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RUÍDO NA BASE

Deputados derrubam vetos e impõem derrotas ao governo

Parlamentares rejeitaram cinco vetos do Executivo, incluindo propostas sobre regularização ambiental, turismo e estadualização de rodovias

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POLÍTICA

Apesar das derrotas sofridas pelo governo, a maioria dos vetos apreciados acabou mantida pelos deputados

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) impôs nesta quarta-feira (17) uma série de derrotas ao governo estadual ao derrubar cinco vetos do Executivo durante a apreciação de projetos que estavam na pauta de votação. Entre os vetos rejeitados pelos deputados estão propostas ligadas à regularização ambiental de imóveis rurais, ao turismo associado ao artesanato e à estadualização de estradas em diferentes regiões do Estado.

Dos 18 vetos analisados em plenário, cinco acabaram derrubados pelos parlamentares, contrariando o posicionamento do Palácio Paiaguás. Um dos principais foi o Veto Total 119/2025, que barrava alterações na legislação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e das regras de regularização ambiental de propriedades rurais em Mato Grosso. A proposta é de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (União).

Também foi revertido o veto parcial ao Programa Estadual de Desenvolvimento da Produção Artesanal e Orgânica Associada ao Turismo (Pró-Artesão), projeto apresentado pelo deputado Wilson Santos (PSD) com o objetivo de fortalecer a produção artesanal vinculada à atividade turística.

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Na área de infraestrutura, os deputados derrubaram dois vetos relacionados à estadualização de rodovias. Um deles trata da estrada que interliga as MTs 246, 339, 247 e 343, ligando os municípios de Barra do Bugres, Lambari D’Oeste e Cáceres. O outro envolve uma via localizada em Nobres, conectando as rodovias MT-251, MT-351 e MT-240.

Apesar das derrotas sofridas pelo governo, a maioria dos vetos apreciados acabou mantida pelos deputados. Um dos debates mais longos da sessão envolveu o veto ao projeto do deputado Thiago Silva (MDB) que criava a Medalha Jovem Escritor das Escolas Públicas, iniciativa voltada ao incentivo da produção literária entre estudantes da rede estadual. Ao final da discussão, o veto foi mantido.

A sessão foi marcada por longos debates e pela análise de uma pauta considerada represada na Casa. Ao avaliar os trabalhos, o presidente em exercício da Assembleia, deputado Júlio Campos (União), afirmou que o objetivo foi destravar matérias que aguardavam apreciação do plenário.

“Foi uma sessão extensa e bastante participativa, marcada por debates importantes tanto no Grande Expediente quanto durante a votação dos vetos. Os parlamentares tiveram a oportunidade de discutir amplamente cada matéria, exercendo seu papel de forma democrática e transparente”, afirmou.

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Além dos cinco vetos derrubados, os deputados mantiveram outros 13 dispositivos encaminhados pelo Executivo, encerrando uma das mais longas sessões de apreciação de vetos realizadas neste ano pela Assembleia Legislativa.

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POLÍTICA

Mauro minimiza pressão de irmãos Campos e evita racha

Presidente da União Progressista em MT afirma que decisões sobre 2026 seguirão regras partidárias e não a vontade de lideranças da federação

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Segundo Mauro, ele sempre procurou manter uma relação respeitosa com aliados e adversários

O ex-governador e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Mauro Mendes, afirmou que a definição dos candidatos da federação União Progressista para as eleições de 2026 será decidida pelas convenções partidárias, seguindo o estatuto e o regimento interno da sigla. A declaração ocorre em meio às movimentações políticas envolvendo os irmãos Jayme Campos e Júlio Campos nos bastidores da federação formada por União Brasil e Progressistas.

Segundo Mauro, nenhuma liderança tem poder para impor candidaturas dentro do partido. Ele destacou que qualquer filiado pode disputar espaço, desde que participe do processo interno e conquiste o apoio necessário durante a convenção.

“O partido é regido por estatuto e regimento. Não é o Mauro Mendes, nem os Campos, que vão decidir. Quem decide são as regras do partido”, afirmou.

O dirigente citou como exemplo as disputas para deputado estadual, deputado federal, senador e governador, ressaltando que os vencedores das convenções serão os candidatos oficiais da federação, independentemente do peso político que tenham dentro da legenda.

Questionado sobre a possibilidade de recomposição política entre ele, Jayme Campos e o vice-governador Otaviano Pivetta, Mauro adotou tom cauteloso. Disse que sempre procurou manter uma relação respeitosa com aliados e adversários, embora admita ser firme em algumas posições.

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“Eu sempre procurei tratar todo mundo com respeito. Às vezes posso ser duro nas colocações, mas elas estão ancoradas na realidade e nos fatos. Vamos observar os próximos acontecimentos, mas acredito que, quando se ultrapassa uma linha, fica muito difícil retornar”, declarou.

As declarações evidenciam o cenário de disputa interna dentro da União Progressista, que reúne algumas das principais lideranças políticas de Mato Grosso e deve protagonizar uma das mais importantes articulações para as eleições de 2026. A definição das candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado é considerada estratégica para a manutenção da influência do grupo político que atualmente comanda o Palácio Paiaguás.

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