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Seminário inédito debate proteção e direitos dos consumidores-apostadores

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Brasília, 17/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), participou da 1ª edição do Seminário de Proteção ao Consumidor Apostador e Jogo Responsável, realizado pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, na terça-feira (16).

O encontro reuniu representantes do Governo Federal, especialistas e entidades do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) para debater medidas de prevenção ao superendividamento, publicidade responsável, proteção de dados e promoção do jogo responsável.

Para o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, o Estado brasileiro tem obrigação constitucional de promover direitos e proteger os consumidores. Segundo ele, o Código de Defesa do Consumidor deve orientar a interpretação e a aplicação das regras do setor.

“Este seminário é importante porque nos permite olhar especificamente para o consumidor-apostador. Num primeiro momento, nossa prioridade é combater as bets ilegais, mas ação recente do Ministério Público do Distrito Federal, que identificou oferta de bets ilegais em aplicativos dentro de plataformas legalizadas, nos leva a ampliar o monitoramento, incluindo as plataformas legalizadas”, declarou, mencionando que o tema fará parte da 39ª Reunião com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, no mês de julho, em São Luís (MA).

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O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, destacou a importância da cooperação institucional para enfrentar os desafios trazidos pela digitalização das apostas esportivas. “Os desafios colocados pelo ambiente digital não serão enfrentados por um único órgão. Eles exigem cooperação institucional, compartilhamento de evidências e diálogo permanente”, disse.

Segundo Fernandes, o avanço das plataformas digitais ampliou o alcance das apostas e trouxe novos riscos relacionados à proteção de dados pessoais, à saúde mental e à defesa do consumidor.

Proteção à saúde, à segurança e ao patrimônio

Em palestra sobre proteção dos consumidores-apostadores, Ricardo Morishita abordou as garantias já previstas pelo Código de Defesa do Consumidor, que completou 35 anos, e pela Lei nº 14.790/2024, que regula as apostas de quota fixa no Brasil.

Ricardo Morishita reforçou o dever constitucional do Estado com a saúde , a segurança e o patrimônio dos consumidores-apostadores. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Ricardo Morishita reforçou o dever constitucional do Estado com a saúde , a segurança e o patrimônio dos consumidores-apostadores. Foto: Isaac Amorim/MJSP

“As apostas de quota fixa constituem um serviço público operado pela iniciativa privada e, por isso, estão sujeitas a mecanismos específicos de controle e fiscalização do Estado, o que exige proteção reforçada à saúde, à segurança e ao patrimônio dos consumidores”, defendeu.

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Morishita enfatizou que a legislação estabelece uma lógica clara para a proteção dos consumidores: prevenir riscos e, quando isso não for suficiente, reparar integralmente os danos causados.

O secretário alertou ainda que reclamações sobre retenção de valores, falhas nos mecanismos de autoexclusão, publicidade enganosa, bloqueios de contas e ausência de alertas obrigatórios demonstram a necessidade de aperfeiçoar as práticas adotadas pelos operadores para garantir o cumprimento das normas de proteção ao consumidor.

A secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Correa Cardoso, reforçou que a proteção dos consumidores é prioridade para o Governo Federal e que a sustentabilidade econômica do mercado depende da capacidade dos operadores de enfrentar riscos associados ao jogo problemático, ao superendividamento e à publicidade abusiva.

“O centro do modelo regulatório das apostas é a proteção das pessoas. Não existe sustentabilidade econômica de longo prazo sem sustentabilidade social”, concluiu.

Além de apresentar medidas voltadas ao fortalecimento do jogo responsável e à proteção dos apostadores, o evento reuniu especialistas para discutir mecanismos de monitoramento, fiscalização, atendimento ao consumidor, resolução de conflitos e prevenção à ludopatia (vício em jogo).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MDHC lança Cidadania PopRua em Curitiba

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) realizou, na quarta-feira (17), em Curitiba (PR), a cerimônia de lançamento de ações voltadas à população em situação de rua, no âmbito do programa Cidadania PopRua, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e organizações da sociedade civil parceiras. O evento marcou a entrega de políticas públicas para essa população e anunciou a implantação de três unidades do Cidadania PopRua na cidade, como parte de uma estratégia nacional que prevê 47 unidades em 21 estados e no Distrito Federal.

Além de materializar a política de direitos humanos nos territórios, o programa Cidadania PopRua tem oferecido suporte orçamentário e orientação técnica às organizações que já atuam localmente, muitas vezes de forma voluntária e sem recursos suficientes. O MDHC tem promovido inaugurações em diferentes territórios, considerando as especificidades de cada região para fortalecer e apoiar o trabalho desenvolvido por essas entidades, frequentemente carentes de financiamento público.

Segundo a diretora de Políticas Públicas para os Direitos da População em Situação de Rua, Malu Gama, o Cidadania PopRua representa a concretização da política de direitos humanos nos territórios e tem sido fundamental para oferecer apoio financeiro e orientação técnica às organizações que já atuam junto à população em situação de rua: “O MDHC tem realizado diversas inaugurações territoriais e conseguimos perceber que cada localidade possui suas especificidades. Apoiar o trabalho que essas organizações já vinham realizando, muitas vezes sem recursos públicos, é extremamente importante”.

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Joana Darc Bazílio da Cruz, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) e coordenadora do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua Nacional), vinculado à Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), afirmou que o programa materializa a política de direitos humanos nos territórios e desempenha papel fundamental ao oferecer suporte orçamentário e orientações técnicas às organizações que já atuam localmente, muitas vezes de forma voluntária.

“A inauguração da unidade, chamada Casa da Vó, representa os direitos humanos chegando efetivamente à população em situação de rua. Ficamos muito impressionados com a estrutura do programa em Curitiba, com o acolhimento oferecido, a forma como a população em situação de rua está inserida na proposta de trabalho, a atenção destinada às mulheres, às mães, à população LGBTQIA+ e a qualidade da estrutura física do espaço”, afirmou Joana.

Segundo ela, esses elementos contribuem para que as pessoas se sintam verdadeiramente acolhidas: “É um espaço que transmite dignidade. Não se trata apenas de um serviço público, mas de um ambiente pensado para acolher com respeito e cuidado. Os detalhes fazem a diferença no atendimento à população em situação de rua. Por isso, o Cidadania PopRua foi uma das iniciativas mais positivas que vimos ser inauguradas”.

Para Vanessa Lima, da Associação Mãos Invisíveis, organização responsável pelo equipamento inaugurado em Curitiba, voltado ao atendimento e à garantia de direitos da população em situação de rua, o novo espaço representa um importante reforço à rede de proteção e cuidado destinada a esse público: “Estamos muito felizes e compreendendo, a cada dia, a dimensão do impacto de uma política pública como o Cidadania PopRua. A cada banho oferecido e a cada atendimento realizado, percebemos que a dignidade proporcionada pelo acesso a direitos é fundamental para a superação da situação de rua, para a inserção no mundo do trabalho, na educação e para todas as oportunidades que se abrem a partir desse processo. A Casa da Vó chega para fazer história em Curitiba”.

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A iniciativa responde à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 976 e busca consolidar uma porta de entrada humanizada para as políticas públicas, com atendimento qualificado, infraestrutura de cuidado e foco na garantia de direitos civis, no acesso à justiça e na redução de danos sociais e à saúde.

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Texto: R.M.

Edição: G.O.

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(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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