Search
Close this search box.

SAÚDE

Atuação integrada da vigilância e da atenção básica, regulação para redução de filas, soberania tecnológica do SUS foram destaque no Conasems

Publicados

SAÚDE

A importância da atuação integrada entre a vigilância e a rede de atenção à saúde foi um dos pontos considerados fundamentais para o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentar os desafios atuais da saúde pública brasileira. Esse foi um dos pontos principais do  Seminário “Vigilância à Saúde na Perspectiva da Rede de Atenção à Saúde como Estratégia de Fortalecimento do SUS”, nesta terça-feira (13), durante o 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), em Porto Alegre/RS. 

Em sua fala, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Mariângela Simão, explicou que a vigilância em saúde e a rede de atenção são indissociáveis. Ela destacou o papel das evidências científicas e das informações em saúde na formulação de políticas públicas e na organização das ações voltadas ao enfrentamento de temas como mudanças climáticas, doenças emergentes, desinformação e desigualdades nos territórios. 

Já a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Ferreira Rodrigues Caldas, deu orientações técnicas que demonstram a importância da  integração para qualificar o cuidado nos territórios. Em sua fala, destacou que o conhecimento das características locais, aliado ao uso de sistemas de informação e à análise dos dados produzidos pelos serviços de saúde, contribui para o planejamento das ações, a identificação de vulnerabilidades e a organização do cuidado de forma articulada em toda a rede de atenção. “Não existe vigilância sem cuidado e não existe cuidado de qualidade sem vigilância. Quando conhecemos o território e utilizamos as informações produzidas pelos serviços de saúde, conseguimos planejar ações mais adequadas às necessidades da população”, pontuou Ana Luiza. 

Leia Também:  Ministério da Saúde abre exposição sobre o Programa Mais Médicos durante Congresso do Conasems

Regulação

Ainda nesta terça-feira, o MS apresentou aos participantes do Congresso do Conasems, a Política Nacional de Regulação (PNR) e o e-SUS Regulação. O e-SUS Regulação é uma ferramenta disponibilizada pelo Ministério para a comunicação entre as redes de saúde para a gestão e transparência das filas de espera no SUS. Hoje, 1.588 centrais de regulação de estados e municípios estão em ambiente de treinamento e outras 448 centrais já estão ativas e operacionais no ambiente do e-SUS Regulação. O sistema garante segurança no acesso, com login realizado por meio do gov.br, e permite a visualização do histórico de todas as ações no sistema vinculadas ao login. 

Já Política Nacional de Regulação nasceu no bojo de uma série de normas de qualificação da Atenção Especializada, iniciada com o Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), passando pela criação das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) e chegando ao programa Agora Tem Especialistas. 

Soberania

No painel “Agenda Estratégica de Ciência e Tecnologia”, a equipe do MS destacou a relação direta entre o fomento da pesquisa e a sustentabilidade do sistema público indicando que quanto mais capacidade científica tem o SUS, mais o país consegue inovar e reduzir sua dependência de tecnologias estrangeiras.  

A soberania tecnológica foi apontada como caminho para enfrentar os desafios da saúde coletiva, como o envelhecimento da população, os impactos das mudanças climáticas e o alto custo de desenvolvimento e incorporação de novas tecnologias avançadas. 

O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, o Genomas Brasil, o Programa Nacional de Pesquisa Clínica e a estratégia de encomenda tecnológica, que desenvolverá um dispositivo portátil de detecção de tuberculose foram apontados como exemplos de soluções tecnológicas incorporadas ao SUS. 

Leia Também:  Edital abre 12 vagas para provimento de médicos especialistas no Paraná

Regionalização

A regionalização da saúde também chamou a atenção do público do Conasems. O conceito se refere à organização dos serviços em redes territorializadas, agrupando municípios para facilitar o acesso e promover o cuidado integral das pessoas. Entre os principais pontos abordados pelos palestrantes, estão a Estratégia Saúde da Família, a diversidade entre as regiões brasileiras, a qualificação dos profissionais e a coordenação do cuidado a partir da atenção primária do SUS. 

Os técnicos do Ministério da Saúde destacaram que todos os níveis de gestão da saúde pública devem levar em conta como a população vivencia, na prática, cada serviço oferecido. O grande desafio é enxergar o SUS como uma rede de cuidados para dar conta do que as pessoas precisam. A partir desta visão, o território é considerado o ponto de partida da regionalização, que indica os determinantes sociais de saúde para o alcance do diagnóstico preciso. 

Inteligência epidemiológica

Por fim, a inteligência epidemiológica foi apresentada como uma ferramenta de transformação desta realidade. Descrita como a capacidade de antever ou de antecipar eventos dentro do território, a inteligência epidemiológica converte grandes volumes de dados em informação para o cuidado, para que o gestor tome as melhores decisões de acordo com as necessidades reais dos usuários do SUS.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Santa Casa de Porto Alegre amplia assistência especializadas pelo SUS

Publicados

em

A Santa Casa de Porto Alegre fez uma apresentação, nesta segunda-feira (13), ao ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, das ações realizadas no âmbito do Programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025. A instituição foi uma das primeiras do país a aderir ao componente Crédito Financeiro e participou da implementação inicial do modelo, contribuindo para o aperfeiçoamento de processos operacionais e para a consolidação da estratégia adotada em outros hospitais participantes.

A Santa Casa informou que, de janeiro e junho de 2026, realizou 2.963 cirurgias, mais de 6 mil consultas e mais de 8 mil exames destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do programa. Esses atendimentos foram realizados de forma adicional à produção regular da instituição. A previsão é que, até o fim do ano, sejam realizadas cerca de 6 mil cirurgias nessa modalidade.

“A Santa Casa de Porto Alegre tornou-se referência nacional na expansão da oferta de consultas, exames e cirurgias especializadas, mostrando que é possível aumentar a produção, reduzir filas e fortalecer hospitais filantrópicos estratégicos para o SUS”, afirmou o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.

Leia Também:  Vacinação de gestantes no SUS reduz pela metade os casos graves de bronquiolite em bebês menores de 6 meses

Até o momento, os serviços prestados aos pacientes do SUS correspondem a aproximadamente R$18 milhões, valor que será compensado por meio de créditos tributários previstos no componente Crédito Financeiro. A Santa Casa possui dois Termos de Execução firmados nessa modalidade, que totalizam R$28,8 milhões em recursos pactuados.

Para ampliar a oferta de atendimentos especializados, a instituição reorganizou sua programação assistencial, com abertura de turnos noturnos e de atendimentos aos finais de semana. Também foram contratados cerca de 40 anestesistas, reforçadas as equipes assistenciais, disponibilizadas novas salas cirúrgicas e implantado um sistema de acompanhamento da fila do SUS e de monitoramento diário da produção, com o objetivo de apoiar o planejamento e a execução dos atendimentos.

Crédito Financeiro

Por meio da modalidade Crédito Financeiro, o Ministério da Saúde oferece condições especiais para instituições de saúde regularizarem débitos tributários.

Desta forma, hospitais particulares e filantrópicos que prestam consultas, exames e cirurgias pelo SUS acumulam créditos financeiros. Esses créditos geram um certificado que pode ser usado para compensar ou abater dívidas tributárias junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Leia Também:  Edital abre 28 vagas para provimento de médicos especialistas no Rio Grande do Sul

Transporte sanitário e SAMU

No mesmo dia, o ministro em exercício, Adriano Massuda, vistoriou 26 veículos adaptados para a área de saúde de municípios do interior do Rio Grande do Sul: 12 ambulâncias do Tipo A, 6 micro-ônibus e 8 ambulâncias do SAMU. Os veículos são destinados ao transporte sanitário usado por pacientes para consultas, exames, hemodiálise, radioterapia e outros serviços especializados localizados a até 50 quilômetros de casa.

As ambulâncias do SAMU são destinadas aos seguintes municípios: Porto Alegre, Santa Maria, Uruguaiana, Novo Hamburgo, Bagé, Passo Fundo, Vacaria e Camaquã. Já as ambulâncias Tipo A irão para: Dom Feliciano, Pedro Osório, Pinhal da Serra, Nova Santa Rita, Três Palmeiras, Engenho Velho, Canoas, Gravataí, Torres, Vera Cruz, Braga e Paim Filho. Os micro-ônibus, por sua vez, são destinados para Carazinho, São José do Ouro, Canguçu, Canela, Paraí e Antônio Prado.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA