SUSPEITA DE CORRUPÇÃO
Operação mira esquema em hospital após morte de gestante
Investigação policial apura suposta compra de silêncio em CPI, notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos
POLÍCIA
A morte de uma jovem gestante em Campo Novo do Parecis desencadeou uma investigação que agora apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.
Nesta terça-feira (25), a Polícia Civil cumpriu 20 ordens judiciais na Operação Silêncio Comprado, que investiga suspeitas de pagamentos irregulares, notas fiscais fraudulentas, desvio de recursos públicos e tentativa de interferência em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para apurar problemas no hospital.
As ordens foram cumpridas em Mato Grosso e São Paulo, incluindo buscas e apreensões, bloqueio de valores, sequestro de bens e quebra de sigilos telefônicos e telemáticos.
As investigações apontam que pessoas ligadas à administração da unidade hospitalar teriam tentado influenciar os trabalhos da CPI criada após a repercussão da morte da paciente, que sofreu complicações durante um parto cesáreo, foi transferida para Cuiabá e morreu posteriormente.
O caso provocou forte repercussão no município e levantou questionamentos sobre a estrutura da unidade, qualidade do atendimento, contratos de gestão e aplicação de recursos públicos.
Segundo as apurações, também há indícios de pagamentos por serviços supostamente não realizados, emissão de documentos ideologicamente falsos e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
A investigação teve início após denúncia encaminhada ao Ministério Público sobre possível oferta de vantagem indevida para interferir nas apurações da CPI.
Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Tangará da Serra e cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis, além das cidades de Barueri e Cotia.
O caso é conduzido pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). As investigações seguem em andamento.
POLÍCIA
Empresário condenado por morte de adolescente é preso
Rogério Amorim foi apontado como mandante do assassinato de Maiana Mariano, de 16 anos, encontrada morta após desaparecer em 2011
O empresário Rogério da Silva Amorim foi preso nesta terça-feira (27) em Cuiabá para começar a cumprir a pena pela morte da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, assassinada em 2011.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que cumpriu o mandado judicial contra o empresário, condenado a mais de 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo a Polícia Civil, Rogério foi localizado em um condomínio residencial de alto padrão no bairro Ribeirão do Lipa e encaminhado para a sede da DHPP.
O caso teve grande repercussão em Mato Grosso após o desaparecimento da adolescente, em dezembro de 2011. Maiana foi encontrada morta meses depois, em maio de 2012, em uma área de mata na Capital.
As investigações apontaram que a jovem mantinha um relacionamento extraconjugal com o empresário havia cerca de um ano e chegou a morar com ele nos meses anteriores ao crime.
Conforme a denúncia, Maiana foi atraída até uma chácara no bairro Altos da Glória sob o pretexto de entregar dinheiro a um funcionário do local. Ao chegar, teria sido surpreendida pelos executores do assassinato, que simularam um assalto antes de matá-la por asfixia.
De acordo com o processo, os executores do crime teriam recebido R$ 5 mil para cometer o homicídio.
A Polícia Civil apontou Rogério Amorim e a esposa dele, Calisangela Moraes de Amorim, como mandantes do assassinato. A motivação estaria relacionada ao relacionamento entre o empresário e a adolescente.
Em 2016, Rogério foi condenado a 20 anos e três meses de prisão em regime fechado. Um dos executores do crime, Paulo Ferreira Martins, também recebeu condenação superior a 18 anos de prisão.
Apesar da condenação ter ocorrido há anos, o empresário chegou a responder em liberdade até a nova ordem judicial cumprida nesta terça-feira.
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