MALHA FINA
Receita passa a monitorar apostas online e exige declaração do IR
Falta de declaração pode resultar em multa e problemas com o Fisco, pois a Receita vai cruzar dados, ampliando risco para quem omitir ganhos
POLÍTICA
O crescimento acelerado das empresas de apostas online no Brasil passou a chamar a atenção da Receita Federal, que agora exige que ganhos e movimentações financeiras oriundos dessas plataformas sejam informados na declaração do Imposto de Renda. Quem não se preparar ou omitir informações corre o risco de cair na malha fina e enfrentar complicações com o Fisco.
O avanço da fiscalização acompanha a expansão do setor no país. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda indicam que cerca de 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas no primeiro semestre de 2025. No mesmo período, o governo intensificou o controle sobre o mercado, com o bloqueio de mais de 15 mil sites ilegais.
Com a regulamentação, o número de empresas autorizadas também cresceu. Atualmente, o Brasil conta com dezenas de operadoras licenciadas, que juntas somam mais de 180 plataformas regularizadas, conforme dados oficiais do governo federal. A tendência é de ampliação desse número com o avanço das regras previstas na Lei nº 14.790/2023.
Segundo o contador Ironei Santana, especialista em regularidade fiscal e mitigação de riscos há mais de 30 anos, a nova realidade exige atenção redobrada dos apostadores. “As empresas regulamentadas têm a obrigação de informar à Receita Federal quem recebeu valores. E o apostador que teve rendimento também precisa declarar esses ganhos”, explica.
O prazo para entrega da declaração segue até 29 de maio, e a obrigatoriedade atinge contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 28.467,20 ao longo de 2025.
Outro ponto que chama atenção é o cruzamento de dados. Além dos ganhos, as movimentações financeiras também podem ser monitoradas, o que aumenta o risco de inconsistências para quem não informar corretamente os valores. É por meio do ComprovaBet que ficam consolidadas todas as informações relativas às apostas e aos resultados obtidos no ano-calendário anterior, neste caso, 2025, para declaração em 2026.
De acordo com o especialista, o cálculo do imposto deve considerar o lucro efetivo. “É preciso fazer uma espécie de memória de cálculo. Se a pessoa ganhou R$ 50 mil, mas gastou R$ 40 mil em apostas, o lucro real foi de R$ 10 mil. Nesse caso, pode ficar dentro da faixa de isenção”, afirma.
Ele também orienta que os contribuintes busquem apoio profissional. “O ideal é procurar um contador no momento da declaração, para evitar erros que podem gerar penalidades e entraves futuros. Com a orientação correta, é possível manter tudo dentro das normas e exercer as atividades de forma regular”, completa.
Por outro lado, quando o ganho líquido ultrapassa o limite de isenção (R$ 28.467,20), há incidência de imposto. A tributação pode chegar a 15% sobre o valor excedente, conforme a tabela vigente.
Apesar da popularização das apostas digitais, o alerta é claro: organização financeira e transparência são fundamentais. Por fim, Ironei recomenda que os contribuintes guardem comprovantes, acompanhem seus resultados ao longo do ano e busquem orientação contábil para evitar problemas com a Receita Federal e não serem pegos de surpresa.
POLÍTICA
Sobre aliança ao Senado, Flávio diz que decisão é de Medeiros
Segundo Flávio, Medeiros é quem vai decidir a melhor estratégia que o PL vai adotar em MT junto com Wellington e a bancada federal
O pré-candidato à Presidência da República, o senador, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a definição sobre uma eventual composição de chapa ao Senado em Mato Grosso com a deputada estadual, Janaina Riva (MDB), caberá exclusivamente ao crivo do deputado federal, José Medeiros (PL). A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na Norte Show, em Sinop (500 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (22), onde o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) marcou presença.
Questionado sobre a possibilidade de Janaina compor como segunda opção ao Senado, já que duas vagas estarão em disputa ao chamado Alto Parlamento, Flávio evitou cravar qualquer alinhamento e reforçou que a estratégia será definida internamente pelo partido. “Quem vai tomar essa decisão vai ser o próprio Zé Medeiros, qual vai ser a estratégia melhor que o PL vai adotar aqui junto com o nosso pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes, e a nossa bancada de federais. Tudo tem que ser levado em consideração para ver qual vai ser o melhor caminho”, afirmou, reiterando em outro momento que Medeiros ao Senado é um projeto do pai, que possui “grande apreço” pelo aliado. O próprio Flávio ainda classificou Medeiros de “leal e muito querido”.
A composição com o MDB é defendida internamente pelo senador, Wellington Fagundes (PL), que é sogro de Janaína e candidato ao Governo pela sigla bolsonarista. Contudo, o debate sobre a possível união ocorre em meio a resistências dentro do próprio PL. Os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Abílio Brunini, de Cuiabá, ambos do PL e que disputaram contra o MDB em 2024, são contra a união, bem como o deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que é uma das vozes mais fortes do bolsonarismo em Mato Grosso. Outro a se posicionar sobre o assunto foi o também deputado estadual, Faissal Calil (PL), que pensa na mesma linha dos já citados.
O próprio Medeiros já se posicionou de forma crítica à hipótese de aliança com o MDB, levantando dúvidas sobre a coerência ideológica da chapa e o impacto eleitoral de uma eventual união. Em entrevistas recentes, o parlamentar afirmou que uma composição desse tipo poderia “confundir o eleitorado” e gerar desgaste político, em referência ao ex-deputado José Riva, condenado em escândalos de corrupção. Outro ponto destacado é a dificuldade de Janaína em se levantar contra o STF, o que é uma prioridade dentro do PL. A avaliação é que a parlamentar possui relacionamento aproximado com ministros supremos, em especial com os chamados carrascos da Direita, como é o caso do mato-grossense, Gilmar Mendes, de quem a emedebista nutre amizade pessoal.
Sobre o seu projeto presidencial em específico, Flávio não descartou receber apoios externos, mas indicou que isso não colocaria na mesa uma recíproca de apoio, já que voltou a enfatizar que o partido possui candidaturas oficiais. “Óbvio que eu aceito o apoio de todos, mas nós temos candidaturas oficiais aqui do PL”, completou, sinalizando cautela na construção de alianças fora da sigla.
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