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Ministros debatem papel dos homens no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta quarta-feira (17), da 8ª edição da “Agenda com o Ministro”, iniciativa promovida pelo Ministério da Previdência Social (MPS) em parceria com o Instituto Papo de Homem (PDH), em Brasília. O encontro reuniu autoridades e especialistas para debater o tema “Como ser um homem aliado pelo fim da violência contra as mulheres e meninas na prática: de observadores passivos a aliados ativos”.
A iniciativa teve como objetivo estimular a construção de relações mais saudáveis, justas e inclusivas, contribuindo para a redução das desigualdades e da violência contra mulheres e meninas.
O evento contou com a participação do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; da ministra das Mulheres, Márcia Lopes; e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A programação incluiu ainda uma palestra do cofundador e diretor de pesquisa do Instituto Papo de Homem, Guilherme Valadares, que contribuiu para aprofundar o debate sobre masculinidades, comportamento e transformação cultural.
Durante o encontro, os participantes reforçaram a importância de promover reflexões sobre comportamentos, relações, responsabilidades e o papel dos homens na construção de ambientes mais respeitosos.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o combate à violência de gênero exige uma mudança estrutural na sociedade brasileira, com participação ativa dos homens. “Esse é um dos temas mais importantes neste momento no Brasil para mudar, de forma estrutural, o comportamento. Não é fácil um processo de transformação de mentalidade”, afirmou.
Luiz Marinho também destacou que a participação masculina é indispensável para enfrentar o problema. “Se a violência é contra a mulher, automaticamente é praticada por homens. Se não mudar a mentalidade do homem, não vamos acabar com a violência”, destacou.
O ministro do Trabalho e Emprego reforçou ainda a importância de que essa transformação comece no ambiente familiar. “É preciso introduzir essas mudanças no seio das famílias para a gente vencer essa guerra. Para dar bons exemplos para as crianças”, completou.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o avanço civilizatório passa, necessariamente, pela promoção de relações baseadas no respeito e na igualdade. “É assim que vamos conseguir conquistar um outro patamar de civilidade, de entendimento, de um nível de inteligência que nos coloque diante uns dos outros de um jeito humano, respeitoso e igual”, disse.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, ressaltou que o debate exige aprendizado contínuo e transformação coletiva. “É um tipo de assunto que a gente aprende, não tem ninguém aqui pronto ainda. É uma mudança de mentalidade, de paradigma na cabeça do povo brasileiro”, afirmou.
Todos por Todas
A discussão integra uma agenda mais ampla do Governo do Brasil para o enfrentamento à violência de gênero, como o “Todos por Todas: Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio”. Lançado em fevereiro de 2026, o pacto reúne esforços dos Três Poderes e de diferentes níveis federativos para prevenir a violência, fortalecer a rede de proteção e garantir a responsabilização de agressores.
Em seus primeiros 100 dias, a iniciativa apresentou avanços como a ampliação da rede de atendimento às mulheres, a redução no tempo de análise de medidas protetivas e ações integradas de segurança pública, que resultaram em milhares de prisões de agressores e no aumento da proteção às vítimas.
O pacto também aposta na mobilização social e na mudança cultural como estratégias essenciais para enfrentar a violência contra mulheres e meninas no país.
As ações prioritárias e estruturantes do Pacto são acompanhadas pelo Comitê Interinstitucional de Gestão, formado pelo Ministério das Mulheres, Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Essa atuação assegura a presença do Estado nos territórios, integrando redes de atendimento e qualificando os serviços prestados a vítimas de violência – mais informações em todosportodas.br.
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MDHC lança Cidadania PopRua em Curitiba
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) realizou, na quarta-feira (17), em Curitiba (PR), a cerimônia de lançamento de ações voltadas à população em situação de rua, no âmbito do programa Cidadania PopRua, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e organizações da sociedade civil parceiras. O evento marcou a entrega de políticas públicas para essa população e anunciou a implantação de três unidades do Cidadania PopRua na cidade, como parte de uma estratégia nacional que prevê 47 unidades em 21 estados e no Distrito Federal.
Além de materializar a política de direitos humanos nos territórios, o programa Cidadania PopRua tem oferecido suporte orçamentário e orientação técnica às organizações que já atuam localmente, muitas vezes de forma voluntária e sem recursos suficientes. O MDHC tem promovido inaugurações em diferentes territórios, considerando as especificidades de cada região para fortalecer e apoiar o trabalho desenvolvido por essas entidades, frequentemente carentes de financiamento público.
Segundo a diretora de Políticas Públicas para os Direitos da População em Situação de Rua, Malu Gama, o Cidadania PopRua representa a concretização da política de direitos humanos nos territórios e tem sido fundamental para oferecer apoio financeiro e orientação técnica às organizações que já atuam junto à população em situação de rua: “O MDHC tem realizado diversas inaugurações territoriais e conseguimos perceber que cada localidade possui suas especificidades. Apoiar o trabalho que essas organizações já vinham realizando, muitas vezes sem recursos públicos, é extremamente importante”.
Joana Darc Bazílio da Cruz, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) e coordenadora do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua Nacional), vinculado à Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), afirmou que o programa materializa a política de direitos humanos nos territórios e desempenha papel fundamental ao oferecer suporte orçamentário e orientações técnicas às organizações que já atuam localmente, muitas vezes de forma voluntária.
“A inauguração da unidade, chamada Casa da Vó, representa os direitos humanos chegando efetivamente à população em situação de rua. Ficamos muito impressionados com a estrutura do programa em Curitiba, com o acolhimento oferecido, a forma como a população em situação de rua está inserida na proposta de trabalho, a atenção destinada às mulheres, às mães, à população LGBTQIA+ e a qualidade da estrutura física do espaço”, afirmou Joana.
Segundo ela, esses elementos contribuem para que as pessoas se sintam verdadeiramente acolhidas: “É um espaço que transmite dignidade. Não se trata apenas de um serviço público, mas de um ambiente pensado para acolher com respeito e cuidado. Os detalhes fazem a diferença no atendimento à população em situação de rua. Por isso, o Cidadania PopRua foi uma das iniciativas mais positivas que vimos ser inauguradas”.
Para Vanessa Lima, da Associação Mãos Invisíveis, organização responsável pelo equipamento inaugurado em Curitiba, voltado ao atendimento e à garantia de direitos da população em situação de rua, o novo espaço representa um importante reforço à rede de proteção e cuidado destinada a esse público: “Estamos muito felizes e compreendendo, a cada dia, a dimensão do impacto de uma política pública como o Cidadania PopRua. A cada banho oferecido e a cada atendimento realizado, percebemos que a dignidade proporcionada pelo acesso a direitos é fundamental para a superação da situação de rua, para a inserção no mundo do trabalho, na educação e para todas as oportunidades que se abrem a partir desse processo. A Casa da Vó chega para fazer história em Curitiba”.
A iniciativa responde à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 976 e busca consolidar uma porta de entrada humanizada para as políticas públicas, com atendimento qualificado, infraestrutura de cuidado e foco na garantia de direitos civis, no acesso à justiça e na redução de danos sociais e à saúde.
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Texto: R.M.
Edição: G.O.
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