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Na Amazônia, MDS lança PAA com foco em unidades de conservação ambiental

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) está investindo R$ 7,6 milhões na Região Norte, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Com foco em desenvolver o programa em unidades de conservação ambiental, nesta etapa serão contemplados Acre, Amazonas e Pará. O anúncio foi realizado nesta sexta-feira (19.06), durante evento em Belém.

No lançamento da nova vertente do PAA, a gerente de projeto da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) do MDS, Márcia Muchagata, destacou o impacto da iniciativa para comunidades e povos tradicionais. Aproximadamente mil famílias distribuídas entre 37 municípios e cerca de 150 comunidades já estão habilitadas para fornecer produtos ao programa.

“O PAA, para a gente, sempre foi um momento de poder experimentar novos desenhos de possibilidades para os executores. E a maior realidade é a conservação do que está sendo produzido nessas comunidades. Vamos fazer com que essa produção retorne para as próprias comunidades, promovendo a segurança alimentar e garantindo que as pessoas continuem consumindo comida saudável, produzida com respeito à cultura alimentar e que pode ser consumida por todos”, declarou Márcia Muchagata.

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A iniciativa foi construída em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A coordenadora-geral de Acesso a Políticas Públicas e Promoção das Economias da Sociobiodiversidade do ICMBio, Tatiana Rehder, afirmou que o programa do MDS está diretamente alinhado à missão institucional de cuidar da natureza com as pessoas. “É sobre abandonar os produtos industrializados e passar a fornecer, valorizar e refletir toda a riqueza da sociobiodiversidade que compõe a identidade dessas comunidades e, portanto, destas unidades de conservação geridas pelo Instituto”, pontuou. 

O PAA em unidades de conservação será desenvolvido a partir da modalidade Compra com Doação Simultânea, por meio da qual alimentos produzidos pelas comunidades são adquiridos pelo poder público e destinados a escolas, equipamentos da assistência social e outras instituições localizadas nos próprios territórios. 

Da castanha ao pescado, das hortas comunitárias aos produtos dos manguezais, a estratégia fortalece circuitos locais de produção e abastecimento, permitindo que alimentos cultivados, coletados ou manejados permaneçam próximos de sua origem, contribuindo para a segurança alimentar das populações e gerando renda local. 

Entre os produtos que poderão ser comercializados estão pescados, mariscos, frutas, polpas, raízes, tubérculos, hortaliças, produtos beneficiados e diversos itens associados às economias da sociobiodiversidade presentes nos territórios amazônicos. 

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A implementação do programa também representa uma resposta aos desafios impostos pela mudança do clima, que afeta diretamente a produção de alimentos e os modos de vida das populações tradicionais. Ao fortalecer atividades produtivas sustentáveis e compatíveis com os objetivos das unidades de conservação, o PAA também contribui para aumentar a resiliência das comunidades e valorizar conhecimentos construídos ao longo de gerações.

No último mês, o MDS lançou o PAA voltado a comunidades nordestinas, também em parceria com o ICMBio. Na região, unidades de conservação da Bahia e do Maranhão foram contempladas.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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MIDR apura incidente cibernético que acionou indevidamente o Defesa Civil Alerta

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Brasília (DF) — O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) investiga o acionamento indevido e não autorizado do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), ocorrido na madrugada deste sábado (20). A plataforma está temporariamente suspensa e a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI/MIDR) trabalha para o restabelecimento escalonado e seguro do sistema após a identificação de um incidente de segurança cibernética na Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP). Não há, até o momento, evidência de dano estrutural ao sistema DCA. 

A Polícia Federal já está mobilizada para apurar o acesso indevido à plataforma, responsável pelo envio deliberado de mensagens com conteúdo impróprio e sem relação com eventos reais. A partir do diagnóstico realizado pelos órgãos competentes, serão implementadas medidas para reforçar a segurança do sistema. 

De acordo com o levantamento técnico inicial, as transmissões ocorreram entre 23h41 de sexta-feira (19/06) e 1h23 deste sábado (20/06), totalizando 10 disparos indevidos. Nove deles utilizaram a tecnologia cell broadcast, empregada pelo Defesa Civil Alerta, acionando o nível “Extremo”, que emite alerta sonoro em situações de risco iminente. O décimo disparo ocorreu por meio de mensagens de texto via SMS. Houve relatos de alertas não autorizados emitidos nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e no Distrito Federal. Por se tratar de um acionamento não autorizado, o comportamento dos disparos não seguiu o padrão operacional do Defesa Civil Alerta

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Secretário Wolnei Wolff durante coletiva virtual à imprensa

Como resposta imediata para conter o ataque, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) realizou o bloqueio de todos os acessos externos à IDAP e suspendeu as contas de usuários envolvidas no incidente, além de preservar os registros e logins do sistema para a perícia. O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov) também foi notificado para acompanhar o caso.

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Em coletiva de imprensa, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, explicou que, por se tratar de um disparo não oficial, ainda não é possível calcular quantos aparelhos móveis receberam as mensagens nem identificar todas as localidades atingidas. No entanto, já se encontra em desenvolvimento uma nova versão do sistema, que visa melhorar a segurança da plataforma. 

“Com a perícia, teremos em breve informações bastante seguras de como aconteceu esse ataque a nossa plataforma e, no menor tempo possível, é uma questão de prioridade do Governo Federal ativar essa nova versão que garanta mais segurança ao sistema e aos usuários do sistema Defesa Civil Alerta”, afirmou Wolff. “Estamos tratando o caso com o máximo rigor técnico. Nosso compromisso é assegurar que os sistemas de alerta funcionem com total confiabilidade, garantindo a proteção da população brasileira”, completou o secretário. 

Como funciona o Defesa Civil Alerta?

A tecnologia intensifica a segurança das pessoas enviando mensagens de texto e avisos sonoros para os celulares em áreas de muito risco, sem necessidade de cadastro prévio. Os alertas aparecem de forma destacada na tela e podem tocar mesmo nos aparelhos em modo silencioso. Qualquer cidadão, independentemente do DDD, que esteja no município com previsão de desastre, poderá receber. A ferramenta é gratuita e alcança celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e com cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G. O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi.

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O objetivo da ferramenta é proporcionar maior segurança à população, sendo complementar aos demais mecanismos de alertas de emergência: SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.

Tipos de alerta: extremo e severo

A Defesa Civil Nacional emite dois tipos de alerta, o severo e o extremo. O alerta severo indica a necessidade de ações preventivas, como em casos de chuvas fortes com riscos de deslizamentos ou alagamentos, por exemplo, e o celular emite um som de “beep”, sem interromper o modo silencioso. A tela ficará bloqueada até que o usuário decida fechá-la. Para receber o alerta severo é preciso acessar as configurações do celular. No caso do sistema operacional Android, basta acessar Configurações, Segurança e Emergência, e Alerta de Emergência Sem Fio. No caso do sistema iOS, basta acessar Notificações e habilitar as opções de alerta.

O alerta extremo é o nível mais alto, com urgência imediata, e serve para situações de risco grave para a vida e a propriedade. Nesse caso, o celular emitirá um sinal sonoro que se mantém ativo mesmo com o aparelho em modo silencioso. A tela do celular será congelada e só poderá ser liberada pelo usuário ao fechar a notificação. Nesse caso, os celulares possuem a configuração ativada, sendo impossível desativá-la.

 


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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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