JOGOS DE AZAR
Facção cobrava comerciantes e controlava caça-níqueis
Grupo mantinha uma espécie de controle paralelo na região, impondo cobranças a comerciantes locais, distribuindo drogas e jogos de azar
POLÍCIA
Uma célula de facção criminosa investigada por atuar com tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e exploração de jogos de azar no bairro Bom Pastor, em Rondonópolis, virou alvo de uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (7).
Segundo as investigações, o grupo mantinha uma espécie de controle paralelo na região, impondo cobranças a comerciantes locais, distribuindo drogas e administrando máquinas de jogos de azar usadas como fonte de arrecadação ilegal.
Ao todo, 10 suspeitos foram identificados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. Conforme a investigação, os integrantes tinham funções definidas dentro da organização criminosa. Um deles seria responsável por recolher e distribuir os valores obtidos com a venda de drogas, enquanto outros atuavam diretamente na entrega dos entorpecentes aos usuários.
Além do tráfico, a polícia apontou que a facção também lucrava com a exploração de jogos clandestinos. Durante as investigações, foram encontradas planilhas, cadastros e relatórios internos relacionados à distribuição e ao controle de máquinas caça-níqueis instaladas na região.
A apuração também revelou que comerciantes do bairro eram alvo de cobranças feitas pelo grupo criminoso. Segundo a delegada Anna Paula Marien, responsável pelo caso, a atuação da facção ia além da venda de drogas e buscava consolidar domínio territorial por meio da intimidação.
“Quando uma facção criminosa passa a cobrar valores de comerciantes locais, não estamos diante apenas de uma extorsão isolada. Estamos diante de uma tentativa clara de substituição do Estado, de imposição de poder paralelo e de domínio territorial por meio do medo”, afirmou.
As investigações apontam ainda que a célula do Bom Pastor tinha ligação direta com outro grupo criminoso alvo da Operação Impetus, realizada em maio de 2025, no bairro Jardim Tropical.
Na época, 38 ordens judiciais foram cumpridas contra integrantes da facção. A análise do material apreendido naquela operação levou os investigadores até os suspeitos identificados agora no Bom Pastor.
Na ação desta quinta-feira, foram expedidos 19 mandados judiciais, sendo oito de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. Todos os alvos estão em Rondonópolis. A operação mobilizou equipes de várias unidades da Polícia Civil no município.
A ofensiva faz parte das ações estaduais de combate às facções criminosas dentro do programa Tolerância Zero e também integra uma operação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça contra organizações criminosas em todo o país.
POLÍCIA
Facção movimentou R$ 2,8 milhões com drogas e apostas ilegais
Grupo investigado atuava em Mato Grosso e Goiás e usava dinheiro arrecadado para financiar atividades criminosas
A Polícia Civil, o Ministério Público de Mato Grosso, a Polícia Militar, a Penal e o sistema socioeducativo, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Barra do Garças, deflagraram, na manhã desta quinta-feira (07.05), a terceira fase da Operação “Tudo 2”.
A ação tem como objetivo combater uma facção criminosa que movimentou cerca de R$ 2,8 milhões em atividades ilegais nos estados de Mato Grosso e Goiás.
Ao todo, foram expedidas 40 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. As medidas são cumpridas simultaneamente em Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Novo São Joaquim e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Aragarças, em Goiás.
Segundo as investigações, os valores têm origem no tráfico de drogas, na cobrança de taxas internas da organização e em outras atividades ilícitas, como golpes virtuais, apostas em plataformas online e jogos de azar. O dinheiro arrecadado era utilizado para financiar as ações do grupo criminoso.
As investigações tiveram início após a segunda fase da operação, realizada em 24 de abril de 2025. Na ocasião, foram identificados líderes e demais integrantes responsáveis por gerenciar as atividades ilícitas e ocultar os recursos obtidos ilegalmente.
De acordo com o Gaeco, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e organização na arrecadação de valores. Durante as investigações, foi identificado que, em alguns casos, as movimentações financeiras eram realizadas por pessoas que recebiam benefícios sociais. Ao todo, os investigados movimentaram cerca de R$ 2,8 milhões em aproximadamente um ano.
A operação conta com o apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, através do 5º Comando Regional, da Polícia Judiciária Civil e Polícia Penal e da Polícia Militar de Goiás por meio do 47ª da PM de Aragarças-GO, que atuam de forma integrada no combate ao crime organizado na região.
O Gaeco é uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com a participação das polícias Civil, Militar e Penal, além do sistema socioeducativo.
O Ministério Público de Mato Grosso orienta que denúncias relacionadas à atuação de organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos canais 127 (Ouvidoria do MPMT) e 197 (Polícia Judiciária Civil).
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