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MGI realiza sorteio público para definir a ordem de rodízio entre especialidades na alocação dos aprovados para Analista de Infraestrutura (AIE)
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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) realiza, nesta terça-feira (16/6), às 14h30, o sorteio público que definirá a ordem de rodízio entre as especialidades da carreira de Analista de Infraestrutura (AIE) para fins de alocação inicial. O evento acontece no auditório do Bloco K da Esplanada dos ministérios em Brasília e terá transmissão ao vivo no canal do Youtube do MGI.
A iniciativa tem como objetivo garantir transparência, publicidade e isonomia na definição da ordem de rodízio entre as especialidades.. A ordem de alocação dos candidatos será determinada pela classificação no concurso, observada a alternância e proporcionalidade entre as modalidades de concorrência, a preferência geral para pessoas com deficiência, e o interesse público. O sorteio define exclusivamente a ordem em que as quatro especialidades serão intercaladas nesse processo.
Durante a sessão, serão apresentadas e conferidas publicamente as quatro listas de participantes do procedimento. Em seguida, será realizado sorteio que define a ordem necessária ao processamento dessas listas para fins de alocação dos candidatos. Essa ordem será divulgada de imediato.
O sorteio será conduzido de forma aberta e auditável. Serão dispostos em uma urna transparente 4 papéis, cada um contendo o código e a especialidade de cada lista: – B1-08-A – Analista de Infraestrutura (AIE) – Arquitetura; B1-08-B – Analista de Infraestrutura (AIE) – Engenharia Civil; B1-08-C – Analista de Infraestrutura (AIE) – Engenharia Elétrica, Eletrônica, Telecomunicações, Eletrotécnica ou Energia; e B3-06-A– Analista de Infraestrutura (AIE)– Geociências. Após conferência, o sorteio terá início com a retirada de um papel por vez de dentro da urna, definindo, assim a ordem do rodízio.
A coordenação e a execução do processo serão realizadas pela Diretoria de Carreiras Transversais (Dicat) da Secretaria-Executiva do MGI, à qual compete gerir e supervisionar as carreiras transversais no âmbito da administração pública federal.
A realização do sorteio público reforça o compromisso institucional do MGI com a transparência dos atos administrativos, a ampla publicidade dos procedimentos e a igualdade de tratamento entre todos os candidatos envolvidos no processo de alocação inicial da carreira de Analista de Infraestrutura.
Como funcionará a alocação
O primeiro grupo de pessoas aprovadas para a carreira de Analista de Infraestrutura (AIE) teve oportunidade de manifestar interesse sobre o local de exercício inicial durante a última semana. As regras que estabeleceram o procedimento de manifestação de interesse foram publicadas na Portaria DICAT/ SE/ MGI 4.683.
A partir da informação das preferências das pessoas aprovadas, a alocação ocorrerá da seguinte maneira:
a) Serão organizadas inicialmente quatro listas, uma para cada especialidade referenciada acima. Cada lista será ordenada pela classificação final no certame, observada a alternância e a proporcionalidade para as modalidades reservadas. Após essa ordenação, cada candidato receberá um número de posição dentro da sua lista, começando em 1 para o mais bem classificado.
b) As quatro listas serão então reunidas em uma lista única. Essa lista será ordenada pelo número de posição atribuído a cada candidato, de modo que candidatos de mesma posição em especialidades diferentes fiquem agrupados.
c) Os candidatos PCD terão preferência geral, sendo posicionados no topo da lista única, mantida entre si a mesma lógica de ordenação.
d) Quando dois ou mais candidatos possuírem o mesmo número de posição, a ordem entre eles será definida pelo resultado do sorteio, com uma especialidade sorteada primeiro tendo prioridade sobre uma sorteada posteriormente.
e) É gerada uma nova ordem de candidatos, conforme os passos acima.
Diante dessa nova ordem, os candidatos serão alocados conforme sua preferência e desde que exista vaga disponível: o primeiro candidato irá para o seu local mais preferido e os demais irão para o local de maior preferência desde que ainda exista vaga após a alocação dos candidatos mais bem posicionados.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social
Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).
O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.
O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.
“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”
Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”
A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.
Eixos e propostas
Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).
Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.
Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.
Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.
A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.
“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.
O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.
“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.



