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Senacon oferece mais de 30 cursos gratuitos em parceria com a UnB para fortalecer defesa do consumidor
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Brasília, 24/6/2026 – A Escola Nacional de Defesa do Consumidor (ENDC), vinculada à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), está com inscrições abertas para mais de 30 cursos gratuitos de capacitação na área de relações de consumo. A iniciativa, realizada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), busca ampliar o conhecimento de integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), servidores públicos e da sociedade em geral sobre temas estratégicos relacionados à proteção dos consumidores.
As inscrições podem ser realizadas até 20 de julho pelo portal da ENDC. As aulas começam a partir de 27 de julho e são realizadas totalmente on-line.
A programação reúne cursos sobre diferentes áreas da defesa do consumidor, incluindo direitos básicos previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC), práticas abusivas, oferta e publicidade, proteção contratual, bancos de dados, proteção de dados pessoais, consumo seguro, saúde suplementar, transporte aéreo, combustíveis, educação financeira e prevenção ao superendividamento.
Entre os destaques da nova formação está o curso Direitos dos consumidores-apostadores e as bets: além do jogo, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. A capacitação aborda os direitos dos consumidores diante do mercado regulado de apostas de quota fixa e os impactos das novas relações de consumo envolvendo o setor.
Também integra a programação o curso Consumo de crédito, prevenção e tratamento do superendividamento, elaborado em parceria com o Instituto Brasileiro de Política e Defesa do Consumidor (Brasilcon), com foco na educação financeira e na proteção dos consumidores em situação de vulnerabilidade.
Atualmente, a ENDC disponibiliza 31 cursos, com cargas horárias que variam entre 15 e 60 horas-aula. Desde sua criação, em 2007, a Escola já registrou mais de 300 mil matrículas, contribuindo para a formação de agentes públicos e para o aprimoramento das políticas de proteção e defesa do consumidor no País.
As capacitações têm como objetivo fortalecer a atuação dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e ampliar o acesso da população a informações sobre direitos, deveres e mecanismos de proteção nas relações de consumo.
Escola Nacional de Defesa do Consumidor
Criada em 13 de agosto de 2007, por meio da Portaria Ministerial nº 1.387, a Escola Nacional de Defesa do Consumidor promove a formação e capacitação técnica de agentes e técnicos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, além da sociedade em geral.
A instituição atua para fortalecer a estrutura nacional de proteção ao consumidor e aprimorar a qualidade dos serviços prestados pelos órgãos responsáveis pela defesa dos direitos dos consumidores em todo o Brasil.
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Oficinas encerram 1º ciclo do programa Língua Indígena Viva no Direito
As oficinas de comunicação intercultural de direitos realizadas nas comunidades Tikuna, Kaingang e Kaiowá encerraram, neste mês de junho, o ciclo do programa Língua Indígena Viva no Direito (LIVD) dedicado à tradução de textos jurídicos para as três línguas indígenas mais faladas no Brasil.
O projeto da Advocacia-Geral da União (AGU) — em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) — é executado pela Organização da Sociedade Civil Instituto de Direito Global (IDGlobal) e tem como objetivo promover a cidadania entre as comunidades originárias.
As oficinas são a última etapa do projeto, com foco na formação das comunidades indígenas em relação aos conteúdos traduzidos: a Constituição Federal de 1988, a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).
Após a validação dos textos pelas próprias comunidades, uma versão compilada das traduções foi entregue a cada grupo indígena envolvido neste ciclo do projeto. Também foram produzidos conteúdos audiovisuais sobre os instrumentos jurídicos, com apoio da Escola Superior da AGU (ESAGU) e participação de dirigentes da AGU, equipe do LIVD, além de dirigentes e pesquisadores indígenas do IDGlobal.
Os conteúdos, legendados ou produzidos nas línguas indígenas, foram disseminados para as comunidades e estão disponíveis na página do programa em Kaingang, Tikuna e Kaiowá.
Direitos legais
A oficina que encerrou o primeiro ciclo do programa ocorreu na terça-feira (23), no Tekoha Laranjeira Nhãnderu (Casa de Reza Kaiowá), em Rio Brilhante (MS). Durante o evento, o Conselho Nacional de Justiça participou com serviços itinerantes de diferentes órgãos judiciais, fortalecendo a parceria entre os poderes Executivo e Judiciário para ampliar o acesso dos povos originários à justiça e à cidadania.
A pesquisadora kaiowá Jhelice Franco foi uma das participantes do encontro, que reuniu cerca de 100 pessoas. Jhelice pertence à comunidade Kaiowá, é estudante de Direito na Universidade do Mato Grosso do Sul e trabalhou no projeto auxiliando os tradutores tradicionais em relação aos termos jurídicos. Para ela, o Língua Indígena Viva no Direito vai fortalecer a comunidade na luta por seus direitos.
“Durante muito tempo nossos direitos ancestrais e legais nos foram negados. Foi só em 1988 que a Constituição nos reconheceu como sujeitos de direito, mas ainda assim permanecemos distantes devido à dificuldade de acesso aos textos”, explica Jhelice. “Com a versão para nossa língua, os Kaiowá poderão entender o que de fato está escrito e terão acesso a um conhecimento importante para continuarem reivindicando questões relevantes para a comunidade”, analisa.
Caminhos e estratégias
A primeira oficina foi realizada em 19 de junho, na Aldeia Kógũnh Mág, em Canela (RS), onde a comunidade Kaingang reuniu crianças, jovens e adultos em atividades de capacitação sobre os conteúdos jurídicos. O público adulto também participou de discussões sobre desafios climáticos, direitos indígenas e estratégias comunitárias de proteção, questões discutidas em Kaingang com a participação do pesquisador Ademir Garcia.
“Foi um dia para celebrar a conclusão da tradução de relevantes documentos jurídicos e um momento de reflexão sobre caminhos e estratégias de acesso à justiça e à educação”, destacou o cacique kaingang Maurício Salvador.
No dia 20 de junho, foi a vez dos Tikuna receberem a compilação das traduções e participarem da formação realizada na comunidade de Umariaçu II, em Tabatinga (AM). O público foi composto por lideranças locais e regionais, jovens e comunicadores, que atuarão como multiplicadores de conteúdo.
A oficina foi coordenada pelo pesquisador tikuna Maykon Flores e abordou temas como direitos e garantias fundamentais, acesso à saúde, educação e cultura, preservação do meio ambiente e defesa dos territórios indígenas.
O pesquisador destacou que a oficina foi muito importante para o povo Tikuna, por proporcionar espaço para o debate sobre os direitos garantidos pela Constituição. Maykon Flores acredita que o aprendizado poderá ser levado para outros pontos da comunidade indígena, fortalecendo ainda mais as lideranças Tikuna.
Balanço do ciclo
Em pouco mais de um ano, a equipe do Língua Indígena Viva no Direito entregou 1,5 mil versões de textos jurídicos traduzidos, realizou 12 visitas presenciais a diferentes territórios indígenas e participou de eventos, seminários e encontros institucionais e acadêmicos sobre a temática.
O programa ampliou o diálogo intercultural do Estado brasileiro com 118 mil falantes de três línguas indígenas, promovendo a igualdade, fortalecendo a cidadania e valorizando a cultura dos povos envolvidos.
A perspectiva do programa é ampliar sua atuação para incluir outras línguas indígenas faladas no Brasil e outros documentos jurídicos relevantes, conforme a Portaria Interministerial AGU/MPI/MJSP nº 1, de 18 de abril de 2024.
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Fonte: Advocacia-Geral da União
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