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MDHC participa de homenagem aos 75 anos de Mãe Bernadete e reafirma compromisso com a proteção de lideranças quilombolas
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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, no domingo (14), do ato em homenagem aos 75 anos de nascimento de Mãe Bernadete Pacífico, realizado no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA). A pasta foi representada pela Secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Tassiana Carvalho, em atividade promovida em parceria com o Instituto Mãe Bernadete.
A cerimônia relembrou a trajetória de luta e resistência de uma das mais importantes lideranças quilombolas do país. Durante mais de três décadas, Mãe Bernadete dedicou sua vida à defesa dos direitos do povo quilombola da Bahia, tornando-se referência nacional na proteção dos territórios tradicionais e dos direitos humanos. O ato também prestou homenagem a Binho do Quilombo, filho de Bernadete, assassinado em 2017.
Ao abrir sua fala, Tassiana Carvalho destacou a importância da família na preservação da memória e do legado da líder quilombola: “Hoje não estamos aqui apenas para lembrar Mãe Bernadete. Estamos aqui para afirmar que a vida dela segue presente. Presente na história deste quilombo, na força de sua família, na espiritualidade que ela carregava, na defesa do território e na coragem de quem nunca deixou de lutar por sua comunidade”.
A secretária também reforçou o compromisso do Governo Federal com a proteção de defensoras e defensores de direitos humanos e com o enfrentamento à violência contra lideranças comunitárias: “Não há justiça verdadeira sem combate à impunidade. Cada crime contra uma liderança quilombola precisa ter resposta. Cada família precisa ter o direito de ser ouvida. Cada comunidade precisa saber que sua vida importa para o Estado brasileiro”.
A representante do MDHC destacou que o fortalecimento das políticas públicas de proteção, a garantia da não repetição e o combate às causas estruturais da violência são fundamentais para assegurar a segurança de lideranças quilombolas, indígenas, religiosas, ambientais e comunitárias em todo o país.
Ao encerrar sua participação, Tassiana Carvalho reafirmou a importância da continuidade da luta conduzida por familiares e lideranças da comunidade. A secretária reconheceu o papel desempenhado por Wellington Pacífico, filho de Mãe Bernadete, na preservação da memória da mãe e de Binho do Quilombo, e ressaltou que o legado deixado por ambos permanece vivo na defesa dos direitos dos povos quilombolas.
Cultura e memória
Além das homenagens, a programação contou com a participação de lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais e instituições públicas, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), a Defensoria Pública do Estado da Bahia, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades), reforçando o compromisso coletivo com a promoção dos direitos humanos e a proteção das comunidades quilombolas.
O tributo contou ainda com apresentações culturais, oficinas de artesanato e uma Feira da Agricultura Familiar, promovendo a valorização dos saberes tradicionais, da cultura quilombola e das formas de geração de renda desenvolvidas pelas comunidades do território.
Reconhecida nacionalmente por sua atuação em defesa dos direitos das comunidades quilombolas, Mãe Bernadete tornou-se símbolo da luta pela garantia dos direitos territoriais, pela proteção das lideranças tradicionais e pelo fortalecimento da identidade e da cultura afro-brasileira. Sua memória permanece como referência para a promoção da justiça, da reparação e da proteção dos povos e comunidades tradicionais em todo o Brasil.
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Texto: E.G.
Edição: G.O.
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Semana Nacional da Agricultura Irrigada destaca papel da água na produção de alimentos
Brasília (DF) – Celebrado em 15 de junho, o Dia Nacional da Agricultura Irrigada reforça a importância de uma atividade estratégica para a produção de alimentos, a segurança hídrica e o desenvolvimento regional sustentável. Para marcar a data, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), promove, entre os dias 15 e 19 de junho, a Semana Nacional da Agricultura Irrigada. Instituída em 2024, a data passou a integrar o calendário oficial brasileiro como forma de reconhecer a contribuição da irrigação para o presente e o futuro do país. A abertura oficial ocorreu nesta segunda-feira (15), durante sessão solene realizada no Senado Federal. O encontro reuniu representantes do Governo Federal, parlamentares, instituições de pesquisa, entidades do setor produtivo e especialistas ligados à agenda da irrigação no Brasil.
Durante a solenidade, o secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, destacou que o Dia Nacional da Agricultura Irrigada representa mais do que uma celebração simbólica. “O Dia Nacional da Agricultura Irrigada constitui um marco importante para o país, pois, mais do que uma data comemorativa, representa o reconhecimento institucional da importância estratégica da agricultura irrigada para o presente e para o futuro”, observou.
O secretário também ressaltou o papel da irrigação como instrumento de desenvolvimento e inclusão produtiva. “A agricultura irrigada ocupa uma posição singular no conjunto das políticas públicas nacionais. Poucas agendas possuem a capacidade de conectar simultaneamente segurança hídrica, segurança alimentar, geração de emprego e renda, desenvolvimento regional, adaptação às mudanças climáticas e inclusão produtiva”, pontuou Vieira.
Representando a Comissão Nacional de Irrigação da CNA, o presidente David Schmidt defendeu a relevância da irrigação para a segurança alimentar e para a posição do Brasil no cenário global. “A irrigação é uma tecnologia que transforma a realidade. O Brasil passou não apenas a garantir a soberania alimentar do seu povo, mas também a exportar excedentes e ajudar a alimentar o mundo”, declarou.
Ao longo da semana, a programação prevê debates sobre gestão integrada da água, soluções baseadas na natureza, adaptação climática, revitalização de bacias hidrográficas, inovação tecnológica e instrumentos de fortalecimento da agricultura irrigada. Entre os destaques estão o 4º Workshop CNA-MIDR, a reunião da Câmara Técnica-Setorial de Produção Irrigada, webinários temáticos e uma demonstração de campo do Projeto Laboratório Móvel de Irrigação (LMI).
Presente no evento, o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, reforçou a importância de disseminar o tema e a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a atividade e combater desinformações relacionadas ao setor. “Irrigação é bom, e é preciso dizer isso. Essa data é importante porque traz o assunto para o debate e mostra como a irrigação contribui para a produção de alimentos, para o desenvolvimento social e para a gestão eficiente da água”.
Modernização e expansão
Já o secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, destacou o potencial transformador dos investimentos em infraestrutura hídrica e irrigação, especialmente no Nordeste brasileiro. “O Nordeste deve ser visto como o principal exemplo de transformação de uma agenda de segurança hídrica em um vetor de desenvolvimento socioeconômico”.
A SNFI atua na estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões para modernizar e ampliar a infraestrutura de irrigação no país. O principal instrumento de financiamento dessa estratégia é o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS).
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional



