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Baixada Fluminense ganha nova estação de tratamento de esgoto e reforça proteção da Bacia do Guandu
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Nesta segunda-feira (22), o ministro das Cidades, Vladimir Lima, participa de um marco no saneamento da Baixada Fluminense: a entrega da primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município de Queimados, que vai tratar o esgoto de cerca de 270 mil pessoas na região.
A obra contou com R$ 172,8 milhões de investimento pelo Novo PAC no município pelo Programa Saneamento para Todos, gerido pelo Ministério das Cidades, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Instalada em uma área de 38,4 mil metros quadrados, a nova ETE e a rede de esgotamento sanitário, que já começou a ser formada a partir dela em Queimados e Japeri e será ampliada gradualmente, permitirão a universalização do serviço nos dois municípios.
O investimento na ETE faz parte de um conjunto de investimento em esgotamento sanitário no total de R$ 681,5 milhões, dos quais R$ 647,7 milhões financiados pelo FGTS, nos municípios de Japeri, Queimados, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, que inclui novas ligações, ampliação das redes coletoras, estações elevatórias, entre outros investimentos.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, lembra que cada real investido em saneamento, economiza R$ 4 investidos em saúde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). “O tratamento de esgoto evita doenças e contaminações, contribuindo para reduzir a poluição das águas dos rios e mares”, afirma.
Com a nova ETE, os efluentes que hoje são lançados in natura na Bacia do Guandu, passarão a ser tratados, reduzindo a carga de poluição no manancial, responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio.
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Fonte: Ministério das Cidades
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Senacon instaura processo contra 99 Food para apurar descumprimento da Portaria da Transparência
Brasília, 24/6/2026 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), instaurou processo administrativo sancionador contra a 99 Food nesta quarta-feira (24), para apurar o descumprimento da Portaria nº 61, de 24 de março de 2026, que estabelece regras de transparência para plataformas digitais de entrega e transporte. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
A medida faz parte do acompanhamento realizado pela Senacon para verificar a implementação das novas obrigações pelas empresas abrangidas pela norma, que determina o detalhamento das tarifas cobradas e a apresentação clara da composição dos valores envolvidos nas operações.
O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, destaca que a transparência prevista na regulamentação não representa uma nova obrigação criada pela portaria, mas a aplicação de um direito já assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor.
“A transparência é um direito básico do consumidor previsto no Código de Defesa do Consumidor há 35 anos. Garantir informações claras sobre preços e serviços é fundamental para equilibrar as relações de consumo e permitir que consumidores exerçam a liberdade de escolha”, afirma.
As empresas que, ao final dos processos administrativos sancionadores, tiverem confirmadas infrações às regras previstas na Portaria nº 61/2026 poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas que podem chegar a R$ 14 milhões.
Em maio, a Senacon já havia instaurado processos administrativos contra o iFood e a Keeta após identificar indícios de descumprimento das obrigações previstas na norma.
A fiscalização teve início em 24 de abril, após o encerramento do prazo de 30 dias concedido às plataformas para adaptação às novas regras. Desde então, a Senacon passou a avaliar as informações disponibilizadas pelas empresas e verificar se consumidores têm acesso a dados claros sobre a composição dos valores cobrados e repassados.
Transparência na composição dos valores
A Portaria nº 61/2026 determina que aplicativos de transporte e entrega apresentem, de forma detalhada, a divisão dos valores envolvidos em cada operação. O objetivo é ampliar a transparência e permitir que todos os participantes da relação de consumo compreendam como os preços são formados.
Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão:
- o valor total pago pelo consumidor;
- o valor destinado à plataforma pela intermediação do serviço,
- o valor repassado ao motorista ou entregador, incluindo gorjetas e adicionais;
- no caso dos serviços de entrega, a parcela destinada ao estabelecimento comercial.
Segundo a Senacon, a medida busca reduzir a assimetria de informações no ambiente digital e garantir maior clareza nas relações entre consumidores, trabalhadores e empresas.
Direito à informação
Em nota técnica elaborada pela Secretaria, a Senacon destaca que a Portaria nº 61/2026 regulamenta deveres de transparência já previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito à informação adequada, clara e precisa sobre produtos e serviços.
A avaliação do órgão é de que, em muitos casos, o consumidor tem acesso apenas ao valor final da corrida ou do pedido, sem visualizar como esse montante é distribuído entre a plataforma, o prestador do serviço e, nos casos de delivery, o estabelecimento comercial.
Para a Secretaria, a ausência dessas informações dificulta a comparação entre serviços, limita a capacidade de escolha do consumidor e pode impedir a identificação de eventuais cobranças indevidas ou práticas abusivas.
A Senacon ressalta ainda que medidas semelhantes já são adotadas em outros países, como França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, onde plataformas digitais possuem obrigações de informar a composição dos valores cobrados dos usuários.
Ainda de acordo com a Secretaria, a regulamentação não interfere na liberdade das empresas para definir preços, mas busca assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo e garantir que as decisões dos usuários sejam tomadas com base em informações completas.
A fiscalização permanece em andamento, com análise das medidas adotadas pelas plataformas e acompanhamento contínuo do cumprimento das regras estabelecidas pela Portaria nº 61/2026.
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