MORTE MISTERIOSA
Jovem desaparecido é encontrado morto boiando em rio de Sorriso
Arlan Monteiro da Cruz, de 28 anos, estava desaparecido desde sábado e foi localizado no rio da Estrada Celeste; Polícia Civil investiga o caso
POLÍCIA
O corpo de Arlan Monteiro da Cruz, de 28 anos, foi localizado boiando em um rio às margens da Estrada Celeste, em Sorriso (395 km de Cuiabá), no início da tarde desta terça-feira (29). O jovem estava desaparecido desde o último fim de semana.
Após a localização, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para realizar a retirada do corpo do rio. Posteriormente, a vítima foi identificada pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, Arlan estava desaparecido desde o último sábado (26). Ele teria sido visto pela última vez em uma casa noturna do município, antes de desaparecer.
Até o momento, as circunstâncias que levaram à morte do jovem ainda não foram esclarecidas.
O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do desaparecimento e da morte.
POLÍCIA
TJ nega liberdade a acusado de desviar 701 toneladas de soja em MT
Ryan Carlos dos Santos está preso desde março e é um dos 11 réus investigados por suposto esquema que teria causado prejuízo de R$ 1,1 milhão
A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Ryan Carlos dos Santos, apontado pela Polícia Civil como integrante de um esquema que teria desviado aproximadamente 701,8 toneladas de soja, avaliadas em cerca de R$ 1,1 milhão, da Fazenda Rincão, em Campo Novo do Parecis (402 km de Cuiabá). O acórdão foi publicado nesta quarta-feira (1º).
Ryan está preso preventivamente desde 18 de março de 2026 e responde a uma ação penal que reúne 11 acusados. A defesa alegou excesso de prazo no andamento do processo e afirmou que o réu possui residência fixa, trabalho lícito e é responsável pelo sustento da família.
O pedido de habeas corpus, porém, foi rejeitado pelo colegiado. O relator, desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, considerou que o processo apresenta complexidade em razão do número de réus, da variedade de acusações, da necessidade de localizar e citar corréus e da análise de provas digitais.
Segundo os magistrados, não houve paralisação do processo nem demora injustificada atribuível ao Poder Judiciário.
Conforme o acórdão, a denúncia foi apresentada e recebida após a prisão de Ryan, houve apresentação de resposta à acusação, reavaliação da prisão preventiva e continuidade dos atos processuais. O colegiado também destacou que características pessoais favoráveis do acusado, isoladamente, não são suficientes para determinar a revogação da prisão preventiva.
14 cargas retiradas
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o suposto esquema teria funcionado entre 2 e 9 de maio de 2025. Nesse período, aproximadamente 701.820 quilos de soja teriam sido retirados da Fazenda Rincão, distribuídos em 14 carregamentos sem autorização regular.
O prejuízo apontado pela empresa vítima, a GGF Agro Ltda., proprietária da fazenda, foi calculado em cerca de R$ 1,1 milhão.
Pelo procedimento adotado normalmente, os caminhões só poderiam acessar a propriedade para carregar os grãos após autorização da compradora, a Bunge Alimentos S.A. A liberação deveria conter informações sobre contrato, veículo, motorista, quantidade de carga e destino.
A Polícia Civil afirma, entretanto, que caminhões sem autorização conseguiram entrar na propriedade e deixar o local carregados com soja.
Ryan exercia a função de balanceiro, responsável pelo controle de entrada e saída dos veículos. Segundo a investigação, ele teria permitido o acesso de caminhões que não apareciam nas autorizações, deixado de realizar verificações obrigatórias, registrado manualmente placas adulteradas e inserido no sistema classificações de cargas que, conforme a apuração, não teriam sido realizadas.
As investigações também apontam a possível participação de classificadores de grãos, motoristas e pessoas encarregadas da movimentação financeira do esquema.
Emerson Cerqueira Gomes é apontado pela Polícia Civil como articulador externo da operação. Segundo os investigadores, ele seria responsável por coordenar motoristas, providenciar ordens falsas de carregamento e efetuar pagamentos.
A polícia também apura o uso de contas bancárias de terceiros para movimentar os valores obtidos e dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Os investigados respondem, em tese, por crimes como furto qualificado, associação criminosa, falsificação de documento particular, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
O TJMT ressaltou que a decisão tomada no habeas corpus não representa uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos acusados. A ação penal continua em tramitação na Justiça de Campo Novo do Parecis.
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