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Pesquisa do MDS fortalece diálogo com população LGBTQIA+ durante a Feira Cultural da Diversidade em São Paulo
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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) participou da Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, realizada no Vale do Anhangabaú, na capital paulista, nesta quinta-feira (4.6). A ação integrou a programação do Mês do Orgulho LGBT+ e reuniu representantes do poder público, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e centenas de visitantes.
O Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade (CPGRD) do MDS promoveu uma pesquisa voltada à população LGBTQIA+ presente na feira. A iniciativa busca ampliar a escuta social e reunir percepções, experiências e contribuições que possam fortalecer a construção de políticas públicas mais inclusivas, diversas e alinhadas às demandas da população.
Edilson Gomes é assistente social e pesquisador em direitos humanos. Ele veio de Crato (CE) para participar das atividades do Mês do Orgulho e respondeu à pesquisa realizada pelo MDS.
“A pesquisa é muito importante porque aborda questões relacionadas aos direitos humanos e às políticas sociais. Eu participo desses eventos há 10 anos e sempre estou presente com o objetivo de promover trocas de experiências”, explica.
O Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade do MDS convida a população a participar da pesquisa sobre diversidade, equidade e inclusão. As contribuições ajudarão a fortalecer iniciativas voltadas à promoção de direitos, ao respeito às diferenças e ao aprimoramento das políticas públicas.
Ações do MDS
Ainda durante o evento, as equipes do ministério apresentaram programas, serviços e ações voltados à promoção da inclusão social, ao fortalecimento da cidadania e à garantia de direitos da população LGBTQIA+. O espaço também foi destinado à orientação do público sobre o acesso às políticas públicas executadas pelo MDS em todo o país.
Suely Oliveira, diretora de programa do gabinete do ministro do MDS e conselheira do Conselho Nacional LGBTQIA+, explica a importância da presença do MDS neste evento.
“Neste ano, estamos realizando uma pesquisa voltada à população LGBTQIA+ para compreender melhor como esse público percebe e acessa as políticas sociais desenvolvidas pelo MDS. Mais do que coletar informações, a iniciativa representa um importante instrumento de escuta, que nos ajuda a identificar dúvidas, aprimorar atendimentos e fortalecer a implementação de políticas públicas cada vez mais inclusivas e acessíveis”, destaca.
Para Erika Santos, assessora da Assessoria de Participação Social e Diversidade (APSD) do MDS, o evento foi uma oportunidade de fortalecer o diálogo com a população, ampliar a divulgação das ações desenvolvidas pelo Governo Federal e incentivar a participação social na formulação e no aprimoramento das políticas públicas.
“Toda política pública se fortalece a partir do diálogo com a sociedade e da participação dos movimentos sociais. Além de apresentar nossos programas e distribuir materiais informativos, estamos realizando uma pesquisa para compreender o quanto a população LGBTQIA+ conhece as políticas sociais desenvolvidas pelo MDS. Essa escuta é fundamental para aprimorarmos nossas ações e ampliarmos o acesso aos direitos”, pontua.
Reconhecida como uma das principais atividades do calendário do orgulho LGBTQIA+ no Brasil, a feira promoveu o encontro entre cultura, empreendedorismo, cidadania e direitos humanos.
Clovis Casemiro, gerente de membros da IGLTA (Associação Internacional de Turismo LGBTQ+), participou do evento e enfatizou a presença do Governo Federal nas atividades do Mês do Orgulho.
“O MDS está realizando uma pesquisa muito importante para nós. Falar de políticas públicas é fundamental para que a nossa comunidade LGBT+ no Brasil tenha mais segurança, mais direitos e mais participação dentro do governo. Estou muito feliz por ver o governo presente e dialogando conosco”, afirma.
Feira Cultural da Diversidade
Realizada anualmente na cidade de São Paulo, a Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+ integra a programação do Mês do Orgulho, período dedicado à promoção da cidadania, da inclusão e dos direitos da população LGBT+.
A iniciativa antecede a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e reúne instituições públicas, organizações da sociedade civil, empreendedores, artistas e representantes de diferentes segmentos em atividades voltadas à valorização da diversidade e ao combate à discriminação.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
BRASIL & MUNDO
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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