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MIDR realiza visita técnica a Uiraúna (PB) para acompanhar assistência às famílias após ocorrência no Ramal do Apodi
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Brasília (DF) – O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) realizou, nesta segunda-feira (29), uma reunião com a prefeita de Uiraúna (PB), Leninha Romão, para detalhar as providências adotadas após a ocorrência registrada no último dia 23 nas obras do Ramal do Apodi, empreendimento do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). Participaram do encontro o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, o diretor do Departamento de Projetos Estratégicos, Bruno Cravo, representantes da prefeitura, da engenharia consultiva e das empresas responsáveis pela execução da obra e pela execução das ações ambientais.
“O Governo Federal está acompanhando cada etapa desse processo para assegurar que as famílias sejam atendidas e que todas as medidas necessárias sejam adotadas com transparência e responsabilidade”, afirmou o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira.
A coordenadora-geral de Programas Ambientais da SNSH, Elianeiva Odísio, detalhou as ações práticas que foram alinhadas. “Tratamos do compromisso que o Ministério assumiu de reparar todas as casas e também indenizar todos os aparelhos domésticos, móveis e utensílios atingidos pelos estilhaços do incidente. Também informamos que o acesso à água para quem mora às margens do canal deve ser articulado junto à AESA”, explicou.
Além das medidas de reparação, ficou definida a realização de duas reuniões institucionais — uma na Paraíba e outra no Rio Grande do Norte — para orientar os municípios sobre os procedimentos de acesso às águas do PISF. Uiraúna se colocou à disposição para sediar o encontro na Paraíba. A reunião também tratou dos preparativos para a visita do presidente da República à região, agendada para o dia 2 de julho.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
BRASIL & MUNDO
Diálogo entre Brasil e Guiné-Bissau fortalece cooperação em segurança alimentar e nutricional
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) recebeu, nesta segunda-feira (22.06) uma comitiva composta por 22 integrantes, entre mulheres agricultoras, pesquisadoras, técnicas e profissionais vinculadas (os) a iniciativas comunitárias, projetos de desenvolvimento territorial e agroecologia de Guiné-Bissau e do Brasil. A visita técnica teve como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas pelo conselho e esclarecer dúvidas sobre sua atuação. A reunião foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
A visita ao Consea compõe um conjunto de atividades do intercâmbio internacional “Diálogos e saberes ancestrais: caminhos entre a Guiné-Bissau e o Brasil” e faz parte das ações do projeto de pesquisa Ecossistemas, coordenado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). O grupo foi recebido pela presidenta do Consea, Elisabetta Recine; pela secretária-executiva do conselho, Marília Leão; e pela assessora Aline Figueiredo.
Durante a visita, as (os) participantes conheceram a estrutura do Consea, as formas de incidência da participação social e as principais atualizações relacionadas às atividades do conselho, entre elas a realização do Encontro + 2 Anos, ocorrido no início de junho.
Protagonismo feminino no fortalecimento da segurança alimentar
Elisabetta Recine ressaltou a relevância da iniciativa, que tem como foco o protagonismo feminino, e apresentou exemplos de ações lideradas por mulheres que contribuem para a segurança alimentar e nutricional no país, dentre elas, Elisabetta citou os programas: Quintais Produtivos e Cozinha Solidária.
“O Brasil tem uma agenda de segurança alimentar e nutricional que é sustentada muito pelo trabalho realizado pelas mulheres, seja no campo, seja nas cidades. Muitas políticas públicas brasileiras são experiências que nasceram na sociedade civil por mulheres. Esse momento é para nós uma honra e uma grande oportunidade de troca de experiências. A nossa força se multiplica quando compartilhamos conhecimentos”, concluiu.
Integrantes da comitiva relataram como o Consea contribuiu para sua formação profissional e destacaram o caráter enriquecedor da visita.
A engenheira agrônoma e mestre em desenvolvimento territorial, Renata Oliveira, afirmou que conheceu o Consea ainda durante sua graduação, quando foi convidada a desenvolver atividades relacionadas à segurança alimentar e nutricional.
“O conhecimento compartilhado pelo Consea me permitiu ter uma formação mais completa e por meio das orientações recebidas também pude contribuir para a melhoria das comunidades no meu entorno”, relatou.
O protagonismo feminino no meio rural tem papel relevante em Guiné-Bissau. Segundo relatório elaborado pelo Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social do país, do ano de 2025, as mulheres representam 51,1% da mão de obra empregada nas atividades agropecuárias, de caça e de apoio.
A guineense Leodinilde Caetano, graduada em agronomia pela UNILAB, utiliza o conhecimento adquirido em solo brasileiro para contribuir com as atividades desenvolvidas por suas compatriotas.
Após concluir a graduação no campus sede da universidade, localizado no município de Redenção (CE), ela retornou a Guiné-Bissau, onde atua com organizações de mulheres produtoras.
“A busca da segurança para as mulheres de modo geral, começa pelo campo”, afirmou.
A agrônoma também destacou a importância de entender mais sobre a atuação do conselho.
“Conhecer o Consea de perto é uma honra e agrega muito no nosso conhecimento e a todos os profissionais que tenham como meta trabalhar pela segurança alimentar e nutricional”, declarou.
As atividades iniciadas em Brasília, terão continuidade no município de Cavalcante (GO) até a próxima sexta-feira (26). Estão previstas rodas de conversa, visitas a experiências tradicionais e compartilhamento de conhecimentos que abrangem produção de alimentos, artesanato e à soberania e segurança alimentar e nutricional, com foco no protagonismo feminino e comunitário.
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Fonte: Secretaria-Geral
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