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AGU garante continuidade de assentamento rural em Macaé

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A Advocacia-Geral da União (AGU) garantiu decisão que assegura a continuidade do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Osvaldo de Oliveira, instalado na Fazenda Bom Jardim, em Macaé (RJ). Por maioria, a 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) reconheceu que acórdão anterior havia ido além dos pedidos feitos no processo ao determinar a paralisação da desapropriação do imóvel, a desocupação da área e a retirada das famílias assentadas, com possibilidade de uso de força policial.

O caso teve origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionava a implantação do assentamento em área de Mata Atlântica. O pedido, no entanto, não buscava a extinção definitiva do projeto nem a retirada das famílias, mas a imposição de condicionantes ambientais e de planejamento à atuação administrativa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Em primeira instância, a Justiça Federal acolheu parcialmente os pedidos e determinou ao Incra o cumprimento de medidas voltadas à regularização e ao acompanhamento ambiental do assentamento, como elaboração do Plano de Uso, obtenção das licenças ambientais pertinentes, fiscalização periódica da área e capacitação das famílias assentadas.

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Além dos limites

Ao analisar o caso posteriormente, o TRF2 ampliou os efeitos da sentença e determinou que o Incra se abstivesse de adotar quaisquer medidas para promover a desapropriação da Fazenda Bom Jardim, além de impor a desocupação imediata do local. A AGU recorreu, por meio da Procuradoria Regional Federal da 2ª Região (PRF2), sustentando que a decisão extrapolava os limites da ação e poderia levar ao desmantelamento de um projeto já implementado.

Na defesa do Incra, a (PRF2) destacou que o PDS Osvaldo de Oliveira existe há mais de dez anos, reúne dezenas de famílias e desenvolve produção familiar e agroecológica. A atuação também demonstrou que eventuais exigências ambientais deveriam ser tratadas dentro dos limites da própria ação, sem transformar o processo em instrumento de anulação da desapropriação ou de retirada forçada dos assentados.

Após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) dar provimento a dois recursos especiais do Incra para que o TRF2 reexaminasse a alegação de julgamento além do pedido, a 8ª Turma Especializada do TRF2 analisou a questão e acolheu a tese defendida pela AGU. O colegiado reconheceu a ocorrência de julgamento extra petita, afastou a determinação de desocupação imediata e restabeleceu integralmente a sentença de primeiro grau, que preserva as obrigações ambientais impostas ao Incra.

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Com a decisão, fica mantido o dever de adoção de providências para regularização e acompanhamento ambiental do assentamento, mas sem a imposição de retirada imediata das famílias nem a proibição ampla de atos administrativos relacionados à desapropriação.

Convivência harmoniosa

Para a procuradora federal Cristiana Colosimo, que atuou no caso, o acórdão proferido é uma grande vitória para o Incra, na medida em que reafirma a possibilidade de convivência harmoniosa entre a reforma agrária e a proteção ao meio ambiente.

“O Projeto de Desenvolvimento Sustentável Osvaldo de Oliveira é um projeto pioneiro que se tornou referência na produção familiar e agroecológica no estado do Rio de Janeiro”, destacou. “O restabelecimento da sentença preserva o princípio da congruência processual, assegura a observância das condicionantes ambientais, protege a situação jurídica das famílias assentadas e reconhece a legalidade dos atos praticados pela autarquia na implementação do Programa Nacional de Reforma Agrária.”

Processo de referência: Nº 0000773-11.2012.4.02.5116/RJ

Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU

Fonte: Advocacia-Geral da União

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MDS e MJSP firmam acordo para integrar Centros Pop à Rede Cais com investimento anual de R$ 50 milhões

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Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.

O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. “A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios”, explicou.

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Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. “Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente”, ressaltou o ministro.

A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. “Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional”, afirmou.

Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. “A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”, complementou Wellington César.

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Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. “Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades”, contextualizou Barroso.

O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. “O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos”, ponderou Barroso. 

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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