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DHPP EM AÇÃO

Condenado por latrocínio é preso trabalhando em comunidade de Cuiabá

Homem de 43 anos foi localizado pela DHPP e terá de cumprir mais de 16 anos de prisão em regime fechado por crime cometido em Sorriso

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POLÍCIA

Um homem de 43 anos, condenado por um latrocínio cometido em 2011, foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (9), em Cuiabá. A prisão foi realizada por investigadores da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que localizaram o foragido enquanto ele trabalhava em uma empresa na Comunidade do Aricá.

O crime ocorreu em dezembro de 2011, no distrito de Primaverinha, em Sorriso. A vítima, um idoso de 62 anos, foi encontrada dentro da própria residência com um ferimento provocado por arma branca na cabeça.

Na época, pessoas próximas relataram à polícia que o homem já havia sido alvo de furtos e tentativas de invasão. Ele mantinha dinheiro guardado em casa, pois pretendia viajar para visitar a filha.

Dois dias após o crime, o suspeito acabou localizado e preso em um hotel no município de Feliz Natal. Com ele, os policiais encontraram R$ 2 mil em dinheiro, além de comprovantes de compras que teriam sido pagas com valores roubados da vítima. Um notebook e um par de tênis também foram apreendidos.

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Após ser levado à Justiça, o homem foi condenado pelo latrocínio e chegou a obter progressão de regime. Posteriormente, porém, deixou de informar e atualizar seu endereço às autoridades, descumprindo as condições impostas pela Justiça.

Diante da situação, houve a regressão do regime e foi determinado que ele voltasse a cumprir a pena em regime fechado. Restavam 16 anos, três meses e seis dias de prisão.

Com o mandado em aberto, os policiais da DHPP realizaram diligências até identificar o local onde o condenado estava trabalhando. Ele foi preso sem oferecer resistência e encaminhado à delegacia.

Após os procedimentos legais, o homem permaneceu à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.

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POLÍCIA

Investigação sobre Saúde de Cuiabá vai à Justiça Federal

Terceira Câmara Criminal entendeu que recursos do Fundo Nacional de Saúde estão relacionados aos contratos investigados na Operação Oráculo, que apura pagamentos de R$ 663,5 mil

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Por decisão unânime, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou o encaminhamento à Justiça Federal do inquérito que apura suspeitas de irregularidades na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), alvo da Operação Oráculo. A investigação, deflagrada em 2024, apura possíveis fraudes que teriam movimentado mais de R$ 660 mil.

A transferência para a esfera federal foi solicitada pela defesa do ex-secretário adjunto de Saúde de Cuiabá, Gilmar de Souza Cardoso. Os advogados Artur Osti e João Octávio Ostrovski argumentaram que os valores investigados seriam provenientes de repasses realizados pelo Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde.

Inicialmente, a Justiça Estadual rejeitou o pedido para reconhecer a incompetência do Judiciário mato-grossense. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça e citou decisões de tribunais superiores que apontam a competência da Justiça Federal em casos envolvendo possíveis desvios de recursos originários do Fundo Nacional de Saúde.

Recursos federais pesaram na decisão

Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Juanita Cleit Duarte, considerou que os hospitais Municipal de Cuiabá (HMC) e São Benedito, relacionados aos contratos investigados, recebem financiamento por meio de transferências do Fundo Nacional de Saúde.

Segundo a magistrada, a origem dos recursos estabelece uma ligação direta entre os fatos investigados e verbas submetidas à fiscalização federal. Os contratos de gestão envolvidos também estão inseridos em uma estrutura que prevê controle pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU).

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A desembargadora ressaltou que a competência federal não foi reconhecida simplesmente porque os hospitais fazem parte do SUS ou recebem recursos da União. O entendimento levou em conta a relação entre os contratos sob investigação e a utilização de verbas federais.

Com a remessa do inquérito, caberá à Justiça Federal avaliar o conjunto de provas e definir os próximos passos da investigação.

Possível desmembramento

A decisão também abre possibilidade para que parte da apuração seja posteriormente encaminhada à Justiça Estadual, caso o juízo federal considere que não há necessidade de manter todos os fatos reunidos no mesmo processo.

Conforme o voto da relatora, existe uma relação entre as provas referentes à origem e ao caminho percorrido pelos recursos, à execução dos contratos de gestão e à autorização dos pagamentos. Por isso, neste momento, o processamento conjunto na Justiça Federal foi considerado adequado.

A magistrada determinou ainda que a Justiça Federal avalie se os atos e decisões já praticados pela Justiça Estadual de Mato Grosso deverão ser mantidos ou anulados.

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Pagamentos sem licitação

A Operação Oráculo foi conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). De acordo com a investigação, em 2022 a Prefeitura de Cuiabá teria pago R$ 663.568 a uma empresa que, segundo a polícia, apresentava características de empresa de fachada.

Os valores seriam referentes à contratação de serviços de tecnologia da informação. As apurações apontaram que os pagamentos ocorreram de forma indenizatória, sem a realização de processo licitatório e sem contrato que desse respaldo à prestação dos serviços.

Ainda conforme a investigação, para autorizar os pagamentos bastaria a apresentação de um orçamento.

As diligências realizadas pela Polícia Civil também levantaram suspeitas sobre a atuação da empresa beneficiada. Após receber os pagamentos do município, a companhia teria alterado sua atividade principal e passado a atuar no setor de construção.

Posteriormente, uma empresa originalmente ligada ao comércio de peças, acessórios e lubrificantes teria assumido a razão social da companhia e passado a prestar serviços relacionados à área de tecnologia da informação.

Com a decisão do Tribunal de Justiça, o caso passa agora à análise da Justiça Federal, que deverá avaliar a continuidade da investigação e a validade dos atos já realizados no âmbito estadual.

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