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RACISMO

MT registra alta de 30,8% nos casos de injúria racial em 2025

Estado teve crescimento acima da média nacional e aparece entre as maiores taxas do país, segundo o Anuário de Segurança Pública

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COTIDIANO

Estado perde para Santa Catarina e do Distrito Federal, superando unidades da federação populosas como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná

Mato Grosso registrou aumento dos casos de injúria racial e de racismo em 2025, mantendo uma das maiores taxas de registros do país. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública e mostram que o Estado contabilizou crescimento de 30,8% nas ocorrências de injúria racial e de 21,4% nos casos de racismo em comparação com 2024.

No caso da injúria racial, Mato Grosso passou de 605 registros em 2024 para 803 em 2025, um aumento de 198 ocorrências em apenas um ano. A taxa estadual saltou de 15,8 para 20,6 casos por 100 mil habitantes, bem acima da média nacional, que passou de 10,2 para 11,2 registros por 100 mil habitantes.

O crescimento em Mato Grosso foi mais de três vezes superior ao registrado no Brasil. Enquanto o Estado avançou 30,8%, a média nacional ficou em 9,2%, com os registros passando de 19.551 para 21.443 ocorrências.

Também houve aumento expressivo nos registros de racismo. O Estado passou de 746 casos para 906, alta de 21,4% entre 2024 e 2025. A taxa subiu de 19,4 para 23,3 ocorrências por 100 mil habitantes, novamente acima da média brasileira, que ficou em 15,7 por 100 mil habitantes.

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No país, os registros de racismo cresceram 13%, passando de 27.082 para 30.743 casos.

Entre os estados brasileiros, Mato Grosso aparece entre aqueles com as maiores taxas de injúria racial. Com 20,6 registros por 100 mil habitantes, fica atrás apenas de Santa Catarina e do Distrito Federal, superando unidades da federação populosas como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

No crime de racismo, a taxa mato-grossense de 23,3 registros por 100 mil habitantes também coloca o Estado acima da média nacional e entre os maiores índices do país.

Os dados do Anuário também mostram que, proporcionalmente, Mato Grosso registra mais casos de racismo do que a média brasileira. Segundo o levantamento, o Estado apresentou crescimento acima do índice nacional tanto nos registros de injúria racial quanto nos de racismo, reforçando a tendência de aumento desses crimes em 2025.

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COTIDIANO

Sindicato rural cobra investigação sobre queimada do ICMBio

Entidade afirma que atividade precisa ser esclarecida e defende que órgãos ambientais obedeçam às mesmas regras exigidas dos produtores

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O episódio também reacende a discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal

O Sindicato Rural de Poconé cobrou investigação sobre a ocorrência registrada na segunda-feira (7) em uma área próxima à base operacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Poconé. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, uma equipe do Corpo de Bombeiros identificou uma área com queima de madeira nas proximidades da estrutura do instituto e conduziu um servidor à Delegacia de Polícia Civil.

Posteriormente, o ICMBio informou que não houve detenção e esclareceu que a atividade tinha caráter preventivo, com queima controlada de resíduos vegetais provenientes da limpeza da área.

Diante das versões apresentadas, o Sindicato Rural defende, em nota à imprensa, que sejam esclarecidas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a natureza da atividade, eventual autorização, o local exato onde ocorreu a queima, os procedimentos adotados e os critérios técnicos e legais utilizados. A entidade afirma que não pretende antecipar qualquer julgamento sobre responsabilidades, mas considera necessária uma apuração imparcial e transparente.

Para o sindicato, o episódio também reacende uma discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal. A entidade afirma que pecuaristas que vivem na região enfrentam anualmente períodos de seca extrema e, em muitos casos, estão entre os primeiros a atuar no combate ao fogo.

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“O setor produtivo não defende o uso irregular do fogo. Defende segurança jurídica, critérios técnicos objetivos, orientação adequada e igualdade de tratamento perante a lei”, afirma o Sindicato Rural de Poconé.

A entidade questiona ainda se os mesmos critérios e exigências aplicados aos produtores rurais para o uso do fogo também são observados em atividades de prevenção e manejo realizadas por órgãos ambientais dentro ou no entorno de unidades de conservação.

O sindicato cita como exemplo as exigências feitas aos produtores, como autorizações, procedimentos específicos, equipamentos, aceiros e registros, e defende que eventuais atividades de manejo do fogo realizadas por órgãos públicos também sejam submetidas a critérios técnicos e legais claros.

Além da investigação sobre o episódio, a entidade defende maior participação dos produtores rurais, sindicatos, comunidades locais, municípios, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e instituições de pesquisa na formulação das políticas de prevenção e combate aos incêndios.

Outro ponto levantado é a criação e ampliação de unidades de conservação no Pantanal, incluindo medidas relacionadas ao Parque Nacional do Pantanal e à Estação Ecológica de Taiamã. O sindicato afirma reconhecer a importância da conservação ambiental, mas sustenta que a ampliação das áreas protegidas deve ser acompanhada de estrutura, gestão, fiscalização e capacidade efetiva de prevenção e combate aos incêndios.

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Ao final, a entidade defende que as políticas para o Pantanal sejam baseadas em ciência, diálogo e conhecimento local. Para o sindicato, o enfrentamento aos incêndios exige maior estrutura e integração entre os órgãos públicos, além de regras claras e fiscalização imparcial.

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