos das apostas.
A medida teria como um dos focos o combate ao superendividamento provocado pelo uso excessivo de recursos financeiros em plataformas de apostas.
O candidato classifica o avanço das bets como uma espécie de “epidemia” e defende que o poder público atue tanto na prevenção quanto na conscientização da sociedade sobre os impactos econômicos e sociais do vício em apostas.
POLÍTICA
Taques revive polêmica da ata, alfineta Medeiros e leva invertida
Medeiros relembrou que a ata havia sido produzida pela própria coligação que apoiava Taques na eleição de 2010
O ex-governador Pedro Taques (PSB) reviveu, durante o debate entre candidatos ao Senado promovido pelo G1-MT nesta quinta-feira (03), uma antiga polêmica envolvendo a ata da convenção da coligação que disputou as eleições de 2010, quando Taques foi eleito senador e José Medeiros (PL) ficou como primeiro suplente. Taques tentou “lacrar”, mas levou uma invertida do candidato de Bolsonaro em Mato Grosso.
“Ele sabe que eu não falsifiquei a ata, porque quem fez a ata foi o povo dele, era a coligação dele. Você então seria um estelionatário, sabe por quê, Pedro? Em Rondonópolis, os seus discursos eram: ‘Medeiros é meu primeiro suplente’. Você tem que decidir que tipo de cidadão você é: você é um caluniador, um chefe de organização criminosa ou um estelionatário”, respondeu. Medeiros ainda alegou que a ata havia sido produzida pela própria coligação que apoiava Taques na eleição de 2010.
Durante o debate, Taques afirmou que o adversário teria “falsificado a ata” e levado o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas no último mês de seu mandato. Medeiros, que havia sido escolhido como primeiro suplente, chegou a ocupar a cadeira de senador após a renúncia de Taques ao mandato para assumir o governo de Mato Grosso, em 2015.
Na sequência do embate, Taques voltou a provocar o adversário ao afirmar que pretende exercer um mandato no Senado sem estar subordinado a um ex-presidente da República.
“Eu quero ser senador da República, não de presidente da República, o ex-presidente da República”, afirmou.
Medeiros aproveitou a resposta para reforçar sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e apresentar as principais bandeiras de sua campanha. O candidato também voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, a anistia para pessoas que considera injustiçadas e a volta de Bolsonaro à Presidência.
“Eu quero agradecer ao presidente Jair Bolsonaro por ter me indicado como seu candidato ao Senado. Quero agradecer também ao candidato Pedro Taques, que escolheu, à época, como primeiro suplente, por ter uma ficha limpa”, afirmou.
Medeiros também citou o senador Flávio Bolsonaro e disse que pretende atuar, caso eleito, para formar uma maioria no Senado.
“Junto com Flávio Bolsonaro, junto com os senadores, nós faremos a maioria da bancada no Senado. Nós vamos tirar Alexandre de Moraes e vamos ver ele pagar pelos crimes que cometeu. Nós queremos a anistia daquelas pessoas injustiçadas”, declarou.
Ao final da resposta, Medeiros ampliou o discurso para pautas nacionais e regionais, defendendo o retorno de Bolsonaro à Presidência e medidas voltadas ao setor produtivo de Mato Grosso.
“Queremos o Brasil grande de novo. Queremos o Brasil respeitado de novo e queremos o Mato Grosso destravado. Queremos os indígenas Parecis podendo plantar. Queremos o Mato Grosso de volta aos mato-grossenses”, afirmou.
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