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CAIXA DO TRÁFICO

Transferências bancárias estão no centro de investigação

Investigação aponta esquema com divisão de funções para arrecadação, logística e apoio às atividades criminosas

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POLÍCIA

As investigações também buscam identificar a extensão da atuação do grupo

Integrantes de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas em Comodoro são suspeitos de utilizar contas bancárias e transferências eletrônicas para movimentar recursos obtidos com a venda de entorpecentes na região.

As investigações da Polícia Civil apontam que o grupo atuava de forma organizada, com funções específicas para cada integrante. Um dos investigados seria responsável por receber e administrar valores oriundos do tráfico, enquanto outro atuaria na logística das atividades criminosas. Um terceiro suspeito foi identificado por manter ligação direta com integrantes já investigados por tráfico de drogas e outros delitos relacionados.

Segundo a apuração, a estrutura criminosa utilizava mecanismos financeiros para movimentar o dinheiro arrecadado com a comercialização de drogas, o que levantou suspeitas sobre a possível prática de financiamento e manutenção das atividades da facção.

As investigações também buscam identificar a extensão da atuação do grupo e a participação de outros envolvidos no esquema.

Durante o avanço das apurações, policiais realizaram buscas em imóveis urbanos e rurais ligados aos investigados em busca de documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam comprovar a movimentação financeira relacionada ao tráfico de drogas e a atuação da organização criminosa.

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Os materiais apreendidos passarão por análise para auxiliar no rastreamento dos recursos e na identificação de possíveis novos integrantes do grupo.

A Polícia Civil continua investigando o caso para aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira da facção e sua atuação na região de Comodoro.

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POLÍCIA

MT veta visita íntima para feminicidas e estupradores

Nova regulamentação da Sejus também restringe benefício a presos no RDD e estabelece regras para visitas virtuais nas unidades prisionais

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A norma veta expressamente a realização de visitas íntimas em banheiros ou locais considerados inadequados

Condenados por feminicídio, estupro e pedofilia com sentença transitada em julgado estão proibidos de receber visitas íntimas nas unidades prisionais de Mato Grosso. A determinação consta em portaria publicada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que regulamenta as regras para concessão e restrição do benefício no sistema penitenciário estadual.

A medida também alcança detentos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), considerado o regime mais rigoroso do sistema prisional. Nesses casos, a legislação permite apenas visitas sociais monitoradas, sem contato físico entre presos e visitantes.

A regulamentação foi publicada após determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para que o Estado estabelecesse normas operacionais para a realização das visitas íntimas e virtuais nas unidades penais. Enquanto não houver espaços específicos destinados ao atendimento dos presos e visitantes, a visita íntima poderá ocorrer, de forma excepcional e temporária, em celas de uso comum previamente designadas pelas direções das unidades.

Além da proibição para condenados por crimes sexuais e feminicídio, a norma veta expressamente a realização de visitas íntimas em banheiros ou locais considerados inadequados, seguindo orientações do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da legislação estadual.

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A nova regulamentação também disciplina as visitas virtuais por videochamada. O recurso será destinado exclusivamente a pessoas privadas de liberdade que não recebam visitas presenciais na unidade onde estão custodiadas. As chamadas deverão ser previamente agendadas, terão duração máxima de 10 minutos e serão monitoradas por policiais penais ou servidores designados pela administração penitenciária.

Segundo a portaria, apenas visitantes previamente cadastrados poderão participar das videochamadas, que deverão ser realizadas por plataformas digitais como Google Meet ou Microsoft Teams. A participação de terceiros não autorizados poderá resultar na interrupção imediata da chamada e em sanções administrativas.

As medidas passam a integrar as regras permanentes de gestão do sistema penitenciário estadual e deverão ser cumpridas por todas as unidades prisionais de Mato Grosso.

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