COAÇÃO PROCESSUAL
Polícia caça acusado de perseguir delegado e intimidar familiares
Investigado teria acompanhado a rotina da autoridade policial, da esposa e do filho para intimidar e tentar interferir em processo criminal
POLÍCIA
Um homem de 41 anos, réu por suposta participação em organização criminosa, passou a ser investigado por perseguir e monitorar um delegado da Polícia Civil e familiares da autoridade policial em uma tentativa de intimidação relacionada ao processo criminal que responde na Justiça.
Segundo a Polícia Civil, após se tornar réu, o investigado passou a acompanhar a rotina do delegado responsável pelas investigações que resultaram em seu indiciamento. A apuração aponta ainda que ele monitorava os deslocamentos da esposa, do filho e de outros familiares do policial com o objetivo de constranger a autoridade e interferir na ação penal.
Para apurar os novos crimes de coação no curso do processo e ameaça, a Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (14), a Operação Autoritas, em Cuiabá. Foram cumpridas duas ordens de busca e apreensão e expedido um mandado de prisão contra o investigado.
O suspeito, no entanto, não foi localizado durante a operação e é considerado foragido. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
A operação foi realizada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Conforme a Polícia Civil, o nome “Autoritas” faz referência à autoridade legítima do Estado representada pelos agentes públicos no exercício de suas funções.
POLÍCIA
Facção mata jovem de 20 anos por suspeita de ser informante
Vítima foi executada dentro de uma casa noturna em Poxoréu; vereador é alvo de prisão temporária durante operação da Polícia Civil.
A jovem de 20 anos executada a tiros dentro de uma casa noturna em Poxoréu, em maio deste ano, teria sido morta após integrantes de uma facção criminosa suspeitarem que ela repassava informações à Polícia Militar. A conclusão é da investigação conduzida pela Polícia Civil, que deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Elo Oculto para aprofundar a apuração do crime.
Segundo as investigações, a vítima passou a ser considerada “informante” da facção porque a mãe trabalhava na base da Polícia Militar do município e ela costumava ajudá-la na unidade. A simples presença da jovem no local teria levado integrantes da organização criminosa a decretarem sua morte.
O homicídio ocorreu na madrugada de 10 de maio, quando um homem armado invadiu a casa noturna às margens da MT-130 e efetuou diversos disparos contra a vítima. Ela foi atingida em regiões vitais e morreu ainda no local.
Para esclarecer a execução, a Polícia Civil cumpriu oito ordens judiciais em Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana. Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária.
Entre os alvos da operação está um vereador de Poxoréu, contra quem foi decretada prisão temporária. A investigação não detalha, até o momento, qual seria a participação dele no caso.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais buscam apreender celulares, documentos e outros materiais que possam esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar novos envolvidos e individualizar a atuação de cada investigado.
Batizada de “Elo Oculto”, a operação faz referência às conexões investigadas entre os suspeitos, a execução da jovem e os fatos ocorridos após o crime. O inquérito segue sob sigilo.
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