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SUCATEAMENTO

Deficiência na Politec afeta investigações e atendimento em MT

Unidade chegou a ficar dias sem papiloscopista e técnico em necropsia; famílias enfrentaram demora na liberação de corpos

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COTIDIANO

A Politec local opera atualmente com apenas dois papiloscopistas e dois técnicos em necropsia, número considerado insuficiente

A Justiça determinou que o Governo de Mato Grosso regularize, em até 30 dias, o quadro de servidores da unidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Pontes e Lacerda, após constatar falta de profissionais e falhas frequentes nas escalas de plantão.

A decisão atende pedido do Ministério Público Estadual (MPMT), que apontou deficiência estrutural no funcionamento da unidade responsável pelo atendimento de 10 municípios da região Oeste do Estado.

Segundo a ação civil pública, a falta de papiloscopistas e técnicos em necropsia vem comprometendo perícias consideradas urgentes, atrasando investigações criminais e causando transtornos à população.

Um dos casos citados no processo relata que uma família precisou esperar mais de dez horas para conseguir a liberação do corpo de um trabalhador vítima de acidente, devido à ausência de equipe disponível na unidade.

De acordo com o Ministério Público, a Politec local opera atualmente com apenas dois papiloscopistas e dois técnicos em necropsia, número considerado insuficiente para atender a demanda regional.

O processo aponta ainda que, somente em fevereiro deste ano, a unidade ficou oito dias sem papiloscopista e dois dias sem técnico em necropsia. Já na escala de maio, foram identificados períodos sem cobertura pericial completa.

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Na decisão, o juiz Marcelo Ferreira Botelho afirmou que a perícia oficial é serviço essencial para a segurança pública e para a produção de provas em processos criminais.

O magistrado também destacou que a deficiência de servidores é recorrente e já reconhecida pelo próprio Estado, que admitiu a necessidade de realização de concurso público para recomposição do quadro.

Com a decisão, o Governo do Estado terá que adotar medidas para preenchimento das vagas e iniciar, em até 15 dias, procedimentos para contratação temporária emergencial de profissionais até a reposição definitiva do efetivo.

A Justiça também determinou que sejam adotadas medidas imediatas para garantir o funcionamento contínuo da unidade, incluindo remanejamento de servidores, realização de plantões extraordinários e suporte logístico para cobrir integralmente as escalas.

O Estado deverá apresentar relatório detalhando as providências adotadas e poderá ser multado em caso de descumprimento da decisão.

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COTIDIANO

Cuiabá lança cartilha para controlar barulho durante Copa de 2026

Batizada de “Volume Legal: Copa do Mundo 2026”, a ação traz uma cartilha educativa com regras sobre horários permitidos

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Prefeitura definiu limites de som para bares, festas e eventos; multas podem chegar a R$ 10 mil

A Prefeitura de Cuiabá lançou nesta terça-feira (26) uma campanha para orientar moradores, bares e organizadores de eventos sobre os limites de emissão sonora durante a Copa do Mundo de 2026.

Batizada de “Volume Legal: Copa do Mundo 2026”, a ação traz uma cartilha educativa com regras sobre horários permitidos, limites de decibéis, fiscalização e penalidades previstas na legislação municipal.

As normas são baseadas na Lei Municipal nº 7.284/2025 e no Decreto nº 11.116/2025, que regulamentam o controle da poluição sonora na Capital.

Segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, a campanha busca evitar conflitos entre moradores, torcedores e estabelecimentos comerciais durante o período de jogos e comemorações.

“A cartilha tem caráter exclusivamente educativo e informativo, com o objetivo de prevenir conflitos, proteger a saúde e garantir o sossego público. Reforçamos a importância do respeito aos limites e horários para evitar interdição, apreensão de equipamentos ou aplicação de multas”, afirmou.

A campanha adota o slogan “Torcer faz parte da festa. Respeitar os limites sonoros também”.

Pela regulamentação, o período diurno vai das 8h às 22h. Já o período noturno compreende o horário entre 22h01 e 23h59. Entre meia-noite e 7h59 vigora a chamada “faixa de silêncio”, considerada o horário de maior restrição para utilização de som mecanizado.

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Os limites de ruído variam conforme o tipo de atividade.

Para bares, restaurantes, boates e estabelecimentos comerciais, o limite permitido é de 75 decibéis durante o dia, 70 no período noturno e 60 decibéis durante a faixa de silêncio.

Já em festas residenciais, confraternizações e uso de som automotivo sem autorização, o limite é de 60 decibéis durante o dia e 55 à noite. O uso de som mecanizado durante a faixa de silêncio é proibido.

A legislação também prevê regras específicas para grandes eventos. Espaços autorizados para shows e festas poderão atingir até 90 decibéis, sem restrição de horário, desde que haja autorização específica e medição técnica adequada.

Eventos ocasionais realizados em ruas e praças públicas terão limite de 85 decibéis durante o dia e não poderão ocorrer no período noturno.

As denúncias de poluição sonora poderão ser feitas pelo Disque Silêncio, no telefone (65) 99341-3000, além do Portal da Secretaria de Ordem Pública.

Segundo a prefeitura, o descumprimento das regras pode resultar em advertências, multas entre R$ 300 e R$ 10 mil, apreensão de equipamentos, suspensão das atividades e até cassação de alvarás em casos de reincidência.

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