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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
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Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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Fórum Brasileiro Moradia e Clima debate habitação como eixo central da prevenção e da justiça climática no país
A secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Tassiana Carvalho, participou, nesta quinta-feira (11), do 1º Fórum Brasileiro Moradia e Clima, promovido pela TETO Brasil e pelo Fundo FICA, no Memorial Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (UnB), em Brasília (DF).
Com o tema “Habitação como Pilar Central da Justiça Climática e da Resiliência Urbana”, a iniciativa teve como objetivo ampliar o debate político nacional sobre a moradia como eixo central da prevenção, da justiça climática e do enfrentamento das desigualdades urbanas, destacando os impactos enfrentados por populações que vivem em assentamentos informais, áreas de risco, periferias e em situação de rua.
Em sua fala de abertura, a secretáriaTassiana Carvalho destacou que a discussão sobre habitação não pode ser dissociada da agenda dos direitos humanos, especialmente diante dos impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas sobre as populações mais vulnerabilizadas.
“Toda pessoa precisa de um lugar seguro e digno para viver. Quando falamos do direito à moradia, falamos também dos impactos das mudanças climáticas nos territórios onde as pessoas vivem. Esses impactos se manifestam de forma diferente para cada população e acabam aprofundando desigualdades”, afirmou.
A secretária ressaltou que pessoas em situação de rua enfrentam dificuldades para acessar políticas de acolhimento e reparação justamente pela ausência de endereço fixo.
Durante a apresentação, Tassiana destacou iniciativas do MDHC para ampliar o atendimento à população em situação de rua, como os centros que compõem a Rede de Cidadania PopRua, oferecendo serviços de higiene, acolhimento, orientação e encaminhamento para políticas públicas em diferentes regiões do país.
A secretária anunciou ainda que o MDHC trabalha no lançamento do Centro Nacional de Defesa da População em Situação de Rua, previsto para o segundo semestre deste ano. A iniciativa pretende reunir e sistematizar denúncias de violações de direitos para subsidiar políticas públicas mais efetivas voltadas a esse público.
“Precisamos reconhecer que a população em situação de rua é sujeito de direitos. A política habitacional é parte essencial dessa discussão e deve ocupar um lugar central nas estratégias de proteção social e de enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas”, concluiu.
Participaram também da abertura a diretora-presidente do Fundo FICA, Simone Gatti; a diretora da ONG TETO Brasil, Camila Jordan; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Marta Machado; o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Adalberto Félix Maluf Filho; o diretor regional da ONU-Habitat, Elkin Velasquez; além dos representantes da Caixa Econômica Federal, Marcelo Brasil, e da Fundação Banco do Brasil, Rogério Miziara.
Compromisso
A diretora de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua do MDHC, Maria Luiza Burgareli Laia Gama, também integrou uma das mesas temáticas do encontro, intitulada “Moradia Primeiro (Housing First): Construção de Autonomia como Proteção Climática”.
Como resultado do evento, será elaborado um documento, intitulado “Policy Brief sobre Moradia e Clima”, que reunirá evidências, experiências territoriais e recomendações para subsidiar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de respostas sistêmicas orientadas pela justiça social diante da crise climática.
O material será apresentado a tomadores de decisão, instituições federais e atores políticos com o objetivo de influenciar compromissos públicos que reforcem a moradia como componente central da resposta climática brasileira.
Leia também:
Texto: P.V.
Edição: G.O.
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