BRASIL & MUNDO
Ministério do Turismo divulga lista de agências credenciadas para atender turistas chineses no Brasil
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O Ministério do Turismo divulgou nesta segunda-feira (27) o resultado do chamamento público extraordinário aberto no mês passado para o cadastramento de agências de turismo interessadas em atuar no planejamento e na recepção de turistas chineses no Brasil. Ao todo, 299 empresas efetuaram o cadastramento.
A medida, que busca qualificar a oferta turística nacional de olho nesse mercado estratégico, acontece no momento em que o Brasil estuda adotar a política de reciprocidade de exigência de visto. Desde o ano passado, a China não exige o visto de turistas brasileiros. As agências habilitadas terão validade de um ano para atuação.
No total, 325 agências estão aptas, hoje, a oferecer o serviço. Outras empresas que estavam habilitadas em editais anteriores tiveram o cadastro renovado – para essas, especificamente, não era necessário aderir ao chamado extraordinário lançado em março.
Acesse AQUI a lista de agências selecionadas.
Entenda
A iniciativa é prevista em um Memorando de Entendimento assinado no ano de 2004 pelo Ministério do Turismo e o Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China.
Conforme o acordo entre os dois países, cabe à parte brasileira designar ou recomendar agências nacionais que serão responsáveis por organizar viagens em grupo de visitantes chineses ao Brasil.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou a quantidade de estabelecimentos que seguem interessados em atrair chineses para o Brasil.
“É um mercado estratégico e muito importante, que pode levar o turismo brasileiro a um outro patamar. Estamos intensificando nossos esforços de olho na China, em um momento em que há um grande fortalecimento na relação bilateral entre os dois países”, afirmou o ministro.
O credenciamento das agências faz parte do Programa ADS China (“Approved Destination Status”, em inglês), que regulamenta a recepção de turistas chineses em viagens internacionais de grupos.
O resultado divulgado nesta segunda mostra que a quantidade de empresas interessadas no mercado chinês segue praticamente no mesmo patamar dos editais anteriores.
A chamada pública exigiu que as empresas interessadas estivessem regularmente inscritas no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), além de aceitar os termos de responsabilidade.
Os estabelecimentos selecionados atuarão, por exemplo, na disponibilização de linhas de atendimento telefônico para consulta e assistência em caso de emergência para turistas chineses, além de um guia de turismo para cada grupo de chineses em viagem ao Brasil.
Mercado estratégico
A atração de turistas da China ao Brasil será tratada durante o Salão do Turismo, principal evento do setor no país, que neste ano acontece de 7 a 9 de maio em Fortaleza, no Ceará.
No evento, um seminário sobre o Ano Cultural Brasil-China 2026 vai reunir especialistas e representantes do setor com o objetivo de apresentar aspectos estratégicos do mercado chinês, incluindo conectividade, cultura, gastronomia, tecnologia e barreiras linguísticas.
O seminário está marcado para o dia 8 de maio (sexta-feira), às 10h, dentro das atividades do Salão. Após a conferência, haverá um debate entre os participantes, a fim de aprimorar a experiência dos turistas chineses no Brasil.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas reforça luta por direitos e valorização da categoria
Celebrado em 27 de abril, o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas evidencia tanto conquistas históricas quanto os desafios enfrentados por milhões de mulheres no Brasil. A data, inspirada em Santa Zita, considerada padroeira da categoria, também convida à reflexão sobre a valorização e as condições de trabalho dessas profissionais.
No país, o trabalho doméstico é a ocupação de cerca de 5,8 milhões de pessoas, sendo 92% mulheres e 61,5% mulheres negras, segundo dados da Secretaria Nacional de Cuidados e Família. Trata-se da principal atividade que emprega mulheres no Brasil, especialmente aquelas com baixa escolaridade e oriundas de famílias de baixa renda. Apesar dessa relevância, a categoria ainda convive com altos índices de informalidade, que atingem cerca de 70% das trabalhadoras, de acordo com o Instituto Doméstica Legal.
A precarização também se reflete na renda: em 2024, o salário médio foi de R$1.189, abaixo do salário mínimo vigente à época. Além disso, as trabalhadoras domésticas constituem o maior grupo profissional dentro da força de trabalho de cuidado remunerado no país, mas seguem expostas à desproteção social, trabalhista e previdenciária, além de situações de invisibilidade e, em casos extremos, trabalho análogo à escravidão.
Diante desse cenário, avançam debates sobre políticas públicas voltadas à categoria, com foco na ampliação da formalização, na qualificação profissional e no fortalecimento da participação dessas mulheres nos espaços de controle social. Essas iniciativas têm sido construídas de forma coletiva, considerando as dimensões de gênero e raça que atravessam a realidade do trabalho doméstico.
Mais do que uma data comemorativa, o 27 de abril reforça a urgência de medidas que garantam reconhecimento, direitos e melhores condições de vida para mulheres que desempenham papel fundamental no cuidado e na sustentação dos lares brasileiros.
Política Nacional de Cuidados
A Política Nacional de Cuidados, instituída pela Lei nº 15.069 e sancionada em dezembro de 2023, é uma iniciativa do Governo Federal que busca reorganizar o cuidado no Brasil, com impacto direto na realidade das trabalhadoras domésticas. Aprovada por unanimidade no Senado, a política foi construída de forma interministerial, com a participação de 20 ministérios, sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e do Ministério das Mulheres, em diálogo com estados, municípios, Distrito Federal, sociedade civil, setor privado e organismos internacionais.
A política reconhece o cuidado como um direito de todas as pessoas, o direito de cuidar, ser cuidado e ao autocuidado, e estabelece que sua implementação ocorrerá de forma gradual, por meio de um Plano Nacional de Cuidados. Entre seus principais objetivos está a promoção do trabalho decente no setor de cuidados, com garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, além da ampliação de oportunidades de formação e qualificação profissional.
Nesse contexto, as trabalhadoras domésticas são um público central, a política busca enfrentar a informalidade, a baixa remuneração e a desproteção social que ainda marcam a categoria, ao mesmo tempo em que propõe valorizar e profissionalizar o trabalho doméstico e de cuidados. Ao reconhecer essas trabalhadoras como parte fundamental da estrutura de cuidado no país, a iniciativa também contribui para reduzir desigualdades de gênero e raça e ampliar a autonomia econômica dessas mulheres.
Fórum para Diálogo com Trabalhadoras Domésticas Remuneradas
O Fórum para Diálogo com Trabalhadoras Domésticas Remuneradas tem como objetivo o fortalecimento da participação das trabalhadoras domésticas nos espaços de controle social tem sido apontado como essencial para garantir que suas demandas influenciam políticas públicas. A agenda também inclui ações de formação e qualificação profissional, além do debate sobre estratégias para ampliar a formalização no setor.
Outro ponto central é a construção de subsídios que considerem as dimensões de gênero e raça, contribuindo para políticas mais eficazes. As discussões também avançam na promoção do trabalho digno, com foco na garantia de direitos e melhores condições para essas trabalhadoras.
PEC das Domésticas
A chamada PEC das Domésticas (Emenda Constitucional nº 72/2013) representou um marco na garantia de direitos para a categoria ao estabelecer a igualdade de condições trabalhistas entre trabalhadoras domésticas e os demais trabalhadores. A medida definiu, por exemplo, a jornada de até oito horas diárias e 44 semanais, além de assegurar direitos como salário-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria e pensão por morte.
Em 2015, esses avanços foram regulamentados pela Lei Complementar nº 150, que detalhou e ampliou as garantias para a categoria. A legislação tornou obrigatório o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por parte dos empregadores e assegurou direitos como seguro-desemprego, salário-família, adicional noturno e pagamento de horas extras, além de indenização em caso de demissão sem justa causa.
Historicamente marcada pela informalidade e pela exclusão de direitos, a categoria passou, a partir dessas medidas, a contar com um conjunto mais amplo de proteções trabalhistas e previdenciárias. Ainda assim, a efetivação desses direitos segue como um dos principais desafios, diante dos altos índices de informalidade que persistem no setor.
Fonte: Ministério das Mulheres
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