TRÁFICO DE DROGAS
Quadrilha com lavagem de dinheiro é desarticulada
POLÍCIA
Grupo recebia e distribuía entre 5 e 10 kg de entorpecentes por semana para outros estados, usava empresas de fachada para ocultar lucros e chegou a combinar entrega no estacionamento do Fórum de Cuiabá
Uma organização criminosa especializada em tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro que operava na região metropolitana de Cuiabá foi alvo de uma grande operação policial na manhã desta quarta-feira (17). Com estrutura hierárquica definida, frotas de veículos de luxo e empresas de fachada para movimentar o dinheiro do crime, o grupo distribuía entre 5 e 10 quilos de entorpecentes por semana para outros estados do país.
A quadrilha tinha liderança clara e funções bem distribuídas entre os integrantes — havia responsáveis pela contabilidade, pela guarda e pelo transporte das drogas, pelo controle dos arsenais e pela logística das entregas. A organização era ainda vinculada a uma facção criminosa com atuação em Cuiabá e Várzea Grande.
Para disfarçar a origem do dinheiro obtido com o tráfico, os investigados utilizavam contas bancárias de pessoas próximas e três empresas registradas em nome de laranjas. A operação de lavagem permitia ao grupo acumular patrimônio aparentemente lícito, incluindo ao menos cinco veículos de luxo identificados pelas autoridades.
A ousadia do grupo chegou a um nível incomum: segundo as investigações, os integrantes chegaram a combinar a entrega de uma remessa de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá — sede do Poder Judiciário na capital.
As origens
O caso começou a ser desvendado em julho de 2023, quando policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. No local, cerca de 100 quilos de maconha foram encontrados enterrados em barris plásticos nos fundos da propriedade. Duas pessoas foram presas na ocasião.
A partir dessas prisões, as investigações se aprofundaram e revelaram a extensão real da rede criminosa — muito maior do que o flagrante inicial indicava.
A operação
Batizada de Operação Throw — termo do universo esportivo que designa o ato de desperdiçar uma vantagem decisiva, em alusão às escolhas dos investigados —, a ação desta quarta mobilizou equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), de outras unidades da Polícia Civil e do Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.
Foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em endereços de Cuiabá e Várzea Grande. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três pessoas jurídicas, além do sequestro dos cinco veículos de luxo usados pelo grupo.
As investigações continuam com foco em identificar outros possíveis integrantes da rede, rastrear o fluxo financeiro completo e reunir provas para subsidiar as ações penais.
A Operação Throw integra a Operação Pharus, planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate a facções criminosas no estado. É também parte da sexta fase da Operação Narke, iniciativa da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), coordenada pelo Ministério da Justiça.
POLÍCIA
MT veta visita íntima para feminicidas e estupradores
Nova regulamentação da Sejus também restringe benefício a presos no RDD e estabelece regras para visitas virtuais nas unidades prisionais
Condenados por feminicídio, estupro e pedofilia com sentença transitada em julgado estão proibidos de receber visitas íntimas nas unidades prisionais de Mato Grosso. A determinação consta em portaria publicada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que regulamenta as regras para concessão e restrição do benefício no sistema penitenciário estadual.
A medida também alcança detentos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), considerado o regime mais rigoroso do sistema prisional. Nesses casos, a legislação permite apenas visitas sociais monitoradas, sem contato físico entre presos e visitantes.
A regulamentação foi publicada após determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para que o Estado estabelecesse normas operacionais para a realização das visitas íntimas e virtuais nas unidades penais. Enquanto não houver espaços específicos destinados ao atendimento dos presos e visitantes, a visita íntima poderá ocorrer, de forma excepcional e temporária, em celas de uso comum previamente designadas pelas direções das unidades.
Além da proibição para condenados por crimes sexuais e feminicídio, a norma veta expressamente a realização de visitas íntimas em banheiros ou locais considerados inadequados, seguindo orientações do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da legislação estadual.
A nova regulamentação também disciplina as visitas virtuais por videochamada. O recurso será destinado exclusivamente a pessoas privadas de liberdade que não recebam visitas presenciais na unidade onde estão custodiadas. As chamadas deverão ser previamente agendadas, terão duração máxima de 10 minutos e serão monitoradas por policiais penais ou servidores designados pela administração penitenciária.
Segundo a portaria, apenas visitantes previamente cadastrados poderão participar das videochamadas, que deverão ser realizadas por plataformas digitais como Google Meet ou Microsoft Teams. A participação de terceiros não autorizados poderá resultar na interrupção imediata da chamada e em sanções administrativas.
As medidas passam a integrar as regras permanentes de gestão do sistema penitenciário estadual e deverão ser cumpridas por todas as unidades prisionais de Mato Grosso.
-
POLÍCIA6 dias atrásMulher é esfaqueada ao tentar impedir agressão contra amiga
-
Geral3 dias atrásVeja as listas das seleções do MCMV-Rural e MCMV-Entidades
-
POLÍTICA3 dias atrásMT vira palco de agendas de Lula e Bolsonaro no mesmo dia
-
POLÍCIA6 dias atrásQuadrilha furta baterias de R$ 21 mil de torre de telefonia




