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REPRESSÃO AO TRÁFICO

Polícia mira em núcleo de facção na região de Arenápolis

Investigação aponta divisão de funções entre integrantes, distribuição e comercialização de drogas em Arenápolis, Nortelândia e região

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Ultimato para desarticular um núcleo de uma facção criminosa investigado por organizar e manter o tráfico de drogas em Arenápolis, Nortelândia e municípios da região.

Ao todo, são cumpridas 20 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. A operação também inclui medidas de bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados.

As decisões foram autorizadas pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil, fundamentada em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Arenápolis, com manifestação favorável do Ministério Público.

Investigação identificou divisão de funções

As apurações começaram a partir de prisões em flagrante realizadas pela Delegacia de Arenápolis e se estenderam por mais de um ano. Nesse período, os investigadores reuniram elementos que apontaram a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes.

Segundo a Polícia Civil, o grupo possuía pessoas responsáveis pela gerência do tráfico, fornecimento de entorpecentes, distribuição das drogas e comercialização nos municípios investigados.

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A investigação também apontou que integrantes presos continuavam exercendo influência sobre as atividades criminosas. De dentro do sistema prisional, eles teriam transmitido determinações relacionadas ao funcionamento do grupo e à manutenção do comércio de drogas na região.

Entre os alvos da operação estão investigados apontados como responsáveis pela gerência local do tráfico, pelo fornecimento de entorpecentes e pela distribuição e manutenção de pontos de venda.

Patrimônio também é alvo

Além das medidas de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados. A medida busca impedir a movimentação ou eventual ocultação de patrimônio que possa ter origem nas atividades criminosas.

Os ativos permanecerão bloqueados à disposição do Poder Judiciário para as providências cabíveis no decorrer da investigação e do processo.

Operação mobiliza 34 policiais

A ação mobilizou 34 policiais civis e contou com equipes da Delegacia de Polícia de Arenápolis, Delegacia de Nortelândia e unidades da Delegacia Regional de Nova Mutum.

Também participam equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde e de Nova Mutum, além das Delegacias de Polícia de Nova Mutum, Diamantino e São José do Rio Claro.

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Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Delegacia de Polícia de Arenápolis, onde serão realizados os procedimentos legais. Posteriormente, os custodiados ficarão à disposição da Justiça para a realização das audiências de custódia.

Nome da operação

O nome Ultimato representa o caráter conclusivo desta etapa da investigação, iniciada há aproximadamente um ano pela Delegacia de Arenápolis.

Ao longo das apurações, os policiais identificaram diferentes níveis de atuação dentro do grupo criminoso. A operação busca atingir simultaneamente a gerência local, fornecedores, responsáveis pelos pontos de venda e o patrimônio possivelmente relacionado às atividades ilícitas.

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