BRASIL & MUNDO
CGU e PF apuram indícios de fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de verba pública no Ceará
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A Controladoria-Geral da União (CGU) participa, nesta quinta-feira (21/05), com a Polícia Federal (PF), da Operação Kingdom. As ações miram uma organização suspeita de crimes contra a administração pública, através de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro para desviar recursos públicos federais.
Apurações da CGU e da Polícia Federal indicam que o grupo atuava a partir do município de Jardim (CE), utilizando empresas de fachada e possíveis “laranjas” para direcionar contratos públicos e ocultar valores desviados. Também foram identificados indícios de cláusulas restritivas em licitações para favorecer empresas previamente escolhidas.
Uma das empresas investigadas teria feito uma movimentação financeira de R$290 milhões, com suspeitas de participação em esquemas de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, segundo os levantamentos da CGU e PF.
As empresas investigadas possuem contratos pagos com recursos públicos federais para a prestação de serviços de transporte escolar, locação de veículos, aração de terras e transporte de água em carro pipa. As instituições privadas obtiveram contratos com mais de 30 municípios nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, totalizando o recebimento de mais de R$32 milhões de órgãos contratantes, sendo R$15 milhões de origem federal, repassados às prefeituras.
Operação
São cumpridos 34 mandados de busca e apreensão nos municípios cearenses de Juazeiro do Norte, Jardim, Sobral, Barbalha, Aurora e Porteiras, e duas determinações judiciais de afastamento das funções públicas na prefeitura de Jardim. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).
O nome da operação significa reino, em inglês, em alusão à possível existência de vínculos familiares entre os investigados e o controle que o grupo exercia sobre os contratos públicos.
Como denunciar
A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias.
Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do sistema.
A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.
O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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Foz do Iguaçu e municípios do Oeste do Paraná recebem movimento agroecológico nacional, de 18 a 22 de maio
Entre os dias 18 e 22 de maio, Foz do Iguaçu e municípios da região Oeste do Paraná receberão representantes do movimento agroecológico de todo o país. A programação, que integra a Plenária Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), terá início com caravanas agroecológicas por rotas estratégicas, visitando territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e cooperativas que buscam a transformação dos sistemas agroalimentares.
Novos contratos do Ecoforte e apresentação do Mapear
Ao final do evento, na sexta-feira, haverá o lançamento da campanha Agroecologia nas Eleições 2026, com a apresentação da agenda do movimento agroecológico a integrantes do governo federal. Na ocasião, será apresentado o projeto Mapear, acompanhado pela solenidade de assinatura de novos contratos do programa Ecoforte com redes territoriais de agroecologia da região Sul e do Mato Grosso do Sul . O programa Ecoforte é o principal instrumento da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, e, nesta edição, terá o valor recorde de R$100 milhões, oferecidos pela Fundação Banco do Brasil (FBB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Será ainda anunciada a realização do 5° Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), que acontecerá em 2027,
O desafio da Agroecologia nas Eleições 2026
A campanha Agroecologia nas Eleições 2026 propõe colocar a agenda agroecológica no centro do debate eleitoral, a partir de pautas concretas construídas pelo movimento para orientar o compromisso das candidaturas. Sob coordenação da ANA, a iniciativa levará ao eleitorado informações claras sobre o papel da agroecologia no enfrentamento de desafios do nosso tempo, como as crises dos alimentos, da segurança, do clima e da biodiversidade. Ao mesmo tempo, vai oferecer instrumentos para formalizar esses compromissos, contribuindo para que eleitoras e eleitores possam avaliar e escolher candidaturas alinhadas a práticas agroecológicas.
Caravanas
As caravanas agroecológicas percorrerão sete rotas, visitando 36 comunidades.. As rotas apresentam um mosaico de experiências que demonstram como a agroecologia atua como ferramenta de transformação social, produtiva e ambiental em diversos contextos. A proposta é promover conexão e troca de saberes com uma grande diversidade de iniciativas que englobam novas tecnologias sociais, agroindústrias protagonizadas por jovens e mulheres, compostagem comunitária, uso da homeopatia na transição agroecológica, práticas como sistemas de rotação de culturas, manejo de solos e diversificação produtiva, políticas públicas para aquisição de merenda escolar orgânica, moinho ecológico e, até, uma visita a Rio Bonito do Iguaçu, onde a agroecologia busca seu papel na reconstrução do município, após a passagem do tornado em novembro do ano passado.
Conheça as rotas:
Rota 01 – Diversidade Urbana e Comunitária: focada em iniciativas locais, inclui a prática da compostagem comunitária em território indígena, visita a quilombo urbano, terreiro de matriz africana com culinária tradicional e feira agroecológica, destacando a inclusão produtiva na tríplice fronteira.
Rota 02 – Resistência e Território: apresenta o contraste entre a monocultura de soja e a resistência de comunidades, experiências de agroindústria certificada e produção de orgânicos em assentamentos.
Rota 03 – Resiliência Climática e Gênero: a rota aborda a agroecologia como resposta à crise climática e o papel central das mulheres e da juventude neste cenário, além de apresentar espécies de frutas nativas e o cuidado com as sementes da juçara.
Rota 04 – Tecnologias Sociais e Políticas Públicas: destaca o uso de homeopatia na transição agroecológica, práticas como sistemas de rotação de culturas, manejo de solos, diversificação produtiva, produção de grãos orgânicos, produção de mandioca, manejo de plantas espontâneas e plantio direto. Destaca também a mecanização agrícola adaptada para a produção de grãos e para a agricultura familiar e a agroecologia como política pública.
Rota 05 – Conflitos e Modos de Vida: mostra a luta de comunidades indígenas para permanecer no local, a valorização e a preservação da cultura e espiritualidade desses povos, além dos impactos do uso de agrotóxicos em áreas vizinhas.
Rota 06 – Inovação e Gênero: foca no protagonismo de mulheres através de agroindústrias de panificação e massas e iniciativas de comercialização que apresentam alternativas sustentáveis dentro do cenário do agronegócio regional.
Rota 07 – Caminho das Águas e Saberes Transfronteiriços: a rota apresenta o cinema alternativo como ferramenta para difundir temas socioambientais e agroecológicos, a capacitação de mulheres com a permacultura e o manejo de mini-agroflorestas, e um modelo de produção de alimentos em tanques-rede. O percurso aborda também o resgate de saberes ancestrais, a valorização da biodiversidade e o uso alimentar de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) em áreas de reserva natural.
Fonte: Secretaria-Geral
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