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No Senado, MDHC ressalta o papel da conscientização no enfrentamento a violações cometidas contra crianças e adolescentes
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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), representado pela secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda, participou, na quarta-feira (20), no Senado Federal, da 8ª Reunião da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM). O encontro teve como objetivo debater a violência sexual contra crianças e adolescentes e a proteção integral da infância e da adolescência no Brasil.
A audiência também contou com a presença da presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Deila do Nascimento; da diretora de Articulação Interfederativa da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Isadora Bispo; da conselheira nacional dos Direitos da Mulher, Alison Regina Mazza; entre outras representações.
Durante a sessão, Pilar destacou o aumento de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes ao Disque 100, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e que recebe, analisa e encaminha denúncias de violações de direitos humanos. A elevação no número de relatos, segundo a gestora, acontece em razão da maior conscientização da população brasileira sobre seus direitos e garantias.
“O aumento de denúncias deve ser analisado com cautela. Embora os dados revelem a persistência de graves violações de direitos, eles também podem indicar um avanço importante na capacidade da sociedade de identificar, reconhecer e denunciar situações de violência. Esses registros demonstram a confiança da população nos mecanismos de proteção e uma menor tolerância social a essas violações”, afirma a secretária.
De acordo com dados do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), de janeiro a abril deste ano, foram formalizadas mais de 15 mil denúncias relacionadas à violência sexual no Brasil. Crianças e adolescentes correspondem a mais da metade das vítimas desse número alarmante, equivalendo a mais de 12 mil denúncias.
A respeito desses registros, Pilar analisou: “Quando mais pessoas conhecem seus direitos e sabem onde buscar ajuda, maior é a tendência de que casos antes invisibilizados cheguem ao conhecimento do Estado. Ainda assim, cada denúncia representa uma situação que exige atenção imediata e ação articulada da rede de proteção”.
ECA Digital
Durante a sessão, a secretária nacional também ressaltou a importância da aprovação e implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) para reduzir os casos de violência contra crianças e adolescentes. Aprovada no ano passado, com apoio do MDHC, após ampla articulação entre os Poderes, a Lei n.º 15.211 representou um avanço normativo em defesa das juventudes que acessam serviços na internet.
Além de garantir mecanismos para a prevenção, identificação e enfrentamento de riscos, violências e violações de direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital, o texto zela pelo bem-estar desse público ao impor ao setor de tecnologias o desenvolvimento de ferramentas que efetivem ações de segurança e promovam o equilíbrio entre a vida online e offline dos usuários.
Ao impedir que conteúdos incompatíveis com a faixa etária dos donos de perfis cheguem até eles, bem como que pessoas sem idade legal para acessar determinadas plataformas consigam utilizá-las, o ECA Digital se soma a outros dispositivos legais desenvolvidos e/ou apoiados pelo Executivo Federal para o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.
“O ECA Digital deixa claro que plataformas digitais não são espaços neutros e que poder sem responsabilidade não pode ser tolerado quando os direitos fundamentais estão em jogo. O Estado brasileiro tem o dever de proteger suas crianças também no mundo virtual. Não estamos aqui para impedir a inovação, mas sim para que ela aconteça com responsabilidade”, destacou Pilar.
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Texto: R.B.
Edição: G.O.
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Ministro Vladimir Lima destaca programas de melhoria habitacional em entrevista à Voz do Brasil
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, participou nesta quinta-feira (21) do programa A Voz do Brasil. Na oportunidade, o ministro explicou o funcionamento do Reforma Casa Brasil e do Periferia Viva – Reformas, iniciativas do Governo Federal voltadas à melhoria das condições de moradia da população brasileira.
Uma das principais bandeiras do Governo Federal tem sido desenvolver estratégias para enfrentar o déficit habitacional e as inadequações nas moradias, ampliando o acesso à casa digna, ao saneamento e à infraestrutura adequada. Nesse contexto, o Ministério das Cidades atua com programas voltados a diferentes realidades das famílias brasileiras.
Com o Periferia Viva – Reformas, o governo irá beneficiar mais de 30 mil domicílios em periferias urbanas de todo o país, com foco na construção ou reforma de banheiros para famílias que vivem sem banheiro ou em situação de inadequação sanitária.
“Mais de 4 milhões de brasileiros não têm banheiro ou têm um banheiro compartilhado com outras famílias. Então, o foco do Periferia Viva – Reformas é entrar nas comunidades, em áreas que são regularizáveis ou já regularizadas, e levar a construção de um banheiro”, explicou o ministro Vladimir.
Durante a entrevista, o ministro também destacou que, quando identificadas outras inadequações na moradia, como problemas no telhado, infiltrações, piso ou necessidade de ampliação, as intervenções poderão ser incluídas no projeto. As obras serão executadas por agentes promotores, como organizações da sociedade civil e empresas responsáveis pelas propostas selecionadas.
Já o Reforma Casa Brasil funciona por meio de financiamento e é voltado às famílias com renda de até R$13mil, que possuem moradia, mas precisam realizar melhorias estruturais.
“Para quem não tem casa, o programa é o Minha Casa, Minha Vida. Para quem tem sua habitação e precisa resolver uma inadequação, o Reforma Casa Brasil. E para as famílias extremamente carentes, a gente chega com o Periferia Viva – Reformas”, afirmou o ministro.
Periferia Viva vai levar banheiros e reformas a mais de 30 mil famílias brasileiras.
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Fonte: Ministério das Cidades
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