DESAVENÇAS
Venezuelano é encontrado enterrado e colega acaba preso
Vítima estava desaparecida desde sábado; suspeito confessou homicídio após corpo ser encontrado parcialmente enterrado
POLÍCIA
Um homem de 44 anos foi preso suspeito de assassinar um colega de trabalho, um venezuelano de 45 anos, e esconder o corpo dentro do estacionamento onde os dois trabalhavam, no bairro Baú, em Cuiabá.
O cadáver foi encontrado parcialmente enterrado na tarde desta segunda-feira (25), após funcionários e policiais suspeitarem do desaparecimento da vítima, que não era vista desde o último sábado (23).
Segundo as informações da ocorrência, o patrão dos trabalhadores reconheceu que o corpo localizado no terreno poderia ser do funcionário desaparecido e relatou às autoridades que os dois homens mantinham constantes desavenças no ambiente de trabalho.
Outro detalhe que chamou atenção foi o fato de o suspeito ter aparecido com um hematoma no rosto nos últimos dias. Questionado, ele afirmou inicialmente que havia sido vítima de um roubo.
Durante as diligências, o homem acabou detido e confessou o crime. Conforme o relato prestado aos investigadores, o homicídio foi cometido com pauladas e facadas.
O suspeito alegou que estava embriagado e disse não se lembrar exatamente quando matou o colega, afirmando apenas que o crime aconteceu entre sábado e domingo.
A vítima foi encontrada em uma área do estacionamento com parte do corpo enterrada.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O suspeito deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
POLÍCIA
Empresário condenado por morte de adolescente é preso
Rogério Amorim foi apontado como mandante do assassinato de Maiana Mariano, de 16 anos, encontrada morta após desaparecer em 2011
O empresário Rogério da Silva Amorim foi preso nesta terça-feira (27) em Cuiabá para começar a cumprir a pena pela morte da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, assassinada em 2011.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que cumpriu o mandado judicial contra o empresário, condenado a mais de 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo a Polícia Civil, Rogério foi localizado em um condomínio residencial de alto padrão no bairro Ribeirão do Lipa e encaminhado para a sede da DHPP.
O caso teve grande repercussão em Mato Grosso após o desaparecimento da adolescente, em dezembro de 2011. Maiana foi encontrada morta meses depois, em maio de 2012, em uma área de mata na Capital.
As investigações apontaram que a jovem mantinha um relacionamento extraconjugal com o empresário havia cerca de um ano e chegou a morar com ele nos meses anteriores ao crime.
Conforme a denúncia, Maiana foi atraída até uma chácara no bairro Altos da Glória sob o pretexto de entregar dinheiro a um funcionário do local. Ao chegar, teria sido surpreendida pelos executores do assassinato, que simularam um assalto antes de matá-la por asfixia.
De acordo com o processo, os executores do crime teriam recebido R$ 5 mil para cometer o homicídio.
A Polícia Civil apontou Rogério Amorim e a esposa dele, Calisangela Moraes de Amorim, como mandantes do assassinato. A motivação estaria relacionada ao relacionamento entre o empresário e a adolescente.
Em 2016, Rogério foi condenado a 20 anos e três meses de prisão em regime fechado. Um dos executores do crime, Paulo Ferreira Martins, também recebeu condenação superior a 18 anos de prisão.
Apesar da condenação ter ocorrido há anos, o empresário chegou a responder em liberdade até a nova ordem judicial cumprida nesta terça-feira.
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