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Papel do Estado na transição educação é tema do seminário States in Transitions

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Representantes do governo, pesquisadores e especialistas em educação participam, nesta quarta-feira (01/07), da  edição do seminário States in Transitions que discute a transição educacional. O evento é promovido pela Secretaria Extraordinária para a Transformação do Estado (Sete) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Na parte da manhã, a mesa de abertura do seminário contou com a participação do diretor de programa da Sete/MGI, Guilherme Almeida, e da diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), Anita Stefani. Os painelistas destacaram a necessidade de repensar a educação diante das transformações tecnológicas e sociais, com políticas públicas capazes de preparar estudantes para participar de forma crítica e produtiva desse novo contexto.

Almeida afirmou que o seminário busca reunir diferentes contribuições para ampliar a compreensão sobre as mudanças em curso na educação e subsidiar a formulação de políticas públicas. “A ideia é consolidar, registrar e disseminar essas contribuições para que possamos entender melhor o que está acontecendo para formular melhores políticas públicas”, disse.

Para a diretora de Gestão Educacional da SEB/MEC, a reformulação do ensino básico é uma necessidade. “Precisamos mudar a forma de ensinar para que as crianças estejam incluídas de forma produtiva e não meros consumidores tecnológicos”, defendeu Stefani.

Futuro da educação exige projeto de longo prazo

Ainda no período da manhã, o evento contou com dois painéis temáticos. O primeiro deles, que abordou as macrotendências e futuros possíveis foi mediado pelo superintendente executivo do Instituto Unibanco e Professor da Fundação Dom Cabral, Ricardo Henriques.

Participaram desse debate: Luciano Meira, professor associado de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Seiji Isotani, professor associado e diretor do programa Learning Analytics and Artificial Intelligence, da Universidade Harvard, e pesquisador do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Alagoas (NEES-UFAL); e Lucia Dellagnelo, diretora adjunta da área de Educação e Competências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Os especialistas falaram sobre os impactos da inteligência artificial, as mudanças demográficas, as transformações econômicas e a aceleração tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem. O debate também destacou a necessidade de um projeto de longo prazo. “Nenhuma política de quatro anos da conta de realmente gerar mudanças significativas na educação”, declarou Dellagnelo.

Na avaliação de Isotani, o debate sobre inteligência artificial precisa ir além dos riscos frequentemente associados à tecnologia. Para ele, é fundamental considerar seu potencial para ampliar a aprendizagem e desenvolver novas formas de resolver problemas. “Esse medo não é totalmente infundado, mas também precisamos olhar as oportunidades que a inteligência artificial oferece para ampliar a capacidade de aprendizagem e de resolução de problemas”, destacou.

Ao abordar os desafios da transformação digital na educação, Meira defendeu que o sucesso da inteligência artificial nas escolas passa pela valorização e qualificação dos professores. Ele argumentou que o uso da tecnologia deve estar associado ao desenvolvimento de competências pedagógicas. “Precisamos formar professores desde a licenciatura até a formação continuada para que utilizem a inteligência artificial de forma crítica, ética e estratégica”, afirmou.

Competências, tecnologia e equidade

O segundo painel do seminário foi moderado por Ricardo Cardozo, diretor de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e discutiu quais conhecimentos e competências devem ser priorizados para preparar estudantes diante das transformações em curso na sociedade. Ele defendeu o uso das novas tecnologias com responsabilidade. “O dano de não usar a inteligência artificial talvez seja maior do que o risco de usá-la. Mas esse uso precisa ser debatido e orientado”, pontuou.

Gabriela Gambi, especialista em educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), alertou sobre a necessidade de não limitar o futuro da educação brasileira apenas uso de inteligência artificial. “O risco é transformar a novidade tecnológica no centro do debate e perder de vista os problemas educacionais e sociais que realmente precisamos resolver”, explicou.

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Durante sua participação no painel, Katia Smole , diretora executiva do Instituto Reúna, destacou que o uso das novas tecnologias deve servir a preservação da humanidade no processo de ensino. “Acho que a grande função da escola com a Inteligência Artificial é preservar esse núcleo humano que fala de ética, de empatia, de diversidade e de equidade”, afirmou.

Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional e pesquisadora no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), defendeu que o ensino deve “tirar o conhecimento puro, específico, mas focar no que que esse conhecimento pode provocar de desenvolvimento para esses estudantes em termos de habilidades e de competências”.

O painel contou ainda com a participação de Tiago Bartholo, professor titular do Colégio de Aplicação e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGE-UFRJ), retomou a importância de se combater as desigualdades sociais. “As desigualdades elas estão presentes de forma muito, muito, importante desde a primeira infância. E se a gente não der conta disso, se a gente não resolver o básico sobre essas dimensões da aprendizagem, não tem cidadania e não tem justiça social”, declarou.

A sétima edição do seminário States in Transitions contou ainda com outros dois painéis, realizados no período da tarde. Os encontros abordaram as formas de ensinar em um mundo já transformado e o estado da arte do ecossistema de inovação. Ao final dos painéis, grupos de trabalho se reuniram para discutir os assuntos debatidos ao longo do dia.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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“Eu nunca tive uma casa, e agora eu tenho”

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São Luís (MA) – O Ministério das Cidades entregou, nesta quinta-feira (2/7), 64 moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural nos municípios de Raposa e Paço do Lumiar, no Maranhão.  Em Raposa, foram as primeiras 25 das 49 unidades habitacionais previstas para o empreendimento Raposa I, localizado no povoado Itapeua. O investimento federal é de R$ 3,67 milhões.

Na sequência, em Paço do Lumiar, o Ministério das Cidades entregou 39 moradias para famílias da comunidade Pau Deitado. O empreendimento recebeu investimento de R$ 2,92 milhões do Governo Federal e beneficiou aproximadamente 160 pessoas.

Moradia digna

Ana Cláudia da Conceição de Jesus é uma das 100 pessoas beneficiadas no município de Raposa.  Pela primeira vez na vida, ela vai morar dentro de uma casa com telhado, paredes de tijolo, portas e janelas. Ao longo de seus 39 anos o seu lar era feito de barro e seu teto, de madeira e lona, popularmente chamado de casa de Taipa. Não havia divisão de quartos ou cozinha, era apenas um cômodo para todos os seus pertences.

O banheiro era improvisado, não havia chuveiro, ela e sua família tomava banho de balde. Ana Claudia lidava, todos os dias, com a o medo das chuvas e dos ventos. O local em que ela vivia, muito antigo e precário, sofria pequenas inundações quando chovia.

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“A minha casa era de Taipa. As condições eram ruins, péssimas, mas eu tinha que me adaptar a realidade que a gente tinha por que não tinha outro lugar para ficar. Tudo era mais difícil”, contou.

Agora a situação é totalmente diferente, ela conquistou o tão aguardado sonho da casa própria. A maranhense, vai poder dormir tranquila na chuva, trancar as portas de noite e tomar banho com chuveiro na temperatura quente. “É uma emoção que eu não consigo explicar. A felicidade é enorme porque eu nunca tive uma casa e agora eu tenho.”

Qualidade de vida

No Maranhão, os investimentos do Governo Federal já somam R$ 12,5 bilhões, considerando as ações do Novo PAC, os contratos de repasse firmados desde 2023 e os recursos do Minha Casa, Minha Vida.

Na área da habitação, o estado conta com 55,9 mil moradias contratadas, que representam um investimento de R$ 6,8 bilhões. Desse total, 26,1 mil unidades já foram entregues, enquanto outras 26,7 mil moradias subsidiadas seguem em execução.

Os investimentos também alcançam diversas áreas de atuação do Ministério das Cidades, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, mobilidade, regularização fundiária, contenção de encostas e urbanização de favelas, contribuindo para melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida da população maranhense.

Durante a cerimônia de entrega das casas, em Raposa, no Maranhão, o ministro das cidades, Vladimir Lima, destacou a importância de levar moradias rurais para pessoas que vivem em moradias precarizadas.

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“Mais do que números, estamos falando de pessoas. Estamos falando da Ana Cláudia e de tantas outras famílias que, por muitos anos, viveram sem acesso a uma moradia digna. É sobre isso que o Governo do Brasil, que retomou a agenda de investimentos a partir de 2023, está falando: sobre cada pessoa, sobre cada ser humano. Temos números grandes, mas também a sensibilidade de olhar para cada Ana Cláudia, levando qualidade de vida, dignidade e melhores condições para viver”, afirmou.

Vistoria

Durante a agenda no Maranhão, o ministro das Cidades também visitou as obras de ampliação da Avenida Litorânea, uma das principais intervenções de mobilidade urbana financiadas pelo Novo PAC no estado.

Com investimento federal de R$ 237 milhões, a obra prevê a extensão de cinco quilômetros da via, conectando São Luís ao município de São José de Ribamar. A nova estrutura contará com seis faixas de rolamento, calçadão, ciclovia, iluminação pública e paisagismo, além de facilitar o acesso às praias do Meio e de Araçagy, impulsionando o turismo na região.

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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