Geral
Ministro Luiz Marinho entrega certificação em Inteligência Artificial a jovens aprendizes em Itaguaí (RJ)
Geral
Ao celebrar com estudantes do ensino público do município de Itaguaí, na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, o Dia Nacional do Jovem Trabalhador, na tarde desta sexta-feira (24), no Clube Militar, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, entregou ao grupo de jovens aprendizes formandos do projeto “Alternativa Jovem Itaguaiense” a certificação da Trilha de Inteligência Artificial para Estudantes, realizada via plataforma Caminho Digital, do programa Escola do Trabalhador 4.0 do MTE. Na oportunidade, os jovens formados pelo projeto em Itaguaí assinaram, com o Centro Integrado Empresa-Escola (CIEE) e a prefeitura local, o Termo de Contrato de Aprendizagem, levantando, na presença do ministro, as Carteiras de Trabalho devidamente assinadas, em um momento simbólico de posse.
“Valorizem o aprendizado. Aqui tem início a vida profissional de vocês. O conhecimento nunca é demais, e a aprendizagem proporcionada durante o processo de estágio será para toda a vida”, ressaltou o ministro durante a abertura do Fórum Fluminense de Secretários e Gestores do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (Fortrab), um espaço de diálogo, construção coletiva e fortalecimento de políticas públicas voltadas à geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável.
O fórum proporcionou, junto com o CIEE, a Superintendência Regional do Trabalho no RJ e a Secretaria Municipal de Trabalho, a inserção dos jovens aprendizes nos cursos e sua certificação pela Escola do Trabalhador 4.0, uma parceria do MTE com a Microsoft para propiciar qualificação profissional e inclusão digital à juventude. “O programa de aprendizagem ficou estagnado durante governos passados, mas agora estamos retomando a política. Celebramos a inclusão de mais de 780 mil aprendizes, sendo 76 mil deles no Rio. Executar política pública não depende só do dever do gestor público; é preciso vontade política e cobrança da sociedade”, salientou o ministro aos estudantes e às entidades públicas e privadas presentes no evento.
A Escola do Trabalhador 4.0 do MTE, destacou o ministro, está disponível para qualquer prefeitura que queira oferecer aos jovens mais de 40 trilhas e 200 cursos na área digital disponíveis na plataforma. “São cursos que vão desde o letramento digital à programação e que vão oferecer aos jovens uma oportunidade única de se profissionalizar e de se preparar para o mercado de trabalho. Em Itaguaí foram 30 aprendizes; se multiplicarmos isso por várias prefeituras, chegaremos a um número considerável de jovens”, afirmou Luiz Marinho.
Subiram ao palco para receber das autoridades o certificado de conclusão do curso de Inteligência Artificial da Escola do Trabalhador 4.0 Layla Pereira de Miranda, Rychard Jacintho de Oliveira, Milena da Silva Ferreira, Isac Passos Fortunato Fernandes e Nathalia Tupinambá Júlio de Matos, que falou em nome do grupo de formandos, agradecendo a todos pela oportunidade de formação e inserção no mercado de trabalho.
Geral
Diálogos SNIIC debate desafios do cálculo do PIB da Cultura e anuncia novos boletins de dados do MinC
A 7ª edição dos Diálogos SNIIC, realizada na tarde desta sexta-feira (24), colocou no centro do debate um dos temas mais estratégicos para o campo cultural: a mensuração do Produto Interno Bruto (PIB) da Cultura. O encontro, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), reuniu especialistas da Firjan, Fundação Itaú e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para discutir metodologias, desafios e caminhos possíveis para qualificar os indicadores do setor.
Durante a abertura, a subsecretária de Gestão Estratégica do MinC, Letícia Schwarz, enfatizou que compreender os mecanismos por trás dos dados é essencial para o avanço das políticas públicas. “Se a gente quer impactar o PIB da cultura, a gente precisa, cada um de nós, entender quais alavancas podemos puxar”, explicou. Ela também ressaltou que o papel da cultura vai além de seu valor simbólico: “A cultura importa não só pela emancipação e cidadania, mas também pelo seu papel econômico no desenvolvimento”.
O debate evidenciou que não há uma única forma de calcular o PIB da cultura — e que as escolhas metodológicas impactam diretamente os resultados. Diferenças na seleção de atividades, nas bases de dados e nas formas de mensuração explicam por que estudos distintos chegam a números variados sobre a participação da cultura na economia brasileira.
Representando a Firjan, Paulo Vitor Ramalho apresentou o Mapeamento da Indústria Criativa 2025, destacando a transversalidade do setor. “Quase 80% dos profissionais criativos atuam fora do setor criativo, mostrando sua transversalidade”, informou. Segundo o estudo, o chamado PIB criativo representou cerca de 3,59% do PIB nacional em 2023, com base na massa salarial. Ramalho ponderou, no entanto, que os números devem ser lidos com cautela: “O PIB criativo é uma aproximação, não um valor exato, toda metodologia é imperfeita”.
Na mesma linha, Esmeralda Macana, da Fundação Itaú, reforçou a necessidade de múltiplas abordagens para compreender o setor. “Abordagens metodológicas diferentes levam a resultados diferentes – por isso o diálogo é essencial”, declarou. A pesquisa apresentada pela instituição estima que a economia criativa movimentou R$ 280 bilhões em 2020, o equivalente a 3,11% do PIB brasileiro. Esmeralda também chamou atenção para desigualdades estruturais. “As desigualdades dentro da economia criativa são ainda maiores que no resto da economia brasileira”, completou.
Já os pesquisadores Leonardo Athias e João Hallak trouxeram a perspectiva do IBGE, com um exercício metodológico que opta por utilizar o termo “contribuição econômica da cultura” em vez de PIB, por rigor conceitual. “PIB é conceito de Contas Nacionais e exige harmonizações e procedimentos específicos”, reforçou Athias.
A estimativa apresentada pelo estudo se baseia no Valor Adicionado Bruto (VAB) de um recorte mais específico das atividades culturais, indicando participação de cerca de 1,05% em relação ao PIB em 2023. A abordagem mais restrita ajuda a evidenciar como diferentes delimitações do que é considerado cultura impactam diretamente os resultados.
O contraste entre os números evidenciou um ponto central do encontro: a necessidade de harmonização conceitual e avanço na produção de dados oficiais. Para a coordenadora-geral de Informações e Indicadores Culturais da SGE, Sofia Leonor Von Mettenheim, esse é um passo estratégico. De acordo com ela, é fundamental diferenciar economia criativa e cultura: “É muito importante termos esses dados da economia criativa, mas que a gente possa discriminar o que é específico da cultura”.
Além do debate técnico, o MinC anunciou iniciativas para ampliar o acesso e a sistematização de dados. Entre elas, o lançamento, ainda neste semestre, de três novos boletins no âmbito do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIC): o Monitora Cultura, com acompanhamento periódico das políticas do MinC; o Boletim Avalia, voltado à análise de políticas públicas; e o Boletim Pesquisa, com aprofundamentos temáticos baseados em evidências.
Os dois últimos serão lançados em conjunto e terão como primeiro tema as ações afirmativas na Política Nacional Aldir Blanc, incluindo análises sobre a aplicação de cotas raciais, para povos indígenas e pessoas com deficiência em editais culturais.
Ao longo do encontro, também foram destacados os efeitos indiretos da cultura na economia, como o impacto sobre o turismo e o consumo. “Cada real movimentado pela Lei Rouanet pode gerar outros 7,6 reais na economia”, lembrou Letícia Schwarz. Ela também apontou lacunas na mensuração atual. “Consumo de celular hoje é motivado em grande parte pelo acesso à cultura, e isso não está na conta do PIB cultural”, frisou.
O evento reforçou o papel do SNIIC como espaço de articulação entre governo, pesquisadores e instituições, com o objetivo de consolidar uma cultura de dados no setor cultural brasileiro. A expectativa é que o avanço na produção e na integração de indicadores contribua para políticas públicas mais precisas, transparentes e alinhadas à complexidade da cultura no país.
Fonte: Ministério da Cultura
-
ECONOMIA6 dias atrásOdílio é eleito ‘empresário do ano’ em Rondonópolis
-
SAÚDE7 dias atrásSaúde entrega primeiros veículos para transporte intermunicipal de pacientes e anuncia mais de R$ 400 milhões para o Ceará
-
AGRO2 dias atrásPreço da carne bovina dispara e atinge recorde histórico em 2026: alta de 45% em dois anos acende alerta no agro
-
AGRO5 dias atrásAgrishow 2026 apresenta inovações em máquinas, IA e agricultura de precisão para impulsionar o agronegócio




