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Conferência aproxima Brasil, Coreia do Sul e Reino Unido em Londres

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Empresários, investidores, autoridades e especialistas de diferentes setores estarão reunidos em Londres, no próximo dia 23, para a 14ª edição da Brazil Korea Conference (BKC). O encontro terá o apoio institucional do Instituto do Agronegócio (IA) e buscará ampliar as relações comerciais e institucionais entre Brasil, Coreia do Sul e Reino Unido.

A conferência será realizada na Royal Society of Arts e deverá receber cerca de 400 participantes. A programação terá debates sobre comércio internacional, investimentos, transição energética, infraestrutura, financiamento, tecnologia, inteligência artificial, turismo e oportunidades de negócios nos três países.

À frente da organização está Su Jung Ko, CEO e fundadora da BKC e diretora de Relações Internacionais do Instituto do Agronegócio. Ela participará da abertura e do encerramento da conferência, reforçando seu papel na articulação entre empresas, governos e instituições brasileiras, sul-coreanas e britânicas.

Nascida na Coreia do Sul e formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Su Jung Ko construiu sua trajetória profissional na aproximação entre o mercado asiático e a América Latina. Também é sócia-fundadora da Golden Hawk Consulting, empresa especializada em investimentos e operações de fusões e aquisições com foco na Ásia.

A participação do Instituto do Agronegócio amplia a presença do setor produtivo brasileiro em uma agenda que envolve áreas decisivas para sua competitividade. Embora a conferência seja multissetorial, temas como financiamento, infraestrutura, segurança jurídica, inovação, energia e abertura de mercados afetam diretamente a capacidade de expansão do agronegócio.

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O apoio institucional também busca aproximar empresas e investidores estrangeiros das oportunidades existentes nas cadeias agroindustriais brasileiras. A Coreia do Sul possui capacidade tecnológica e industrial em áreas como máquinas, biotecnologia, inteligência artificial, automação e energia. O Reino Unido, por sua vez, ocupa uma posição relevante nos mercados de capitais, seguros, serviços financeiros e financiamento de projetos sustentáveis.

A conferência será aberta pelo embaixador do Brasil no Reino Unido, Antonio de Aguiar Patriota. Também estão previstas as participações de representantes do Ministério da Justiça da Coreia do Sul, do Departamento de Negócios e Comércio do governo britânico, da Canning House, da São Paulo Negócios e da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial (Camarb).

Um dos primeiros painéis discutirá as oportunidades de comércio e investimento entre Brasil, Coreia do Sul, Reino Unido e Europa. Outros debates serão dedicados às condições para empresas estrangeiras atuarem no mercado britânico e no Brasil. Entre os participantes está SeungHo Jeong, diretor de operações da Saefarm, empresa ligada à inovação no setor produtivo.

A transição energética também ocupará espaço central na programação. Especialistas de empresas, instituições financeiras e escritórios internacionais discutirão possibilidades de investimento em energia limpa, sustentabilidade e novas tecnologias. O painel reunirá representantes da Sustain Quality, do banco sul-coreano KEB Hana Bank, da DLA Piper e da Grant Thornton no Reino Unido.

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A programação ainda abordará o uso da inteligência artificial nos negócios, mecanismos de financiamento de projetos de infraestrutura, resolução de disputas comerciais e oportunidades nos mercados imobiliário e turístico. A proposta é transformar os debates em contatos empresariais, parcerias tecnológicas e investimentos concretos.

Realizada pela primeira vez em 2016, a Brazil Korea Conference chega à 14ª edição após consolidar uma rede formada por empresários, investidores e representantes do poder público. A escolha de Londres acrescenta um terceiro eixo à relação entre Brasil e Coreia do Sul, conectando os dois países a um dos principais centros financeiros e empresariais do mundo.

Para o Instituto do Agronegócio, apoiar a BKC significa inserir o agro brasileiro em discussões que ultrapassam a comercialização de produtos. A expansão internacional do setor também depende de acesso a capital, tecnologia, infraestrutura eficiente, novos modelos de energia e segurança para contratos de longo prazo.

As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas. Após o preenchimento do formulário, a organização entrará em contato com os interessados para confirmar a participação.

Serviço

Evento: BKC London 2026 – 14ª Brazil Korea Conference
Data: 23 de setembro de 2026
Horário: das 13h às 17h
Local: Royal Society of Arts, Londres, Reino Unido
Outra informações e inscrições clique aqui ou neste qrcode

Fonte: Pensar Agro

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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