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MDHC promove seminário sobre evidências e políticas públicas para pessoas migrantes, refugiadas e apátridas
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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH) e da Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas, realizará, no dia 30 de junho, o seminário “Promovendo direitos humanos – Evidências e políticas públicas para pessoas refugiadas, migrantes e apátridas”. A atividade ocorrerá das 9h às 18h, no Auditório do Bloco A da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), com transmissão ao vivo pelo canal do MDHC no YouTube. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio de formulário eletrônico.
O evento integra a programação da Semana do Migrante e do Refugiado, instituída pela Lei nº 14.678/2023, e as ações alusivas ao Dia Mundial do Refugiado. Organizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o seminário reunirá representantes do poder público, organismos internacionais, sistema de justiça, organizações da sociedade civil, pesquisadores, estudantes, profissionais da rede de atendimento e lideranças migrantes e refugiadas.
A programação contará com debates sobre migração, refúgio e direitos humanos, além da apresentação de pesquisas inéditas, lançamento de publicações e compartilhamento de experiências voltadas à formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Para a coordenadora-geral de Promoção dos Direitos das Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas do MDHC, Fernanda Becker, o seminário reforça o empenho do país com a proteção de direitos e a produção de conhecimento qualificado para orientar a ação do Estado.
“O seminário consolida o compromisso do governo brasileiro com a proteção internacional e a dignidade humana, ao converter evidências científicas e diagnósticos em bases sólidas para a formulação de políticas públicas integradas, transparentes e sensíveis às diversidades sociais”, destaca.
Programação
A abertura institucional será realizada às 9h, seguida da mesa “Migração e Fronteiras”, que marcará o lançamento do curso “Migração e Direitos Humanos na Fronteira”, desenvolvido pelo MDHC em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), no âmbito do Programa Nacional de Educação em Direitos Humanos e Cidadania (PNEC-DH). A iniciativa busca fortalecer capacidades institucionais e disseminar conhecimentos atualizados sobre mobilidade humana e direitos humanos.
Na sequência, a mesa “Evidências para a formulação de políticas públicas nas fronteiras” apresentará os resultados da pesquisa desenvolvida por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o MDHC e o Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). O estudo analisou dinâmicas migratórias em regiões de fronteira a partir de uma perspectiva interseccional, considerando marcadores como raça e etnia, gênero, infância e juventude, população LGBTQIA+, pessoas com deficiência e população em situação de rua.
Durante a tarde, o seminário abordará os desafios enfrentados por migrantes e refugiados LGBTQIA+, com a apresentação de pesquisas sobre inclusão econômica e social e sobre a rede de atendimento disponível para essa população no Brasil. Também serão discutidos temas relacionados à educação, interculturalidade e combate à xenofobia.
Nesse contexto, será lançado o guia “Direito à educação de refugiados e migrantes: formação de professores para o acolhimento escolar”, publicado pela UNESCO e pelo ACNUR com revisão técnica do MDHC. O material oferece subsídios para profissionais da educação básica desenvolverem práticas pedagógicas inclusivas e promoverem o acolhimento de estudantes migrantes e refugiados nas escolas brasileiras.
Um ano do programa Aqui é Brasil
Encerrando a programação, a mesa “Programa Aqui é Brasil” apresentará um balanço do primeiro ano da iniciativa coordenada pelo Governo do Brasil para garantir acolhimento digno e humanizado a brasileiros repatriados ou deportados. A atividade destacará resultados alcançados, desafios enfrentados e perspectivas para o fortalecimento das ações de recepção, proteção e reintegração social dessa população.
Ao longo do dia, o seminário buscará ampliar o diálogo interinstitucional, promover a troca de experiências e fortalecer a construção de políticas públicas voltadas à proteção e à promoção dos direitos de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas no Brasil.
Serviço
Seminário “Promovendo direitos humanos – Evidências e políticas públicas para pessoas refugiadas, migrantes e apátridas”
Data: Terça-feira (30 de junho de 2026)
Horário: 9h às 18h
Local: Auditório do Bloco A, Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF)
Transmissão ao vivo pelo canal do MDHC no YouTube.
Inscrições via formulário.
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Texto: E.G.
Edição: F.T.
Atendimento exclusivo à imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDHC
(61) 2027-3538
Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.
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MDS e MJSP firmam acordo para integrar Centros Pop à Rede Cais com investimento anual de R$ 50 milhões
Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.
Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.
O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. “A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios”, explicou.
Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. “Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente”, ressaltou o ministro.
A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. “Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional”, afirmou.
Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. “A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”, complementou Wellington César.
Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. “Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades”, contextualizou Barroso.
O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. “O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos”, ponderou Barroso.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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