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BNDES Bioinsumos: nova chamada pública destina R$ 40 milhões para cooperativas e associações de agricultores familiares que produzem bioinsumos

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Cooperativas e associações de agricultores familiares que produzem bioinsumos para uso próprio já podem participar do novo ciclo da chamada pública BNDES Bioinsumos. A parceria firmada entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destina R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para produção e multiplicação de bioinsumos acessíveis e replicáveis. Acesse AQUI os detalhes da chamada pública.

As propostas podem ser enviadas até às 18h do dia 31 de agosto de 2026. A iniciativa tem como objetivo fomentar a produção e a multiplicação de bioinsumos para uso próprio em unidades industriais ou semi-industriais, contribuindo na transição tecnológica e agroecológica dos sistemas produtivos. A proposta é tornar os bioinsumos mais acessíveis à agricultura familiar e fortalecer práticas sustentáveis de produção de alimentos.

R$ 2,4 bilhões para fortalecer sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis

Desde 2023, o BNDES já mobilizou mais de R$ 2,4 bilhões para iniciativas voltadas à construção de sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e inclusivos. O montante reúne R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), de R$ 1 bilhão em recursos mistos com apoio de organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES, mobilizados em ações que integram produção, acesso, abastecimento e consumo de alimentos.

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O que são bioinsumos

Bioinsumos são produtos de origem biológica, como microrganismos, predadores naturais de pragas, extratos vegetais ou enzimas, que promovem o crescimento, o desenvolvimento e a saúde de sistemas agrícolas, animais, aquícolas e florestais.

O BNDES Bioinsumos apoia categorias como inoculantes a partir de microrganismos isolados, bioestimulantes, microrganismos para controle de pragas, insetos para controle biológico, biofertilizantes produzidos a partir de biomassa vegetal, compostos farelados fermentados e compostagem de resíduos orgânicos, desde que combinada a outra categoria apoiável.

Texto: Isabella Melo, Ascom/MDA

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

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Reunião no MDIC reforça parceria estratégica entre Brasil e União Europeia

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O ministro substituto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone, recebeu nesta quinta-feira (7/5), em Brasília, uma delegação de deputados do Parlamento Europeu, chefiada por Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para as Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, e pela embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. A agenda contou também com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e foi voltada para o fortalecimento das relações comerciais e da cooperação bilateral para o desenvolvimento.

A reunião abordou temas relacionados ao comércio exterior, à integração econômica e ao diálogo institucional em áreas estratégicas para o aprofundamento da relação bilateral. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2025, a corrente de comércio entre o Brasil e o bloco europeu alcançou US$ 100 bilhões, o que representou 16% do comércio exterior brasileiro.

Durante o encontro, Zerbone destacou o caráter estratégico do acordo entre Mercosul e União Europeia para o desenvolvimento econômico, industrial e tecnológico do Brasil.

“O acordo foi finalizado pelo presidente Lula após mais de duas décadas de negociação e é uma peça central para o desenvolvimento do Brasil. O governo brasileiro entende o acordo não apenas como um instrumento comercial, mas também como uma iniciativa estratégica no cenário geopolítico”, afirmou.

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O ministro substituto ressaltou ainda os laços históricos e econômicos entre Brasil e Europa e o potencial de cooperação em setores estratégicos para a integração produtiva, a difusão tecnológica e o maior adensamento das cadeias de valor.

“A União Europeia é hoje o principal investidor no Brasil, com estoque de cerca de US$ 300 bilhões. O Brasil, por sua vez, representa aproximadamente 50% dos investimentos da América Latina no bloco europeu. Queremos construir um espaço de desenvolvimento conjunto, principalmente em áreas como transição ecológica, economia circular, setor farmacêutico, defesa, aviação, eletroeletrônico e economia digital”, disse.

Zerbone também afirmou que o governo federal pretende ampliar o alcance das oportunidades do acordo junto às empresas brasileiras, especialmente micro e pequenas, por meio de ações nos estados.

“É uma orientação do presidente Lula e do ministro Márcio Elias Rosa mobilizar a sociedade brasileira e as empresas para que participem efetivamente do acordo. Vamos iniciar um ciclo de caravanas pelos estados para levar informação, esclarecimento e apoio às empresas brasileiras”.

O acordo de livre comércio entre os dois blocos entrou em vigor no último dia 1º de maio. Ele cria uma área de livre comércio entre 31 países, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.

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“A visita ocorre em um momento histórico para as relações entre Mercosul e União Europeia. Reunimos representantes de diferentes países e correntes políticas do Parlamento Europeu justamente para aprofundar o conhecimento sobre o Brasil e avançar no diálogo sobre o acordo”, afirmou o deputado europeu Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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